Apesar de toda confusão pela qual passou - e passa - a maioria da população, com impeachment da presidente Dilma, assunção do vice Temer (ainda que do PMDB), muitas prisões de gente importante, envolvida em esquemas de corrupção, tudo isto tendo como consequências gravíssimas a queda na economia, com a volta da inflação e o aumento na taxa de desemprego, gerando uma baixa auto-estima poucas vezes vista no País (o ano de 2016, seguramente, será considerado no futuro como um dos piores para nossa economia), 2017 promete ser, segundo especialistas ligados ao governo, 'um pouco menos pior'. Em meio a este cenário desalentador, logo de cara existem, para eles, três notícias favoráveis. A primeira se refere à inflação, que, frente à intensa contração do gasto agregado e à descompressão dos custos, começa a mostrar intenso recuo, que deverá prosseguir ao longo do ano que vem. Outro aspecto favorável vem da balança comercial (diferença entre exportações e importações), que tem apresentado importantes saldos positivos, assegurando nossa solvência externa, embora grande parte do resultado decorra do efeito negativo da recessão sobre as importações. A terceira boa nova diz respeito às contas públicas. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55 foi aprovada, finalmente, tanto pela Câmara como pelo Senado, abrindo caminho para o reequilíbrio fiscal. Uma menor taxa de inflação e a perspectiva de contenção das despesas governamentais permitirão que o Banco Central comece a reduzir de forma mais “agressiva” a taxa de juros básica a partir de 2017, o que diminuirá o custo do crédito, possibilitando que famílias e, principalmente, empresas possam renegociar suas dívidas, etapa imprescindível para a futura recuperação do consumo e do investimento produtivo. Apesar das incertezas políticas (estas ainda tiram o sono de muitos que estão presos ou em vias de), o efetivo início do ajuste fiscal, marcando a volta de um modelo de política econômica mais consistente, será fundamental para a recuperação da confiança do setor privado, principalmente dos empresários, o que poderá, paulatinamente, iniciar a recuperação da produção, que conta com grande capacidade ociosa, gerando criação de novos empregos. Em síntese, a política econômica parece estar seguindo no caminho certo, devolvendo a economia brasileira ao “prumo”. Esta tarefa, porém, além de impor sacrifícios e escolhas para toda a sociedade, deverá ser lenta em entregar resultados. Sem outro “motor” alternativo, o cenário mais provável é de moderado crescimento da atividade para 2017. Mas e os especialistas que pensam diferente (os gritos da oposição petista e/ou puxadinhos não vale)? Alguns da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, dizem que as expectativas de recuperação da economia têm melhorado, mas ainda não será em 2017 que o País sairá da crise. Longe disso. A previsão é que haverá contração de 3,4% e que o próximo ano começará com queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e como o movimento de 'desinflação' tem ocorrido em ritmo lento, não deveremos ter a queda na taxa de juros esperada pelo mercado. O calcanhar de Aquiles continuará sendo a política fiscal e a trajetória da dívida pública. Sílvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro Ibre, estudo mensal que contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira, avalia que 'neste momento de transição, a gente não sabe quanto de desinflação virá, pois o Banco Central está sendo extremamente cauteloso para não errar na calibragem. Logo, a economia não vai poder se recuperar com a mesma velocidade". E nós, os simples mortais a quem cabe cumprir as regras, votar obrigatoriamente, pagar impostos e continuar acreditando que 'a coisa vai melhorar'? O que pensamos? Que nada vai melhorar enquanto a Justiça não colocar atrás das grades o responsável pelo maior projeto criminoso de poder e vários outros que estão soltinhos da silva, colocar em prática as Medidas (pra valer e ipsis litteris Contra Corrupção, o Congresso Nacional não acabar com a farra com o dinheiro público (gastos superiores a R$1,7 milhão em alimentos para o avião do presidente não dá, né!) - serve para assembleias e câmaras que, por sua vez, devem economizar e fiscalizar prefeitos e governadores - e não se permita punir, ainda mais, os trabalhadores que sempre bancaram tudo. Com crise, sem crise, no amor e na dor. Em não acontecendo tudo isto, continuaremos só acreditando cumprindo regras, votando e 'contribuindo' com a maior carga tributária do planeta. E aceitando a roubalheira e a farra institucionais.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
domingo, 25 de dezembro de 2016
PRA COMEÇAR A SEMANA
Seja lá como for, esteja onde estiver, tenha fé porque até no lixão nasce flor.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
E SE TEMER SAIR?
