domingo, 19 de maio de 2019

PRA COMEÇAR A SEMANA

A Câmara Federal, principalmente, o "Centrão" de Rodrigo Maia, está com o dedo no gatilho disposto a atrapalhar o governo Bolsonaro. Até o decreto da posse e do porte de armas pode cair.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

BALA NA AGULHA

Tem muita gente com o pescoço na guilhotina e com a língua queimada quando trata-se de analisar os primeiros quatro meses do governo de Jair Bolsonaro, aquele que prometia " revolucionar", mudando tudo que estava política,  ideológica ou até constitucionalmente errado, e aprovar leis - ou baixar medidas provisórias-  como, por exemplo, a do porte e da posse de arma para cidadãos de bem; rever a Lei Rouanet; isolar a mídia tendenciosa; abrir a caixa preta do BNDES; criar novos impostos para os muito ricos; socorrer endividados ( rever a alta carga tributária) e aos empresários,  de imediato, para gerar empregos; diminuir o número de ministérios; acabar - ou diminuir - com a velha política ( toma lá dá cá); dar total apoio total aos superministros Moro e Guedes; extinguir a TV estatal (NBR); deixar as investigações (do tipo COAF) cortar na própria  carne,  se preciso for, etc. Mas é bom "já ir se acostumando " pois, da cabeça e da cúpula dos ministérios, deverão sair mais coisas bem na contramão das promessas de campanha.  Apesar do pouco tempo, têm sido muitas as denúncias ( possível laranjal familiar), falas despropositadas, demissões/convites pra deixar o governo, " fiz que ia mas não fui" e outras atitudes, no mínimo, curiosas que quem apostava em algo, radicalmente, diferente do habitual já começa a se arrepender. Mas nem tudo está perdido, uma vez que todas as esperanças recaem nos contingencionamentos e nas reformas ( pelo menos na da Previdência) que Bolsonaro e seus aliados dizem ser a solução de todos os problemas. E, mais, porque milhões de brasileiras e brasileiros continuam torcendo e acreditando que pior do que estava não pode ficar. Tampouco, voltar a ser igual aos últimos 20 anos de corrupção que reinou nos braços criminosos do PT.

PROMESSA INDECENTE

Não que o juiz Sérgio Moro não tenha todos os predicados e qualificação profissional para ser um dos indicados ( devem ser dois) do presidente Bolsonaro para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O problema está no fato de a revelação ter sido feita logo nos primeiros meses em que ele vem tentando moralizar e dinamizar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, podendo caracterizar uma possível barganha e, até, servir de " munição" para os adversários do governo e do País. O momento requer muita cautela pois, estes inimigos do Brasil, querem que, indiscutivelmente, o maior nome do staff presidencial perante o mundo do crime e da própria imprensa internacional deixe de desempenhar sua função para qual foi convidado por aquele que prometeu combater a corrupção e o toma lá dá cá, aliás, coisa que o convite parece evidenciar num momento em que o governo - e os seus principais artífices e protagonistas - precisa de calma, muita calma, para tentar recuperar o tempo perdido e os milhões e milhões roubados.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

TEMPO DE GENERAIS

Antigamente, não muito antigamente, no tempo dos "generais" pra ser mais preciso, nem o Congresso, nem um presidentizinho de (#€#$@) como o da Câmara, chamado Rodrigo Maia, nem o tal de "centrão" que ele diz liderar ficariam impunes - livres, leves soltos  e com aquele ar de cinismo - à tentativa de destruir o País em nome de seus interesses pessoais e da velha política. No mínimo, iriam ter de abandonar, rapidinho, de uma forma ou de outra, a prática perversa, nefasta e desumana de matar milhões de brasileiros de fome, pela ignorância e pelas mãos da criminalidade, pelo desemprego, por falta de atendimento digno nos hospitais e tudo mais que a corrupção, mantida por eles, tem produzido no Brasil, principalmente, nas últimas três décadas de um apagão moral e sem precedentes. E foi pensando em eliminar do cenário nacional esse tipo de gente e dessa forma de fazer política que milhões de eleitores preferiram, até, voltar ao tempo dos "generais" onde a coisa, se não era perfeita - e não era mesmo - , pelo menos não permitia o prevalecimento do caos , da falta de ordem e progresso e uma roubalheira que parece nunca ter fim.

