domingo, 12 de fevereiro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Pode, até, faltar muito. Mas a coisa tá melhorando pra população honesta e piorando pro resto. O mal politico, cada vez mais, corre o risco de ser preso e devolver o produto do roubo.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Tiririca costumava dizer:  "pior não fica". Na política, isto é uma grande mentira.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O X DA QUESTÃO

A prisão do empresário Eike Batista, ex-número 7 do mundo (segundo a revista Forbes, conhecida por suas listas, principalmente nas quais faz um ranking das pessoas mais ricas), vem estarrecendo pelo menos meio planeta, tanto quanto ele ter perdido quase toda a fortuna "oficial" em tempo recorde, já que como bom brasileiro, mineiro bão uai, e frio pela ascendência alemã ainda deve ter muito por aí nos paraísos fiscais. Aliás, repletos de dinheiro público manchados com o sangue de nossos aposentados, nossas crianças malnutridas e de educação inferior, nossos usuários do SUS atendidos de maneira vil, nossas vítimas de roubos e latrocínios, além dos servidores do Estado do Rio sem salários e sem dignidade causados por Eike e seus 'aliados' que nunca estiveram preocupados em fazer da política algo que não representasse somente os próprios interesses. Roubalheiras e surpresas à parte, tudo isto é mais um capítulo importante da moralização e mudança de cultura que se tenta implantar no País e um grande passo nas investigações da Lava Jato. Mas não é só isso. Seu retorno ao Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de prisão sob a alegação de pagamento de propina ao ex-governador, Sérgio Cabral, possivelmente - e nós torcemos muito para isso - a outras figuras 'ilustres' da política nacional e partidos, como organizações criminosas, o encarceramento, a cabeça raspada (mesmo a peruca retirada e as ironias de dizer que pretende ajudar a passar o Brasil a limpo) e as possíveis delações bombásticas e/ou provas revelando aquilo que já se imaginava há muito tempo, isto é, que as portas dos governos do PT e do PMDB, acumpliciados, sempre, pelos puxadinhos, estavam escancaradas para os negócios escusos e o empobrecimento do Estado, também devem deixar ensinamentos, tais como:
1- Os governos, de um modo geral, são, sim, máquinas de concentração de renda, abertas à corrupção (corruptos e corruptores);
2- Grandes empresários não fazem doações e sim investimentos;
3- Conquistar a confiança de um presidente não é fácil, mas vale à pena (isto serve para governadores, prefeitos e afins);
4- Atualmente, nos negócios e na política, é possível enganar as pessoas durante um tempo, jamais o tempo todo;

5 - É mais fácil - e barato - comprar leis e políticos do que prestar bons serviços à sociedade;

6- O 'jeitinho' brasileiro é um dos maiores empecilhos para o verdadeiro desenvolvimento do País;
7- O povo na rua e nas redes sociais é uma das melhores formas de se evitar abusos;

Entretanto, os ensinamentos e a prisão de alguns criminosos de altíssima periculosidade como Eike, Cabral, Cunha, Dirceu, Santana, Lula e Renan (ops, estes dois ainda não!) não bastam. O trabalho está só começando. Há de se fazer profundas reformas que contemplem uma Justiça ainda 'amarrada' por ultrapassadas leis e uma classe política corporativista, repleta de criminosos, ainda soltos, com privilégios, imunidades e, claro, doida pra ser corrompida e que não aceita que o problema maior é o Estado por comprar - do vereadorzinho ao presidente -, funcionários públicos do mais baixo ao alto escalão, para ter agilidade, por exemplo, na concessão de licenças, alvarás, concessões, operar em conformidade com as portarias e a complexidade das leis que são contrárias as liberdades individuais, como o código tributário, códigos comerciais dos Estados que beiram ao ridículo, um código civil, que regula o mercado como se fosse um inimigo da sociedade e, mais fácil, indivíduos sem escrúpulos à mercê dos tubarões. Vide à Operação Zelotes, em que compensava mais pagar milhões para fazer os débitos sumirem do fisco, para meia dúzia de funcionários públicos de alto escalão, do que pagar os bilhões em impostos devidos. Finalmente, não se pode esquecer do que o Estado faz para alimentar infelizes chamados de 'sem oportunidades ou alijados pelo sistema', através de programas sociais, verdadeiros paraísos para corruptos, sejam eles ativos, passivos ou qualquer outro nome que queiram dar a quem rouba, deixa roubar, corrompe ou se deixa corromper.






quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

QUEM MATOU TEORI?