Querem cassar a chapa Dilma-Temer (o
que eu e as torcidas do Flamengo e da Chapecoense achamos pouco provável), por causa de gastos ilegais na campanha presidencial de 2014. O Ministério Público Eleitoral encontrou fortes traços de fraude e desvio de dinheiro em gráficas contratadas para a campanha dos dois. O TSE, presidido pelo juiz tripolar, Gilmar Mendes, apura se ocorreu abuso de poder na chapa da Coligação "Com a Força do Povo" em um
processo que pode levar à cassação do peemedebista, presidente Michel Temer - a petista já foi - e à realização de eleições
indiretas em 2017. As informações foram investigadas pela Polícia Federal, e o
MPE analisa o relatório sobre o caso desde o dia 30 de novembro. Mas, se isto ocorresse, ou seja, se houvesse a saída do presidente, a vacância do cargo (renúncia,
impeachment, cassação ou coisa que o valha) como ficaria o País? A principal dúvida é sobre a
modalidade da eleição: seria direta, ou indireta? Quem poderia ser
candidato? Quais seriam as circunstâncias do novo pleito? Vejamos:
1. Sem vice.
Como Michel Temer não tem um vice-presidente — na realidade, ele era o
vice e assumiu após o impeachment de Dilma Rousseff — uma nova eleição
deve ser realizada caso ele renuncie ao cargo ou seja cassado;
2. Eleições diretas vs indiretas.
Se Michel Temer for cassado ou renunciar até o dia 31 de dezembro deste
ano, o tipo de eleição será direta, ou seja, os brasileiros voltariam (a propósito, você se lembra em quem votou nas eleições municipais , dias atrás?) às urnas para escolher um novo chefe para o Poder Executivo.
Depois dessa data, se Temer deixar o governo, quem vai escolher o novo
presidente do Brasil é o Congresso Nacional, por meio de uma eleição
indireta — parecida como a que escolhia os presidentes durante a
ditadura militar. Mais uma patifaria, uma afronta ao direito de o eleitor escolher seu destino (com ou sem arrependimento), mesmo garantida pela quase ultrapassada Constituição federal em aspectos assim;
3. Interino. Quem assume a Presidência da
República, interinamente, é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ou quem estiver na cadeira. A
Justiça Eleitoral organizaria uma nova eleição a ser realizada em até
90 dias, contados do dia em que o cargo de presidente ficou vago.
4. Eleição normal.
No caso da saída de Temer, a nova eleição acontece praticamente nos moldes de uma disputa eleitoral normal. Os partidos fazem suas
convenções, apresentam as candidaturas, fazem campanha eleitoral e
participam de debates na rádio, na TV e em outros veículos. A única
diferença é que o prazo do período eleitoral e do registro de
candidaturas deverá ser menor. Tudo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
5. Tempo de mandato.
O vencedor teria um “mandato tampão” que acabaria em 1º de janeiro de
2019, com a posse do novo presidente eleito nas eleições majoritárias
marcadas para outubro de 2018. Lá iríamos nós, de novo, escolher pessoas para exercerem mandatos que não sabemos se chegam ao final;
Mesmo podendo se esperar qualquer coisa vinda do TSE e da cabeça de um juiz - igual a bunda de neném, que a gente nunca sabe o que vem -, considero a discussão oportuna pois o 'tamo junto' deve levar em consideração todas as responsabilidades, todos os ônus e os bônus, e se ficar comprovado envolvimento, mesmo coparticipação de Temer, que a Justiça encontre alternativas, legais e democráticas, para colocar no mais alto cargo da República alguém capaz de não permitir que o País afunde ainda mais. Tarefa tão árdua quanto dizer se Temer fica ou se sai.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
PEC DA MORTE
A
PEC 287, aquela que atropela direitos adquiridos pelo trabalhador e,
dizem os especialistas de Estudos da Seguridade Social e Tributário,
'vem repleta de inconstitucionalidades', tem feito a festa para alguns
engraçadinhos nas redes sociais. Apesar de não ter nada de divertida,
pois, se aprovada, além do forte impacto que, certamente, vai provocar
em quase toda classe trabalhadora (além da morte e doenças para a
maioria), a chamada Reforma da Previdência virou um bom motivo para
piadas, charges e memes. Espirituosos (o que não significa
despreocupados), os internautas se referem a ela como o programa "Minha
Cova, Minha Vida" e com frase do tipo "Gente, to fazendo as contas aqui,
e não vai dar pra me aposentar nessa vida!", fora o meme da mãe que