domingo, 5 de maio de 2019

EXPECTATIVA X REALIDADE

Eu e milhões de outros eleitores, bem intencionados e, principalmente, contrários à ideologia e práticas petistas, que apoiamos Bolsonaro, sabíamos que ele era "fraquinho " e não conseguiria emplacar suas ideias, tampouco, encarar o toma lá dá cá,  a corrupção e tudo mais que faz parte da cultura nacional há muito. Os primeiros quatro meses de governo vêm mostrando que a expectativa e a realidade são muito diferentes e que o buraco é bem, bem mais embaixo. A suposta necessidade " urgentíssima" de Reforma da Previdência e outras super-estruturantes como a eleitoral, política e a tributária, mostram que o presidente e sua equipe terão muitos problemas pela frente e o afastamento da população são inevitáveis. Portanto, o crescimento do grupo dos insatisfeitos e, até,  das oposições são apenas uma questão de tempo provocados pela fraqueza do presidente, da interferência constante dos palpiteiros, como sua própria família, a começar pelos filhos, especialmente, o tal do 'Carluxo' e da incapacidade de cumprir com aquilo que prometeu no palanque, qual seja, diminuir a criminalidade e a corrupção, gerar mais empregos, manter a economia sob controle, dar ao cidadão o direito à defesa, acabar com os privilégios nos Três Poderes e tantas outras mudanças que significariam mais esperança e dignidade para todos os brasileiros. Têm, ainda, o esfacelamento do staff presidencial e o abandono da base aliada que, ao que tudo indica, ocorrerá muito em breve levando ao fim o governo natimorto de Bolsonaro que foi sustentado pelo falso slogan de um Brasil Acima de Tudo e ........... (nos negamos a colocar Deus nisso).

TEMPORADA DE CAÇA

Num país que parece só pensar em política pois, de dois em dois anos - fora os interstícios - somos obrigados a escolher "representantes" ( com a opção de não votar em ninguém,  beneficiando aos infratores), pode-se dizer que já está aberta mais uma temporada de caça. Diriam, alguns, caça aos patos. Muitos detentores de mandatos, no caso, prefeitos cumprindo o seu primeiro ( também  conhecido como meu pirão), recomeçam as tradicionalíssimas batalhas de reunir o maior número de partidos, fazer nomeações, indicar apadrinhados de "aliados", diapensar limitações,  aditar bons e rentáveis contratos, chamar ex-adversários pra perto, enfim, fazer o diabo para continuarem sentados numa cadeira e com uma caneta que costumam ser bem poderosas  Mas têm ainda os vereadores,  conhecidos como mercenários e por enfiarem a faca no pescoço nos alcaides e dinheiro no bolso, tão ávidos quanto seus "chefes", para continuarem por pelo menos mais um período com a opção de, dependendo do colégio eleitoral, alçarem voos mais altos como assembleias ou até Congresso Nacional, configurando mais uma prática comum num país que parece viver e respirar somente eleições. E, claro, uma grande corrupção causada por coisas assim.

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Se pudesse decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último." Thomas Jefferson - Presidente dos EUA entre 1801 e 1809.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

SÓ MUDAM AS MOSCAS

Esta parte do provérbio português retrata muito bem a política praticada em  (quase todo) nosso País  porque, por mais que se fale em mãos e fichas limpas para candidaturas eleitorais; fim do nepotismo, do corporativismo, da imunidade e da impunidade; em acabar com o toma lá dá cá; renovação do Congresso ( por conseguinte, assembleias e câmaras), etc., as fezes continuam sendo as mesmas. Ou seja, apesar do esforço das redes sociais, das manifestações populares, de parte da mídia que procura agir sem o perigoso patrulhamento ideológico, todas as tentativas têm sido em vão pois foram, são, ou serão,  praticadas por pessoas contaminadas e que cheiram mal, como, por exemplo, empresários,   juízes e demais autoridades e agentes públicos e, principalmente, por políticos acostumados, quase todos, a receber vantagens e mais vantagens para continuar nos enganando, roubando e mantendo o status quo.  Entre os muitos motivos estão o eterno jogo de interesses pessoais, a corrupção praticada em todos os níveis, a falta de patriotismo e de amor ao próximo, claro, porque trata-se da natureza humana (resistir ao " canto da sereia" é  tarefa das mais difíceis) e da matéria prima da maioria desta classe vil, rastejante e desqualificada. E, neste ponto, nem deveria ser comparada aos excrementos, estes, sim, de certa maneira, importantes para a natureza, bem diferente dos políticos que têm muito pouca utilidade para o bem comum. Quase nenhuma. Sendo assim, enquanto for possível se fazer promessas sem qualquer critério ou compromisso; existirem leis que beneficiem infratores, ladrões e vagabundos; permanecer o corporativismo escancarado praticado pelos corredores das instituições públicas; houver crescimento de um patrimonialismo que, quando é  punido, não é feito com rigor; a meritocracia dando lugar à cleptocracia e, principalmente, enormes injustiças sociais e culturais, o Brasil continuará a ser um País de m.... onde as moscas circulam livres e soltas de um lugar para o outro, sequer, sem serem molestadas ou combatidas com eficácia.
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domingo, 28 de abril de 2019