Agatha Christie, em seus muitos romances policiais, costumava jogar a culpa no mordomo. Isto porque não haviam o maior projeto criminoso de poder alimentado por um presidente populista, corrupto e líder de um partido, igualmente, populista e corrupto; figuras tanto o quanto suspeitas e dispostas a roubar, falsificar e, até, matar; deputado e senadores capazes de fazer o mesmo; empresários dispostos a tudo para continuar mamando nas tetas de uma máquina de fazer dinheiro e ceifar vidas, matando, corrompendo e prejudicando, de todas as maneiras, milhões e milhões de brasileiras e brasileiros e, claro, a Lava Jato, cujos mais de 120 inquéritos e ações penais envolvendo parlamentares e ministros estavam nas mãos do ministro-relator, Teori Zavaski, morto, em queda de avião, há uma semana. Teorias (sem trocadilho que o ministro e o caso requerem) da Conspiração à parte, num momento de extrema turbulência econômica e política que o País atravessa, já que envolvem tantos suspeitos importantes e naturais, achar que o ministro do STF pode ter sido vítima de alguma estratégia para ganhar tempo ou mesmo intimidar outros juízes de tribunais de várias instâncias, não é nenhum devaneio, delírio ou linha que não possa ser investigada por tantos membros de uma Justiça que, tudo indica, ainda conta com pessoas dispostas a elucidar crimes, caso existam, e continuar trabalhando por um Brasil melhor. E mais sério e justo para todos. Mesmo não se podendo admitir - e concluir - que a morte de Teori não foi uma 'simples' fatalidade, com todo conjunto que o acidente aéreo pressupõe, é relevante sua seriedade durante toda vida profissional ( erros acontecem até quando se defende ideologias políticas equivocadas) e, mais, tudo que ele tinha nas mãos, como, por exemplo, as oitivas dos depoimentos dos delatores da Odebrecht;  vistas de ações como a descriminalização das drogas, a validade das decisões que determinam o fornecimento de medicamentos de alto custo da rede pública de saúde, além de casos penais envolvendo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o senador Ivo Cassol, ambos com foro privilegiado, entre tantas outras, como o pedido de habeas corpus de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba e que também tinha interesse em pareceres favoráveis do, agora, ministro que, contra a vontade, abandonou tantas relatorias importantes. Mas, como brasileiros, vamos continuar acreditando - e pedindo a proteção divina - para ver a Polícia Federal, a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF e o Senado - a quem cabe aprovar o substituto do ministro Teori feita pelo presidente Michel Temer, fazendo seu trabalho de maneira isenta e à altura para que os mal feitores da República paguem por seus crimes e a população não seja intimidada por alguém que possa se achar acima da lei e da ordem.

PRA CONTINUAR A SEMANA

Crise, que crise? ( É isso que alguns políticos e administradores pensam quando tomam decisões que envolvem recursos públicos)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

O governo do Amazonas deve indenizar as famílias dos presidiários mortos com R$90 mil. Já as famílias de suas vítimas (assassinadas, estupradas, assaltadas, etc) até o momento não receberam nenhum tostão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SEM PREÇO E PRESSÃO

