terça-feira, 2 de junho de 2020

ESCOLHAS ERRADAS

Enquanto o Brasil ultrapassa os 30 mil mortos, oficialmente, pelo coronavírus, uns 30% - segundo pesquisas - ainda insistem que o governo Bolsonaro está agindo bem ao afrontar as instituições, se lixar para a democracia e não dar a devida atenção à mais grave crise pela qual atravessam todos os brasileiros e brasileiras. E isto pode ser visto quase que diariamente, haja vista os que vão para as ruas e redes sociais apoiar o presidente, ministros e boa parte da caterva e da malta (como diz um renomado historiador) que os cercam e seguem nas sandices e no total desrespeito às famílias dos mortos, enfermos, aos desempregados, aos pequenos e microempresários e os demais segmentos que vivem as maiores incertezas de suas vidas. Lamentavelmente, estamos à mercê - dessas incertezas provocadas por atitudes equivocadas ou inconsequentes - destes brasileiros que pensam estar fazendo a coisa certa, inebriados por um sonho que a cada dia vira um pesadelo maior.


domingo, 31 de maio de 2020

PRA COMEÇAR A SEMANA

Aqui não é a República de Weimar, portanto, não tem essa de Ovo da Serpente. Tem é muita bravata e fake news.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

FAKE NEWS

Não existe cafezinho grátis. Em lugar nenhum. Nem em São Paulo, nem no Rio, nem naquele pequenino município do interior, principalmente, agora, que quase todo mundo utiliza as redes sociais, quer seja para se informar, debater, trocar idéias e acessar os mais diferentes serviços. Até para difamar através de fakes news. E é neste momento, de tanta mentira, de ataques feitos por oportunistas, que tem-se de redobrar as atenções sobre essa escória de gente que se aproveita de um certo anonimato (já não tão anônimo assim graças à Justiça) para produzí-los sem responsabilidade e objetivando a prática do toma lá, dá cá, ou seja, propagando-se a calúnia, a difamação, a vasta divulgação de material falso e tendencioso com o objetivo de faturar dinheiro e/ou outros benefícios que têm de sofrer sanções maiores do que as atuais, muito brandas incapazes de impedir um crime como as chamadas fake news muitas vezes financiadas por dinheiro público. Aliás, crime ainda maior que precisa ser combatido com todo rigor da lei, sem corporativismo, sem blindagem, sem impunidade ou qualquer outra forma de proteção vinda de onde vier.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

NOVO STF

O ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB (que alguns vêm chamando de Partido de Todas as Boquinhas por integrar o Centrão, eterno aliado de todos os governos), vem defendendo a aposentadoria compulsória dos 11 ministros do STF por entender que a instituição " é um braço do PT e do PSDB" e os mesmos estão comprometidos por equívocos e desvios praticados, além de não representarem o que quer e precisa o povo brasileiro. Engraçado ver um político, com vários processos e episódios ligados à corrupção, ir pras TVs e redes sociais pregar por mais moralidade, falar em verdade com tanto desprendimento, acusar a mais alta Corte do País e citar o Tribunal do Terceiro Reich. Justamente, ele, com um histórico cheio de mentiras, excessos, apoios à ditadura e tantos outros fatos que marcaram uma trajetória que termina na cadeia. No afã de defender o atual governo - do qual fará parte muito em breve, pois os entendimentos com Bolsonaro estão em avançado estágio via PTB -, Jefferson sai atirando pra todos os lados achando que está protegido dentro de um tanque de guerra e ainda tem algum respaldo popular. Ou que, caso afastados os ministros do STF, ele poderá ser um dos " escolhidos" ao lado de Lula, José Dirceu, Sérgio Cabral, Palocci, Eduardo Cunha, Pezão, Geddel Vieira, Michel Temer, Marcos Valério e, até, Fernandinho Beira- Mar, nomes que o ex-deputado deve considerar como ideais para compor o " novo STF.


segunda-feira, 25 de maio de 2020

PONTES À VISTA

Várias foram as promessas de campanha de Bolsonaro. Entre as muitas que fez, estava a da " porteira fechada", referindo-se ao fim do toma lá, dá cá, ou seja, sem aqueles grandes acordos para garantir a tal da governabilidade, um dos muitos cânceres do País há muito, muito tempo. Só que, ao primeiro sinal de  perigo iminente, o presidente, que conhece isto como poucos (foi parlamentar durante 30 longos anos), vem seguindo à risca o aprendizado ao distribuir cargos para aliados de todas as horas como partidos do chamado Centrão, entre eles, o DEM de Rodrigo Maia, o PTB, de Roberto Jefferson e o PSD, de Gilberto Kassab, águias da política nacional. Mas tem, ainda, o PP, de Ciro Nogueira que, inclusive, começou a fazer a "ponte" com o Palácio mandando o chefe de gabinete do senador cujo nome, pasmem, é Marcelo Lopes da Ponte. Como se vê, em Brasília e em qualquer cantinho deste Brasil, é tudo farinha do mesmo saco quando se trata de assaltar os cofres públicos para garantir as " boquinhas". Ou evitar desastres maiores como um processo de impeachment.

