segunda-feira, 12 de março de 2012

BATALHA ELEITORAL

Não é mais surpresa para ninguém: o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT) deve disputar a reeleição contra os secretários estaduais de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves (PT) e de Trabalho e Renda, Sergio Zveiter (PSD). Todos os partidos buscam costurar alianças para fortalecer suas candidaturas, pois sabem que o duelo será de titãs. Por enquanto, há muito namoro, mas para se chegar ao matrimônio o caminho é árduo. Principalmente com os possíveis pré-candidatos de partidos menores, no caso o PSOL, com Paulo Eduardo Gomes; PR, do deputado estadual Édino Fonseca e PSDB, do médico Washington Araújo. Como as eleições em Niterói prometem, não se pode desperdiçar nenhuma munição. Nem desprezar ninguém.

MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO


O senador Crivella, elevado recentemente à condição de ministro da Pesca, pode até não saber colocar isca no anzol, mas de política e números entende bem. Sem falar na sorte de pescador principiante. Diferente de seu antecessor, o deputado Luiz Sérgio, (aquele parecido com um bagre pelo tamanho do bigode), ele tem conseguido façanhas importantes, como aumentar o número de beneficiários do seguro-desemprego ao pescador artesanal, - serão quase 650 mil beneficiários - e o orçamento para este ano que teve alta de 16%. A previsão de repasses é de R$ 1,6 bilhão em contraposição a R$ 1,3 bilhão de 2011. Logicamente que nem só de sorte, política e números vive um político no Brasil. Nem de caniço e samburá um bom pescador. O interesse do governo em contemplar mais um partido da base aliada, uma rede de TV e milhões de evangélicos tornam a pescaria muito mais agradável.

FRASE DA SEMANA

"Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças".
(Charles Darwin)

SARNEY PEDE O FIM DAS COLIGAÇÕES


Depois de mais de meio século exercendo cargos, o presidente do Senado, José Sarney, também resolveu aderir à reforma política encaminhando proposta que altera o art. 17 da Constituição Federal permitindo coligações eleitorais apenas nas eleições majoritárias - para presidente da República, governador e prefeito. Caso seja aprovada, candidatos a vereador e deputado (proporcionais) não poderão contar com as famosas 'coligações', geralmente feitas para aumentar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão de partidos maiores e viabilizar a conquista de um número maior de cadeiras nas Casas Legislativas por partidos menores, além de permitir que esses partidos menores alcancem o quociente eleitoral (QE). Engraçado ver, agora, uma velha raposa que, por exemplo, conquistou mandatos com muitas fórmulas, entre elas o próprio QE e mudança de domicílio (maranhense eleito e reeleito senador pelo Amapá), falar em 'uniões passageiras ou mera conveniência, afinidade entre os partidos, respeito ao programa de governo ou à ideologia. Concordo que existe muita malandragem para se ganhar uma eleição mas, quando se trata de algo vindo pelas mãos de Sarney, com tanta veemência - e pressa -, é bom ficarem todos bem atentos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

PERCURSO SUPERFATURADO

(Coluna Cristina Grillo - Folha de SP) 1. Nos protestos contra o aumento concedido pelo governo estadual para as passagens das barcas que fazem a ligação entre o Rio e Niterói, um cartaz chamava a atenção: "Barcas a R$ 4,50? Só com show de Roberto Carlos". Desde sábado, a tarifa aumentou de R$ 2,80 para R$ 4,50.

2. Por oito dias de cruzeiro entre Santos e Salvador no transatlântico MSC Harmonia, com paradas em Ilha Grande, Búzios e Ilhéus, o turista gastará a partir de US$ 644,50 (o equivalente a R$ 1.139,36, ao câmbio de ontem), informa o site da empresa. São pouco mais de 3.500 quilômetros de passeio, ida e volta, em um navio com spa, piscinas, restaurantes, academia, cassino, pista de jogging... Dá algo em torno de R$ 0,32 por quilômetro viajado. Para atravessar os cerca de seis quilômetros da Baía de Guanabara, que separam o Rio e Niterói, o usuário paga, desde sábado, o equivalente a R$ 0,75 para cada mil metros.