pergunta pra onde seu bebê está indo e ele, de fraldas e pastinha na
mão, responde: "Trabalhar! Se eu começar agora, talvez consiga me
aposentar". Brincadeiras à parte, acredito que esta aberração do governo
Temer tá fazendo graça, jogando pra cima e ver se consegue aprovar algo
que represente uma contribuição maior, uma esticadinha em seu número ou
o apoio da população à criação de um novo imposto. Lembrando o período
da ditadura que, por exemplo, anunciava aumentos de 80% para a gasolina
e, no dia seguinte, refazendo os cálculos dizia que seria de 'apenas'
40%. E todos respiravam aliviados.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
SALVAÇÃO DO MAC
Ir ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, é sempre um daqueles momentos prazerosos e únicos quando trata-se de contemplar um patrimônio nacional, considerado uma das maravilhas arquitetônicas do mundo e se deliciar com as permanentes exposições de arte contemporânea expostas ali. Fora shows de música popular e outros que completam aquele espaço. Mas ele peca quando o assunto é relacionado à limpeza externa, ao entorno do museu. Não que esteja abandonado e sujo - muito pelo contrário, só que se você quiser fazer a sua parte, colocando algo descartável numa cestinha de lixo, por exemplo, terá muita dificuldade pois os responsáveis pelo espaço parecem não ter pensado nesta possibilidade. Fica um alerta, pois o MAC é, com certeza, uma grande atração turística, um monumento, um cartão postal de Niterói e o 'pecadinho' cometido pela prefeitura é fácil e possível de remissão.
SEM MORAL
Que Lula é criminoso, o mundo todo já sabe. Que ele foi um dos principais responsáveis pelo projeto de poder do Partido dos Trabalhadores (PT) voltado para a 'cumpanherada' governar - e roubar - o máximo de tempo possível, também. Só que o "Amigo", "Barbudo", "Luleco", "Brahma" ( toda semana surgem novas delações envolvendo o nome de Lula que, eventualmente, aparece com apelidos diferentes), anda tão desesperado que, agora, resolveu partir para cima da Justiça procurando intimidá-la. E uma forma encontrada, ou sugerida pelos caríssimos advogados que tentam defendê-lo, tem sido processar membros do próprio Ministério Público. Como acaba de acontecer com ação contra o promotor Deltan Dallagnol pedindo R$1 milhão como indenização por danos morais. Pra começar, que moral tem Lula para achar que todos são imorais como ele que, em nome de acabar com a pobreza no País, enriqueceu à custa do sofrimento de milhões de brasileiros, hoje, desempregados, inadimplentes, desabrigados, famintos, enfim, sem esperança? Que moral ele acha que tem por querer encontrar um jeito de calar quem cumpre o papel constitucional de defender a sociedade? Finalmente, que moral e consciência têm advogados, pagos com dinheiro desviado dos cofres públicos e/ou de Caixa 2, para defender corruptos como o imoral e amoral do Lula?
domingo, 18 de dezembro de 2016
REPÚDIO
Parece que tá na moda os políticos dizerem que repudiam veementemente tal
acusação. Essa turma, quando se agarra a um frase, um bordão, o faz com a
convicção de quem acredita na própria mentira e com a desfaçatez - quase
perfeitas - de quem cometeu um crime mas nega até o fim. Como os presos (
alguns são capazes de chorar) e, agora, os 'representantes do povo' quando
flagrados ou apontados nas delações premiadas. Só que fica cada vez mais difícil
se enganar tanta gente durante tanto tempo. Principalmente, por sermos tantos de
olhos e ouvidos ligados, dispostos a compartilhar as informações e a repudiar
VEEMENTEMENTE uma classe de gente tão desqualificada como parece ser a maioria
de políticos brasileiros.
BOA IDEIA
Os apelidos divulgados pela lista da Odebrecht tão fazendo um sucesso tão grande
- seria cômico se não fosse trágico pelo mal que a corrupção vem causando ao
País - que o TSE poderia introduzir, já nas próximas eleições, em 2018,
codinomes e alcunhas nas urnas eletrônicas. Como não somos, mesmo, um País
sério, e o processo eleitoral é quase todo ele engraçado, isto também iria
facilitar que, em posteriores divulgações da Justiça e de investigados pela
prática comum de roubo envolvendo políticos e empresários, a população
conhecesse, de antemão, seus algozes, aqueles que roubam o dinheiro da Saúde, da
Educação, dos Transportes, da Segurança, da Previdência, etc.