SEM EXCESSOS

Também não concordo com muitas decisões proferidas pelo STF. Também discordo quando ministros daquela Corte perdoam, apoiam, põem em liberdade e defendem criminosos, tal qual pensam o general Augusto Heleno, alguns colegas de farda e milhões de brasileiros e brasileiras de bem. Também acho que o processo de indicação para o Supremo é errada, existe muito apadrinhamento e lá é um local onde se pratica privilégios e excessos, embora legais, imorais. Mas daí a se insinuar uma "resistência armada", inclusive, uma guerra civil, não me parece, nem de longe, um caminho apropriado, justo e sensato, principalmente, para quem vive numa democracia que, apesar dos problemas, ainda é o melhor regime do mundo. 


PRA COMEÇAR A SEMANA

Verdades inconvenientes incomodam militantes, puxa-sacos e todos que não aceitam o contraditório.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

CHEGADA DO PICO

A pandemia provocada pelo coronavírus tem revelado e confirmado vários aspectos da vida nacional. Que o Brasil, além de ser um país corrupto, pobre e injusto, tem sérios problemas de planejamento, principalmente, sob forte pressão, como no caso da Covid-19. Exemplo maior vem da Saúde onde o próprio ministério e as secretarias estaduais e municipais têm executado a dança de cadeiras e deixado feridas expostas difíceis de serem curadas, pelo menos, a curto prazo. O Estado do Rio de Janeiro é o caso mais recente, onde se investiga, por exemplo, super-faturamento na aquisição de insumos, total ineficácia de equipamentos, inclusive, na inauguração dos chamados hospitais de campanha, como o de São Gonçalo que parece estar esperando o pico chegar. Aliás, como na maioria dos municípios brasileiros, as autoridades deveriam combinar com o "Sr. Pico" pra que demore a chegar, havendo mais tempo para a preparação da infra-estrutura. Só que, aí, haverá mais mortes.


domingo, 17 de maio de 2020

PRA COMEÇAR A SEMANA

Tem coisas que só acontecem no Brasil. Onde já se viu trocar dois ministros da Saúde durante a maior e mais grave crise sanitária das últimas décadas? Ambos por puro capricho. E, pra variar,
o Rio de Janeiro também exonera o seu secretário de Saúde. Mas por corrupção, tudo indica.

sábado, 16 de maio de 2020

COISAS DO BRASIL

Com todas as vênias e escusas possíveis,  dá " nojo" ver um criminoso, mafioso, asqueroso e dedo duro como o ex-deputado Roberto Jefferson ir pra algumas mídias e redes sociais - muito, provavelmente, comprometidas - defender o governo e atacar a todos que pensam diferente e exigem um país mais justo e menos corrupto. Dá náuseas assistir (nem que seja por breve tempo) um sujeito como ele pregar ações anti-democráticas e completamente fora do contexto ao pregar mais violência como sugerir uma guerra civil quando do enfrentamento, segundo ele, entre forças de segurança e " patriotas" contra os que são contra o atual governo. Ridícula a posição. Entretanto, coerente para criminosos desesperados em encontrar espaço à força. Como o político, dono do PTB, do chamado Centrão, inescrupuloso, nojento e pai da ex-deputada Cristiane Brasil, a que foi ministra do Trabalho sem nunca ter sido.

PRÓXIMA VÍTIMA

Após a fritura e, consequente, exoneração ( "a pedido", no dicionário bolsonariano) do ministro da Saúde, Nelson Teich, a pergunta que não quer calar milhões de brasileiros é: qual será a próxima vítima? Memes dão conta de Osmar "Trevas" e até de figuras como o hilariante médico brasilo-americano, Dr. Rey e assim como tantos outros que no final terminam dentro de um caixão de funeral em Gana. Aliás, destino que poderá ser o mesmo para colaboradores ligados ao governo de Jair Bolsonaro que, por não pactuar ( fazer pacto, combinar, neste caso, correr sério risco de se f.... e ser humilhado), são colocados pra fora às botinadas. Independente de se tornar viral ou não na internet, como milhares ligadas ao presidente, a verdade é que ficou difícil acreditar em alguém que quer brincar de médico, cientista e, às vezes, de marechal.


sexta-feira, 15 de maio de 2020

BREAKING NEWS

Como tem feito muita gente em tempos de pandemia e de confinamento rígido, estávamos em frente à telinha quando de repente a CNN anunciou sua " breaking news" ( notícias de última hora). Imediatamente, todos pensaram tratar-se de informações quentes ligadas ao vídeo da reunião do conselho de ministros, que aconteceu no último dia 22 ( quando o Brasil foi descoberto e a República pode ter sido proclamada de verdade), quando denúncias feitas pelo ex-ministro, Sérgio Moro, poderiam ser confirmadas. Só que não. Era, APENAS, mais uma saída de um ministro da Saúde, justamente, durante a pandemia provocada pelo coronavírus que já ceifou quase 14 mil vidas no Brasil. Uma nova desgraça causada por um presidente que insiste
em ter um governo alinhado com algumas de suas sandices como uso de medicamentos no tratamento da doença, os quais não mostram muita eficácia ( pelo menos até o momento), que há exagero e politicagem no enfrentamento ao Covid-19, adoção do confinamento vertical, reabertura de parte significativa do comércio e da indústria, bem como serviços essenciais e outras vindas de alguém que no início da pandemia a considerava " uma simples gripezinha".