PRA COMEÇAR A SEMANA

O que é pior? Ser governado por um bando de ladrões ou por um bando de malucos?

quarta-feira, 24 de abril de 2019

REFORMA GERAL

O governo acaba de conseguir aprovar a Reforma da Previdência na CCJ por 48 votos a favor e 18 contra. Pode-se dizer que foi apenas o primeiro round de uma luta que pode ser árdua e, quiçá, decidida apenas por pontos (não pelo poder de fogo da oposição e , sim, por uma pressão popular). Guedes e sua turma tiveram que suar um bocado para levar esta, muito menos pela astúcia e a necessidade real de se economizar dinheiro e muito mais pelo toma lá dá cá que Bolsonaro, a despeito do que pregou na campanha, vem sendo obrigado a praticar. Eles sabem, melhor que ninguém, que a política nacional é tão carcomida, corrompida, gananciosa e maléfica - em todos os níveis (desde aquela longínqua e pequena câmara municipal até o Congresso Nacional) que qualquer desejo de acabar com a velha política tenderá ao ridículo pois quem decide tudo são os 513 deputados federais e os 81 senadores. Mas, se algo der errado, ainda tem, do outro lado, o STF para "resguardar a Constituição e os interesses nacionais". Qualquer cidadão de bem - como ainda é a maioria do povo brasileiro - sabe que houve muito gasto e desperdício e mais do que passou a hora de se estancar a sangria desatada. E que a Previdência também ficou comprometida, principalmente, pela roubalheira praticada nela (quem não se lembra dos vários escândalos?) e o desvio de recursos para outros setores e fins. Entretanto, sabemos todos, dos mais humildes aos mais esclarecidos, que para a coisa ser menos injusta é necessário um esforço de todos, inclusive da classe política - carcomida, corrompida, injusta, perdulária e, desculpem, nojenta - permitindo uma outra importante reforma que é cortar na própria carne e diminuir drasticamente os privilégios, as vantagens, as mordomias existentes nos Três Poderes, em todas as esferas, desde o Monte Olimpo (STF) até aquelas camarazinhas municipais do interior onde também existem as mesmas formas de corrupção e gastos duvidosos. Bem ao estilo da letra da música que diz: mirem-se no exemplo... e que tanto mal vem causando ao País.

BOAS ESCOLHAS

De 23 a 26 do próximo mês, os eleitores de todos os países membros da UE poderão escolher quem serão seus representantes no Parlamento Europeu. Como acontece em todo processo democrático que se preze, além da escolha daqueles que vão dirigir os destinos da população, ainda haverá a possibilidade de se definir que Europa querem nos próximos anos. Quem percorre o Velho Continente e, como eu, não está - nada -  acostumado com este modelo de processo eleitoral, nível dos debates ( às vezes a temperatura sobe um pouco, como vi dia desses na TV italiana) e a maneira como se comportam os que se sentem "empregados" do povo ( sim, na Europa não  tem essa de se sentirem " deuses" como os membros dos Três Poderes, as vossas excelências que fazem estripulias, tripudiam os eleitores/contribuintes e fazem outras " coisitas", não consegue-se, nem de longe, pensar em algo parecido no Brasil. Pelo menos a curto prazo. Sem querer comparar alhos com bugalhos, uma vez que as culturas são, sim, bem diferentes, a idade dos continentes e o tempo que a Europa vive, democraticamente, e outras formas de se justificar o que acontece no Brasil, o que se quer é seriedade na aplicação das leis, rapidez no julgamento para que o eleitor não fique constrangido por jogar o voto no lixo, que só possam participar de um pleito quem tem ambas as mãos limpas ( às suas e as dos demais membros da família para acabar com a história de manter o poder a qualquer custo desde que seja para sua casta e, principalmente, que aprendamos, todos, a ter mais vergonha na cara. Já é hora de o Brasil ser visto por aqui como um país onde chefes de Executivo, políticos em geral e togados fazem o que querem e, errados ou certos, vencem sempre. E tentem nos calar para sempre.

 
 Portão de Brandemburgo

 
 Sede do Parlamento Alemão (antigo edifício do Reichstag)