TIMAÇO DE TEMER
Os apelidos abaixo lembram até um time de futebol formado por colegas de
trabalho, de praia, de copo, etc. Mas são o 'escrete de ouro' formado pelo
Governo Temer para dar sustentação a alguns de seus projetos visando tirar o
"País da crise". Ei-los devidamente identificados e com os supostos valores
repassados pela Odebrecht para supostas campanhas de acordo com o site BuzzFeed,
: "Caju": senador Romero Jucá (PMDB-RR) – R$ 22 milhões; "Índio": senador
Eunício Oliveira (PMDB-CE) – também teria se beneficiado com o valor;
"Gripado": senador José Agripino (DEM-RN)– R$ 1 milhão solicitado por Aécio
Neves; "Botafogo": deputado e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)– R$
100 mil; "Justiça": senador e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) –
teria se beneficiado com parte dos R$ 22 milhões; "Primo":ministro da Casa
Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS)– teria centralizado arrecadações para Temer;
"Angorá": secretário Moreira Franco – recursos para Temer; "Babel": ex-ministro
Geddel Vieira Lima – R$ 1,5 milhão; "Misericórdia": deputado Antônio Brito
(PSD-BA) – R$ 430 mil; "Boca Mole": deputado Heráclito Fortes – R$ 350 mil;
"Todo Feio": deputado Inaldo Leitão (PP-PB) – R$ 100 mil; "Caranguejo": Eduardo
Cunha (ex-deputado) – R$ 7 milhões; "Campari": Gim Argello (ex-senador) – R$ 1,5
milhão; "Decrépito": deputado Paes Landim (PTB-PI);"Velhinho": Francisco
Dornelles (PP), vice-governador do Rio de Janeiro – R$ 200 mil e "Feia",
senadora Lídice da Mata.
REUNIÃO NO JABURU
No início da semana passada, o presidente Temer mandou chamar os aliados para discutir
as perspectivas de seu governo diante das últimas revelações da Odebrecht, bem
como sua avaliação nas últimas pesquisas (ruim ou péssimo saltou de 31% para 51%
e 63% querem a renúncia). Os primeiros a chegar foram Caju, Índio, Gripado,
Botafogo, Justiça, Primo, Angorá e Babel. Em seguida, Misericórdia, Boca Mole e
Todo Feio, este com cara de poucos amigos pela alcunha revelada pela PF.
Sentidas as ausências de Caranguejo e Campari, presos em Curitiba, de Decrépito
que enviou recente laudo de DA (Doença de Alzheimer) e Velhinho que preferiu
botar o pijama para dormir. Pra não dizer que era o Clube do Bolinha, Feia
também participou do encontro.
PRA COMEÇAR A SEMANA
"Só falta assaltarem à mão armada".
(Villas Boas-Corrêa (falecido esta semana) sobre os políticos do Brasil)
(Villas Boas-Corrêa (falecido esta semana) sobre os políticos do Brasil)
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
Dia sim e o outro também, o País vai dormir e acorda ouvindo o samba de uma nota só. Onde tem bandidagem institucionalizada, corrupção, desvios de toda natureza, mentiras e, agora delações sobre propinas pagas com o dinheiro do povo brasileiro, tem Lula e o PT no meio. Ele, só, não. Sua família, a 'cumpanheirada' e, claro, o PMDB, partido ex-aliado, ex-parceiro, ex-cúmplice que, como sempre faz, preferiu deixar a canoa afundar pensando que ia se safar. Mas, pelo visto - e pelo timaço de Temer, com Justiça, Caju, Caranguejo, Primo, Angorá, Índio e outros ainda não escalados - a coisa desta vez tende a acabar mal pra essa gente acostumada aos malfeitos, às pizzas, às canalhices, às injustiças, ao acobertamento das falcatruas durante anos e anos, ao domínio das instituições (se bem que existe mau caráter em qualquer lugar, até no STF), à covardia, ou ao pouco interesse, da população. Se alguém pensa que o Brasil ainda não foi passado a limpo, acertou em cheio. Só que o pontapé inicial foi dado, muito tempo depois da proclamação de uma República que, aparentemente, parece ter chegado pra ficar. É o que veremos em breve.