Assistimos, meio atônitos e curiosos, algumas nomeações publicadas em DOs sobre os colaboradores diretos - os chamados indiretos seriam os aprovados em concursos públicos que não dependem de efemeridades?- de prefeitos (secretários, coordenadores e, até, deles, os eternos aspones) que acabam de assumir. Independente de ideologias, questões partidárias ou, até mesmo, do voto que os elegeu, a torcida é para que acertem pois o momento é de união e está em jogo a qualidade de vida. E no fogo e na fogueira de vaidades o 'rico dinheirinho'. Entretanto, sem deixar de pensar em sua capacidade (claro que a dos aspones e indicados por partidos da base todos conhecem bem) profissional, moral, ética e se possuem fichas limpas, as perguntas do momento que não querem calar são: ao passarem pela vida pública se deixaram levar pelo canto da sereia (os encantos do cargo ou função também), aquele que costuma avaliar o caráter de alguém? Praticaram algum tipo de corrupção. Estão, de fato, aptos e dispostos a trabalhar pela população, retribuindo a confiança depositada? Querem servir ou se servir? Têm preço? Neste diapasão, logo vem à mente o livro de Yuval Noah Harari, “Homo Deus- Uma breve história do amanhã”, principalmente quando propõe pensar a humanidade em si mesma:  "Por milhares de anos, reviravoltas tecnológicas, econômicas e sociais fizeram parte da história. Mas, algo permaneceu constante: a humanidade em si mesma…… as estruturas mais profundas da mente humana não se alteraram"…. das quais ouso dizer que a corruptibilidade é uma delas. Muitos são os exemplos diários de corruptus (do latim, "ato de quebrar aos pedaços", ou seja, decompor e deteriorar algo; do tupiniquim, roubalheira), e é daí que vem a preocupação maior: os que acabam de assumir mandatos e funções administrativas são corruptos ou não? O tempo histórico foi suficientemente longo para nos convencer que a luta contra um dos males maiores da humanidade é constante. Os exemplos estão aí, disponíveis, mostrando que democracia, as instituições e a permanente vigília do cidadão de bem têm sido os melhores antídotos, não para eliminá-la, mas para torná-la suportável, a nível de penalizações legais severas e adequadas, sem o que a sociedade ficará totalmente comprometida. A onda gigantesca do conluio de corruptos e corruptores, com ou sem o maior projeto criminoso montado no País, seduzido ou não pelas odebrechts da vida, mostra, para vergonha e humilhação nossa, o quanto, neste caso, foi ultrapassado o nível suportável. O porte e a riqueza do País, o seu recente passado de colonização ibérica, em que impunidade e imunidade estiveram sempre presentes, contribuíram para a situação atual, em que o vazio de valores morais e civilizados, foi ocupado pelo lucrativo negócio do assalto aos cofres públicos. Mas não é só isto, tampouco pode servir para justificar a índole de quem não tem é vergonha na cara. De qualquer maneira, os arquétipos, derramados do topo da pirâmide social, existem, tornando-se epidêmicos e não haverá sociedade que sobreviva satisfatoriamente se não mudarmos, por exemplo, a cultura do 'meu pirão primeiro', do 'quem pariu Mateus...' , 'não adianta, se eu não fizer outro faz' e a estúpida máxima de que 'todo homem tem seu preço'. Vamos fazer, cada um, nossa parte, refletindo, observando o que acontece à volta e, quando possível, de maneira muito séria, denunciando às autoridades o que não nos parece adequado. E probo.

domingo, 8 de janeiro de 2017

MERGULHÃO COM RISCO ZERO

A prefeitura de Niterói acaba de soltar nota rebatendo o laudo divulgado pela Escopo Engenharia (empresa declarada inidônea na gestão anterior) contendo informações sobre riscos na estrutura do Mergulhão Ângela Fernandes. O próprio prefeito, Rodrigo Neves, embasado em sua área técnica, faz questão de afirmar que  'não há nenhum risco estrutural no Mergulhão'. Entretanto, já determinou que nos próximos meses várias imperfeições sejam corrigidas e feitas várias obras de melhoria, como a ampliação da saída na Rua Doutor Celestino e uma cobertura no traçado que não tem o tratamento estático adequado para a entrada em Niterói.