SEM SOBERANIA

O governo brasileiro resolveu perdoar a Fifa pelas declarações infelizes do secretário-geral, Jerôme Valcke - vulgo Val - e as coisas devem continuar do mesmo jeito. Não que seja contra o perdão, pois ele é bíblico e um processo mental de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa. O problema é a hipocrisia que circunda o gesto de dar e receber (neste caso o perdão) pois todos sabem que uma copa do mundo de futebol envolve muita coisa. É um jogo à parte. O de interesses financeiros e políticos e não seria um simples 'chute no traseiro' que iria atrapalhar a realização da nossa, em 2014. Esse negócio de pedido de desculpas e soberania nacional é papo pra inglês ver. Suíço, francês e alemão, também. A verdade é que, nos próximos dias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, será recebido pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, com toda a pompa de um grande chefe de estado. E, no final, às gargalhadas, dirão 'C'est la vie' degustando um bom champanhe, uma iguaria do deuses e, possivelmente, um genuíno charuto cubano. Bem ao estilo do PT e do PC do B.

quinta-feira, 8 de março de 2012

8 DE MARÇO - DIA DE LUTO


8 de março, Dia Internacional da Mulher, muitos tiveram várias razões para estar de luto. Famílias de mulheres violentadas, mortas, agredidas por maridos e namorados, assediadas por patrões e vizinhos, humilhadas e perseguidas em seus locais de trabalho, todos os dias, em todos os lugares. São histórias diferentes que marcaram o sexo ( nada frágil) de quem veio ao mundo para gerar e dar à luz novas vidas, novas esperanças. Envergonha-me, assistir, a brutalidade cometida contra elas e, muitas vezes, a morosidade com que a justiça (caixa mais baixa possível) faz vista grossa ao ato. Com tudo isto, pode-se comemorar a data? Pode-se orgulhar de viver em um país onde as mulheres são tratadas da pior forma possível, muitas vezes por outras mulheres que se acham diferentes? Agora que temos uma governante, pela primeira vez eleita, tais injustiças deveriam motivar mudanças na lei que diminuíssem casos de tantas agressões. Enquanto isto não acontece, restam às mulheres se unirem e denunciarem quaisquer casos que um dia possam ocorrer com elas.

terça-feira, 6 de março de 2012

DEPUTADOS DIZEM NÃO AO AUMENTO E SIM ÀS BARCAS

Às vezes, fico com pena de alguns coleguinhas jornalistas, principalmente quando são obrigados, pelos 'chefes', a justificar o injustificável ou dispõem de argumentos pouco convincentes e impopulares. Como fizeram ao enviar NOTA OFICIAL da Alerj tentando nos convencer de que a maioria expressiva dos senhores deputados não aprovou aumento das barcas. De fato, eles não o fizeram, mesmo porque a Constituição Federal, inclusive, veda ao Parlamento a possibilidade de qualquer regulação tarifária, como eles próprios atestam no documento. Apenas autorizaram o Poder Executivo, leia-se, governador Sérgio Cabral, a pegar o dinheiro público, leia-se, de todos nós, instituir uma nova estrutura tarifária para o estado, incluindo o subsídio e um grande empréstimo para que a empresa Barcas S/A, que tem uma concessão para explorar o transporte, adquira novas embarcações. Essa turma acha que vamos todos aderir, leia-se, engolir a tal nota e disseminar sua idéia, de maneira ingênua e esquecer tudo quando chegar uma nova festa, leia-se, as próximas eleições.

MENOS BLÁ-BLÁ-BLÁ

Senhores políticos (do a favor e do contra), intelectuais e povo em geral, lembrai-vos de Victor Hugo: 'Chega sempre a hora em que não basta apenas falar: após a filosofia, a ação é indispensável'.

segunda-feira, 5 de março de 2012

CHUTARAM O TRASEIRO DO BRASIL


Enquanto o país discute se pode ou não vender cerveja (ou cachaça) durante a Copa do Mundo de Futebol, que deve realizar em 2014, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, declara por aí que o Brasil merecia um 'chute no traseiro' (mais conhecido como pé-na-bunda) pelo que (não) vem fazendo para que o evento seja realizado em plenas condições. Apesar de as declarações conterem algumas verdades, aquelas que governos geralmente não gostam, o patético francês - que parece
personne à comportement sexuel inhabituel, com todo respeito, um maricas - não tem o direito de expor um país soberano ao ridículo, com comentários infantis e desrespeitosos. Cabe, sim, o puxão de orelhas, o pedido para que a organização internacional centenária faça a substituição e coloque 'em campo' alguém mais diplomático, mas que façamos a nossa parte e consigamos dar um bom exemplo de organização. Enquanto isso não acontece, fora dos gramados Ricardo Teixeira vai tocando seus negócios e arrumando a casa com mais tranquilidade.

