quarta-feira, 24 de abril de 2019

REFORMA GERAL

O governo acaba de conseguir aprovar a Reforma da Previdência na CCJ por 48 votos a favor e 18 contra. Pode-se dizer que foi apenas o primeiro round de uma luta que pode ser árdua e, quiçá, decidida apenas por pontos (não pelo poder de fogo da oposição e , sim, por uma pressão popular). Guedes e sua turma tiveram que suar um bocado para levar esta, muito menos pela astúcia e a necessidade real de se economizar dinheiro e muito mais pelo toma lá dá cá que Bolsonaro, a despeito do que pregou na campanha, vem sendo obrigado a praticar. Eles sabem, melhor que ninguém, que a política nacional é tão carcomida, corrompida, gananciosa e maléfica - em todos os níveis (desde aquela longínqua e pequena câmara municipal até o Congresso Nacional) que qualquer desejo de acabar com a velha política tenderá ao ridículo pois quem decide tudo são os 513 deputados federais e os 81 senadores. Mas, se algo der errado, ainda tem, do outro lado, o STF para "resguardar a Constituição e os interesses nacionais". Qualquer cidadão de bem - como ainda é a maioria do povo brasileiro - sabe que houve muito gasto e desperdício e mais do que passou a hora de se estancar a sangria desatada. E que a Previdência também ficou comprometida, principalmente, pela roubalheira praticada nela (quem não se lembra dos vários escândalos?) e o desvio de recursos para outros setores e fins. Entretanto, sabemos todos, dos mais humildes aos mais esclarecidos, que para a coisa ser menos injusta é necessário um esforço de todos, inclusive da classe política - carcomida, corrompida, injusta, perdulária e, desculpem, nojenta - permitindo uma outra importante reforma que é cortar na própria carne e diminuir drasticamente os privilégios, as vantagens, as mordomias existentes nos Três Poderes, em todas as esferas, desde o Monte Olimpo (STF) até aquelas camarazinhas municipais do interior onde também existem as mesmas formas de corrupção e gastos duvidosos. Bem ao estilo da letra da música que diz: mirem-se no exemplo... e que tanto mal vem causando ao País.

BOAS ESCOLHAS

De 23 a 26 do próximo mês, os eleitores de todos os países membros da UE poderão escolher quem serão seus representantes no Parlamento Europeu. Como acontece em todo processo democrático que se preze, além da escolha daqueles que vão dirigir os destinos da população, ainda haverá a possibilidade de se definir que Europa querem nos próximos anos. Quem percorre o Velho Continente e, como eu, não está - nada -  acostumado com este modelo de processo eleitoral, nível dos debates ( às vezes a temperatura sobe um pouco, como vi dia desses na TV italiana) e a maneira como se comportam os que se sentem "empregados" do povo ( sim, na Europa não  tem essa de se sentirem " deuses" como os membros dos Três Poderes, as vossas excelências que fazem estripulias, tripudiam os eleitores/contribuintes e fazem outras " coisitas", não consegue-se, nem de longe, pensar em algo parecido no Brasil. Pelo menos a curto prazo. Sem querer comparar alhos com bugalhos, uma vez que as culturas são, sim, bem diferentes, a idade dos continentes e o tempo que a Europa vive, democraticamente, e outras formas de se justificar o que acontece no Brasil, o que se quer é seriedade na aplicação das leis, rapidez no julgamento para que o eleitor não fique constrangido por jogar o voto no lixo, que só possam participar de um pleito quem tem ambas as mãos limpas ( às suas e as dos demais membros da família para acabar com a história de manter o poder a qualquer custo desde que seja para sua casta e, principalmente, que aprendamos, todos, a ter mais vergonha na cara. Já é hora de o Brasil ser visto por aqui como um país onde chefes de Executivo, políticos em geral e togados fazem o que querem e, errados ou certos, vencem sempre. E tentem nos calar para sempre.

 
 Portão de Brandemburgo

 
 Sede do Parlamento Alemão (antigo edifício do Reichstag)