NEGÓCIO EM FAMÍLIA

Longe de ser a 'esculhambação' a qual o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, se referiu, recentemente, ao aprazível município de Maricá. Mas que, a administração anterior de Quaquá, deixou a desejar, isto deixou. Alguns distritos, como Itaipuaçu, Inoã e Bambuí estão com ruas esburacadas, sujas e com muita gente ociosa a perambular sem ter o que fazer, tal qual o comércio sem ter para quem vender. E por falar em Washington Quaquá, atual presidente regional do Partido dos Trabalhadores, corre a boa miúda que ele agora, além da política, vai se dedicar à criação de porcos no sítio do pai, no bairro Espraiado. E às galinhas da roça, junto com o filho.

IPVA 2017



PRA COMEÇAR A SEMANA

O site londrino de apostas "Bumbet" pergunta (quem acertar ganha o dobro):
Lula será preso? Temer continua no governo?



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

RETROSPECTIVA POLÍTICA 2016

É PROIBIDO MENTIR

Domingo, prefeitos de mais de 5.000 municípios (pelo menos aqueles que conseguiram passar pelo crivo das urnas e do TSE) tomaram posse. Alguns reeleitos, alguns neófitos, mas, todos, sem exceção, cheios de promessas, discursos bonitos e, principalmente, esperança, muita esperança por dias melhores para sua gente. Deixando de lado os aspectos pitorescos - algo enraizado na cultura tupiniquim desde o descobrimento – como, por exemplo, se vestir de gari e, no primeiro dia de trabalho, ensaiar uma  faxina declarando que fará isto toda semana (João Doria, São Paulo);  em decreto, entregar a chave da cidade para Deus (Jairo Magalhães, Guanambi, interior da Bahia); dizer que tem de servir ao seu povo e não ao funcionalismo (Rafael Greca, Curitiba) e profetizar que, de agora em diante, na prefeitura, é proibido gastar (Marcelo Crivella, Rio de Janeiro), a maioria dos alcaides deixou claro que a festa deve continuar, ou seja, os quatro anos serão muito mais de avacalhação, mídia e frases de efeito do que de ações efetivas, reais, concretas e duras como o momento, de norte a sul, está a exigir já que a crise existe e todos têm de apertar o cerco. E, claro, pouco baseadas na verdade e na probidade. Aliás, algo que, poucas vezes se vê, pois a classe política, como um todo ( e neste caso os prefeitos e os senhores edis, como na antiga Roma, funcionários administrativos de segundo escalão), costuma mentir tanto quanto desviar e se utilizar dos recursos e da máquina pública em benefício próprio, seja colocando-os diretamente no bolso (dinheiro vivo, superfaturamento de obras e as velhas e velhacas comissões) e nas canetadas (atos oficiais e editais), seja apadrinhando os seus correligionários e, muitas vezes parentes, através das nomeações ‘na marra’, na cara dura ou até de contratos cruzados e na retribuição partidária em nome das coligações e da tal da governabilidade, todos responsáveis maiores pela corrupção que vem destruindo o País, os estados e os municípios quando governados por gente que entra com esta única e exclusiva intenção. Mas, como nem tudo está perdido, AINDA, tem exceções - ainda que quase na mesma proporção que um camelo entra nos reino dos céus -  e, nelas, devemos acreditar, mesmo que na mesma proporção que um prefeito quando coloca a educação, a saúde, os transportes, a segurança, o emprego, a renda e os salários de sua população como prioridades.

domingo, 1 de janeiro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Agora que as festas de fim de ano passaram, é colocar as questões mais importantes em pauta e
perguntar, por exemplo, ao prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o que ele tinha em mente quando permitiu reajuste mensal do IPTU? (pois os vereadores que aprovaram a mensagem todos já sabem o que têm). É bom ele ficar bem antenado - isto serve pra vários prefeitos e prefeitas que acabam de assumir - pois neste segundo mandato muitos 'companheiros' irão tentar jogá-lo contra a população através de medidas impopulares, até injustas, como o aumento já em vigor.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PIOR NÃO FICA