SEM DIVISAS

Hoje foi mais um daqueles dias em que nos sentimos recompensados por algo que falamos ou escrevemos, no caso a recente publicação em O Globo intitulada "Sem Educação". Este feedback aconteceu hoje, ao receber ligação de Juiz de Fora (MG),feita por João Lopes Filho, jovem servidor público de 95 anos e um dos fundadores do Movimento Popular Pró-Moralização no Poder Legislativo - o MPMPL -, que fez questão de nos contactar pela mesma luta de moralização dos costumes políticos nas três esferas do poder legislativo. Suas palavras e ideais, ditas no auge do saber, nos emocionaram, bem como seu trabalho em prol de um país melhor. E menos corrupto.

A VELHA POLÍTICA NOVA


(Charge de O Dia - Aroeira)

A atitude de Garotinho e César Maia, ao indicar seus filhos, a deputada estadual Clarissa e o deputado federal Rodrigo, para disputar a prefeitura do Rio, no mínimo deveria servir de exemplo em se tratando de coragem e determinação. Ao selarem um acordo, lançando como pré-candidatos os dois jovens políticos, eles passaram a incomodar tanto que alguns estão dizendo que aquilo estava errado pois Maia e Garotinho haviam sido 'ferozes inimigos' até pouco tempo. Ora, o que é política senão a confirmação de que o que está em jogo não são amizades, pois políticos só se relacionam com outros por razões ditadas pela conveniência? Que o inimigo de hoje é o amigo de amanhã e vice-versa? Todos os dias, o que mais se vê são casos típicos de 'arrependimentos' pelo que fizeram e, principalmente, falaram sobre desafetos. O prefeito Eduardo Paes mesmo, quando oposição a Lula - e ao PT -, deitou e rolou com críticas a ele e sua família no auge das CPIs transmitidas ao vivo pela tevê para depois, candidato a prefeito do Rio de Janeiro, bater na porta do Palácio do Alvorada em busca de apoio e ser prontamente atendido, em troca de um pedido de desculpas tão falso como uma nota de três reais. Se os veteranos papais resolvem, agora, dar a cara pra bater, é porque conhecem bem seu potencial, a fragilidade dos atuais governos (municipal e estadual) e o que representa este enfrentamento para futuras pretensões.

ARREPENDIMENTO

Segundo pesquisa da Electric Zebra (fabricante de cigarro eletrônico), publicada pelo jornal Daily Mail, as pessoas passam 45 minutos por semana pensando no que deveriam ter feito de maneira diferente, ou seja, se arrependendo. O levantamento contou com a opinião de 2 mil pessoas e constatou que três quartos delas disseram não acreditar que seja possível viver sem se arrepender de algo.
Confira abaixo os 10 maiores arrependimentos:

1 - Não ter guardado mais dinheiro;
2 - Não ter se empenhado mais na escola;
3 - Não ter se exercitado mais;
4 - Não ter conhecido mais do mundo;
5 - Ter começado a fumar;
6 - Não permanecer mais em contato com as pessoas;
7 - Não ter cuidado mais do corpo quando jovem;
8 - Não ter aproveitado mais a companhia de um parente idoso;
9 - Não ter tirado mais fotos de suas experiências;
10 - Casar muito cedo.

sábado, 3 de março de 2012

BARCAS E AMARRAS

A pressão que fizeram sobre os manifestantes contrários ao injustificável aumento das barcas foi pior do que as atitudes praticadas durante a ditadura militar do século passado. Época ainda mantida por muita gente nos dias atuais, como estamos vendo. Intimidaram, colocaram tropa de choque, uma enxurrada de decisões judiciais, enfim, tudo que puderam para impedir que trabalhadores e estudantes reclamassem do aumento naquele transporte. Transporte, esse, inseguro, sem conforto e, agora, um dos mais caros do país. Assistir a força autoritária de um governo que tem deixado muitas dúvidas no ar é, no mínimo, mais uma arbitrariedade contra reivindicações garantidas pela Constituição. A mesma que, no Brasil, costumam rasgar com a facilidade que atribuem aos militares quando do regime que dizem repudiar.

quinta-feira, 1 de março de 2012

ROTA DE COLISÃO

Tentando defender o caótico sistema de transportes do Rio de Janeiro, o Secretário Júlio Lopes fala, fala, fala, fica nervoso, mas ninguém entende porquê trens, barcas e metrô são tão ruins. E caros. Como sempre fazem os políticos profissionais, que não precisam ser especialistas para ocupar cargos importantes, neste caso o transporte diário de milhões de passageiros, procuram jogar a culpa, sempre, nos governos anteriores que 'não investiram o suficiente, dilapidaram o patrimônio ou desviaram recursos'. Ninguém aguenta mais discursos assim, afinal, essa turma ganhou as eleições exatamente para corrigir isso tudo que dizia estar errado. E não o fizeram, até agora, no caso dos transportes.