O BARQUINHO DE TEMER
Quando João Gilberto compôs O Barquinho, teve em mente retratar a pureza de um dia de luz, um barquinho deslizando pelo mar, com sol, dias tão azuis, uma calma de verão e uma tarde caindo. Jamais poderia ter pensado, por exemplo, num partido que tem por costume ficar com um pé em cada barquinho e que vem causando uma grande tempestade no País. Menos ainda em uma tripulação tão despreparada como a do atual governo que vem proporcionando dias horríveis para milhões de brasileiros e brasileiras. Como faz o PMDB de Temer, mesmo partido de Renan, Jucá, Cunha, Eliseu, Eunício e Moreira, ou melhor, Justiça, Caju, Caranguejo, Primo, Índio, Angorá e tantos outros 'companheirões' do presidente ( ainda não 'escalados' pela PF), que quando o assunto é política, mais precisamente o poder, ficam sempre com um pé em cada um, aumentando a crise econômica, política, institucional, moral, ética e tudo que ninguém queria. Bem diferente da poesia de João, onde 'tudo isso é paz, tudo isso traz, uma calma de verão e então, o barquinho vai, a tardinha cai, o barquinho vai'.
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Com o grande estrago causado à Nação pelo projeto criminoso do PT, milhões de pessoas, de uma forma ou de outra, se manifestaram pelo fim de um ciclo que tinha à frente Dilma Rousseff. O resultado foi seu afastamento definitivo e a assunção do vice - como prevê a CF -, Michel Temer, do PMDB. Todos sabíamos que não era o ideal, que seu partido não era exemplo de probidade, de ideologias programáticas, civismo, patriotismo ou coerência política (no meio, o PMDB costuma a ficar sempre com um pé em cada canoa), mas o desespero havia tomado conta dos lares e das ruas e, quando isto acontece, praticamente, qualquer coisa, por pior que seja, torna-se a melhor opção. Só que o quadro tá tão feio, tão feio pro lado do atual presidente (pra maioria da população nem se fala), pessimamente acompanhado, que começa a amadurecer e tomar corpo a possibilidade de haver outro impeachment ou até a marcação de eleições gerais, embora esta seja mais delicada porque poucos aceitariam perder as 'bocarras', além da alegação de gastos, tempo legal exíguo e outros blá-blá-blás comuns quando trata-se de proteger o corporativismo existente no Congresso. Entretanto, além da gritaria de deputados e senadores petistas pelo fato novo, vários movimentos sociais já protocolaram na Câmara dos Deputados um novo pedido de afastamento contra o presidente Michel Temer. Para os autores do texto, ele cometeu crime de responsabilidade quando não tomou providências contra o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (ganha um doce quem acertar o partido deste senhor). Isto sem falar nas delações da Odebrecht que têm comprometido o núcleo duro de seu governo, reforçando a tese de ser um genuíno aliado de sempre da corrupção, das trapalhadas, lambanças, falta de planejamento, de respeito ao trabalhador e tantas outras que não deixam o País avançar, tampouco o brasileiro ter esperança por dias melhores. Sendo assim, os próximos meses na República deverão ser de muitas novidades e, quem sabe, até de uma verdadeira proclamação feita por aqueles que têm coragem de nunca se acomodar.
ESCALAÇÃO (QUASE) COMPLETA
Os apelidos abaixo não são daquele time de futebol formado por colegas de trabalho, de praia, de copo, etc. Eles fazem parte da lista da Odebrecht e os valores que teriam sido repassados, de acordo com o site "BuzzFeed":