FARELOS COME

Muitas pessoas já comparam o governador do Rio, Wilson Witzel, aos seus antecessores, todos presos ou em vias de voltarem a ver o "sol nascer quadrado". No caso, Sérgio Cabral e Luiz Pezão e Rosinha e Anthony Garotinho, respectivamente. Isto ocorre, principalmente, pela máquina de corrupção instalada há pelo menos duas décadas que vêm saqueando os cofres do Estado, seja pela máfia nas áreas de Saúde e Transportes, seja na administração pública e no eterno toma lá dá cá vindo da Alerj. Têm, ainda, contra ele, sua inexperiência política, já que nunca desempenhou cargo eletivo, bem como uma legião de extremistas, principalmente, os bolsonaristas, uma vez que o governador não vem concordando com algumas posições do presidente da República, entre elas, o fim do isolamento social e uso indiscriminado de alguns medicamentos experimentais no combate à pandemia do coronavirus, como a cloroquina, e reabertura do comércio e liberação de serviços considerados - por ele - essenciais ( salões de beleza, academias de ginástica, etc). Mas, diferente, dos réus-confesso presos e investigados que continuam negando a prática de crimes, Witzel tem tomado medidas que cabem a ele neste momento de grave crise que é determinar exoneração imediata de alguns envolvidos ( falta muita gente), coisa que os antecessores demoravam muito a fazer ou só ' debaixo de vara'. Ou após a explosão da mídia e redes sociais. Uma boa medida para quem pretende não se misturar com tantos porcos que existem no governo do Rio.


quinta-feira, 14 de maio de 2020

MEIAS VERDADES

A César o que é de César. Finalmente, o resultado do exame para o novo coronavírus do presidente Bolsonaro apareceu. E deu negativo para a doença. Só que o provérbio baseado na história do império romano não se aplica muito à nossa que prefere mais a do gato escaldado que tem medo de água fria. Primeiro, porque em terras tupiniquins, políticos e governos não costumam usar muito de transparência e verdade quando da divulgação de seus feitos, atos e, até, sobre reuniões de conselhos gravadas que costumam esconder "verdades". Outro motivo para a desconfiança dos resultados, após mais de dois meses, é que dois continham pseudônimos (2) e outro com o número 05. Isto tudo poderia ser evitado se fosse feita uma simples demonstração real do paciente, por ele mesmo, com os exames nas mãos ( PCR e sorológico), a exemplo de quando mostra jornais contendo matérias " mentirosas", ou nos moldes de quando, corajosamente, mostrava as cirurgias feitas em razão da tentativa de homicídio, bolsa de colostomia, etc.


terça-feira, 12 de maio de 2020

MONTURO DA HISTÓRIA

Ao trair milhões de brasileiros que lhe depositaram confiança e a Pátria, uma vez que vem ferindo a própria Constituição ao participar de movimentos que pedem fechamento do Congresso e gritam palalavras de (des) ordem contra o STF, Jair Bolsonaro corre sério risco de passar à História como um dos piores presidentes do Brasil. Tirando todas as bobagens ditas e feitas com uma frequência maior até do que a antecessora eleita, Dilma Roussef, ele tem levado muitos eleitores ao arrependimento pois na campanha prometeu, por exemplo, não ceder ao toma lá dá cá e, ao contrário, praticamente, já está de" casamento marcado com o Centrão; disse apoiar o o combate implacável à corrupção e um de seus símbolos, o ex-juiz Sérgio Moro, é colocado pra fora; dizia não ser misógino e ataca jornalistas mulheres com bastante frequência, além de dar maus exemplos ao pregar o fim do isolamento social e cometer crimes como exonerar o ministro da Saúde durante uma pandemia somente por razões, aparentemente, políticas e por vaidade, aliás, outro grande defeito para quem diz que vai disputar a reeleição, caracterizando campanha extemporânea, e vencê-la (as urnas eletrônicas são vulneráveis ao ponto de permitir fraudes, presidente?). É por essas e outras - muitas outras -, e por tudo que virá (superada a crise epidemiológica projeções apontam para o pior PIB anual da história da economia brasileira), Bolsonaro não só joga seu nome na lata de lixo como o próprio País e o povo tão machucado pelo coronavírus e humilhado pelas filas formadas pra enganar as injustiças sociaid. E a fome.



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