Apesar de toda confusão pela qual passou - e passa - a maioria da população, com impeachment da presidente Dilma, assunção do vice Temer  (ainda que do PMDB), muitas prisões de gente importante, envolvida em esquemas de corrupção, tudo isto tendo como consequências gravíssimas a queda na economia, com a volta da inflação e o aumento na taxa de desemprego, gerando uma baixa auto-estima poucas vezes vista no País (o ano de 2016, seguramente, será considerado no futuro como um dos piores para nossa economia), 2017 promete ser, segundo especialistas ligados ao governo, 'um pouco menos pior'. Em meio a este cenário desalentador, logo de cara existem, para eles, três notícias favoráveis. A primeira se refere à inflação, que, frente à intensa contração do gasto agregado e à descompressão dos custos, começa a mostrar intenso recuo, que deverá prosseguir ao longo do ano que vem. Outro aspecto favorável vem da balança comercial (diferença entre exportações e importações), que tem apresentado importantes saldos positivos, assegurando nossa solvência externa, embora grande parte do resultado decorra do efeito negativo da recessão sobre as importações. A terceira boa nova diz respeito às contas públicas. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/55 foi aprovada, finalmente, tanto pela Câmara como pelo Senado, abrindo caminho para o reequilíbrio fiscalUma menor taxa de inflação e a perspectiva de contenção das despesas governamentais permitirão que o Banco Central comece a reduzir de forma mais “agressiva” a taxa de juros básica a partir de 2017, o que diminuirá o custo do crédito, possibilitando que famílias e, principalmente, empresas possam renegociar suas dívidas, etapa imprescindível para a futura recuperação do consumo e do investimento produtivo. Apesar das incertezas políticas (estas ainda tiram o sono de muitos que estão presos ou em vias de), o efetivo início do ajuste fiscal, marcando a volta de um modelo de política econômica mais consistente, será fundamental para a recuperação da confiança do setor privado, principalmente dos empresários, o que poderá, paulatinamente, iniciar a recuperação da produção, que conta com grande capacidade ociosa, gerando criação de novos empregos. Em síntese, a política econômica parece estar seguindo no caminho certo, devolvendo a economia brasileira ao “prumo”. Esta tarefa, porém, além de impor sacrifícios e escolhas para toda a sociedade, deverá ser lenta em entregar resultados. Sem outro “motor” alternativo, o cenário mais provável é de moderado crescimento da atividade para 2017. Mas e os especialistas que pensam diferente (os gritos da oposição petista e/ou puxadinhos não vale)? Alguns da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, dizem que as expectativas de recuperação da economia têm melhorado, mas ainda não será em 2017 que o País sairá da crise. Longe disso. A previsão é que haverá contração de 3,4% e que o próximo ano começará com queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) e como o movimento de 'desinflação' tem ocorrido em ritmo lento, não deveremos ter a queda na taxa de juros esperada pelo mercado. O calcanhar de Aquiles continuará sendo a política fiscal  e a trajetória da dívida pública. Sílvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro Ibre, estudo mensal que contempla estatísticas, projeções e análises dos aspectos mais relevantes da economia brasileira, avalia que 'neste momento de transição, a gente não sabe quanto de desinflação virá, pois o Banco Central está sendo extremamente cauteloso para não errar na calibragem. Logo, a economia não vai poder se recuperar com a mesma velocidade". E nós, os simples mortais a quem cabe cumprir as regras, votar obrigatoriamente, pagar impostos e continuar acreditando que 'a coisa vai melhorar'? O que pensamos? Que nada vai melhorar enquanto a Justiça não colocar atrás das grades o responsável pelo maior projeto criminoso de poder e vários outros que estão soltinhos da silva, colocar em prática as Medidas (pra valer e ipsis litteris Contra Corrupção, o Congresso Nacional não acabar com a farra com o dinheiro público (gastos superiores a R$1,7 milhão em alimentos para o avião do presidente não dá, né!) - serve para assembleias e câmaras que, por sua vez, devem economizar e fiscalizar prefeitos e governadores - e não se permita punir, ainda mais, os trabalhadores que sempre bancaram tudo. Com crise, sem crise, no amor e na dor. Em não acontecendo tudo isto, continuaremos só acreditando cumprindo regras, votando e 'contribuindo' com a maior carga tributária do planeta. E aceitando a roubalheira e a farra institucionais.