1. Michel Temer – R$ 10 milhões ( sem apelido?)
2. "Caju": senador Romero Jucá (PMDB-RR), senador – R$ 22 milhões para campanhas
3. "Justiça": Renan Calheiros (PMDB-AL), senador – teria se beneficiado por parte dos R$ 22 milhões
4. "Índio": Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador – também teria se beneficiado com o valor
5. "Primo": Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro – teria centralizado arrecadações para Temer
6. "Las Vegas": Anderson Dornelles (ex-assessor de Dilma) – R$ 350 mil
7. "Angorá": Moreira Franco, secretário – recursos para Temer
8. "Caranguejo": Eduardo Cunha (ex-deputado) – R$ 7 milhões
9. "Cerrado/Piqui": Ciro Nogueira (PP-PI), senador – R$ 5 milhões para campanhas do PP
10. "Polo": Jaques Wagner (ex-ministro) – R$9,5 milhões
11. "Gremista": Marco Maia (PT-RS), deputado – R$ 1,3 milhão
12. "Babel": Geddel Vieira Lima (ex-ministro) – R$ 1,5 milhão
13. "Bitelo": Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado – R$ 1,5 milhão
14. "Campari": Gim Argello (ex-senador) – R$ 1,5 milhão
15. "Gripado": José Agripino (DEM-RN), senador – R$ 1 milhão solicitado por Aécio Neves
16. "Botafogo": Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputado – R$ 100 mil
17. "Misericórdia": Antônio Brito (PSD-BA), deputado – R$ 430 mil
18. "Ferrari": Delcídio do Amaral (ex-senador) – R$ 550 mil
19. "Corredor": Duarte Nogueira (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto – R$ 600 mil
20. "Todo Feio": Inaldo Leitão (PP-PB) – R$ 100 mil
21. "Jovem": Adolfo Viana (PMDB-BA), deputado estadual – R$ 50 mil
22. "Feia": Lídice da Mata (PSB-BA), senadora – R$ 200 mil
23. "Comuna": Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado R$ 100 mil
24. "Goleiro": Paulo Magalhães Júnior – R$ 50 mil
25. "Diplomata": Hugo Napoleão – R$ 100 mil
26. "Moleza": Jutahy Magalhães – R$ 350 mil
27. "Velhinho": Francisco Dornelles (PP), vice-governador do Rio de Janeiro – R$ 200 mil
28. Carlinhos Almeida – R$ 50 mil
29. João Almeida – R$ 500 mil
30. Rui Costa (PT), governador da Bahia – R$ 10 milhões
31. Paulo Skaf (PMDB), presidente da FIESP – teria se beneficiado com R$ 6 milhões da verba acertada com Temer.
2. "Caju": senador Romero Jucá (PMDB-RR), senador – R$ 22 milhões para campanhas
3. "Justiça": Renan Calheiros (PMDB-AL), senador – teria se beneficiado por parte dos R$ 22 milhões
4. "Índio": Eunício Oliveira (PMDB-CE), senador – também teria se beneficiado com o valor
5. "Primo": Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro – teria centralizado arrecadações para Temer
6. "Las Vegas": Anderson Dornelles (ex-assessor de Dilma) – R$ 350 mil
7. "Angorá": Moreira Franco, secretário – recursos para Temer
8. "Caranguejo": Eduardo Cunha (ex-deputado) – R$ 7 milhões
9. "Cerrado/Piqui": Ciro Nogueira (PP-PI), senador – R$ 5 milhões para campanhas do PP
10. "Polo": Jaques Wagner (ex-ministro) – R$9,5 milhões
11. "Gremista": Marco Maia (PT-RS), deputado – R$ 1,3 milhão
12. "Babel": Geddel Vieira Lima (ex-ministro) – R$ 1,5 milhão
13. "Bitelo": Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado – R$ 1,5 milhão
14. "Campari": Gim Argello (ex-senador) – R$ 1,5 milhão
15. "Gripado": José Agripino (DEM-RN), senador – R$ 1 milhão solicitado por Aécio Neves
16. "Botafogo": Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputado – R$ 100 mil
17. "Misericórdia": Antônio Brito (PSD-BA), deputado – R$ 430 mil
18. "Ferrari": Delcídio do Amaral (ex-senador) – R$ 550 mil
19. "Corredor": Duarte Nogueira (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto – R$ 600 mil
20. "Todo Feio": Inaldo Leitão (PP-PB) – R$ 100 mil
21. "Jovem": Adolfo Viana (PMDB-BA), deputado estadual – R$ 50 mil
22. "Feia": Lídice da Mata (PSB-BA), senadora – R$ 200 mil
23. "Comuna": Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado R$ 100 mil
24. "Goleiro": Paulo Magalhães Júnior – R$ 50 mil
25. "Diplomata": Hugo Napoleão – R$ 100 mil
26. "Moleza": Jutahy Magalhães – R$ 350 mil
27. "Velhinho": Francisco Dornelles (PP), vice-governador do Rio de Janeiro – R$ 200 mil
28. Carlinhos Almeida – R$ 50 mil
29. João Almeida – R$ 500 mil
30. Rui Costa (PT), governador da Bahia – R$ 10 milhões
31. Paulo Skaf (PMDB), presidente da FIESP – teria se beneficiado com R$ 6 milhões da verba acertada com Temer.
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