terça-feira, 19 de setembro de 2017

PACTO DE SANGUE

Vivemos um tempo de muita turbulência no Brasil provocada pelo desejo desmedido por bens materiais, dinheiro e, principalmente, pelo poder, o que nos levou ao nível de corrupção atual. A ganância pode ser constatada todos os dias, em cada canto do país, com as apreensões de joias, grandes quantidades de dinheiro e até documentos encontrados com pessoas ligadas as mais diferentes esferas dos mais diferentes governos. E nos mais diferentes lugares. Sem falar no conteúdo das delações feitas por quem, pretendendo diminuir o impacto do rigor da lei, tem colocado a 'boca no trombone' deixando à mostra o produto do roubo praticado aos cofres públicos - no caso, a fortuna subtraída da educação, da saúde, da previdência, da segurança, dos transportes e de tudo mais que a ganância desmedida é capaz -  e até os diversos pactos feitos para proteger interesses dos envolvidos nas muitas falcatruas  as quais se acostumaram os maus políticos e empresários do País, bem como parte da população já contaminada pela temível doença. E na onda das delações e dos acordos, surgiu neste cenário de horror macabro e caos da política nacional, a figura do Pacto de Sangue - feito para proteger uma promessa e que deve ter tido origem na lenda de Fausto, através da figura de Mefistófeles, quando se falava de um negócio com o diabo - , citado, por exemplo, por Antonio Palocci em depoimento recente ao juiz Sérgio Moro. Nele, o ex-ministro menciona (basta acessar a internet) acordos feitos entre Lula e a Odebrecht visando proteger 'um pacote de propinas' que envolveria um fundo de 300 milhões de reais para atividades políticas do ex-presidente, um terreno em São Bernardo, outro em São Paulo para construção de um instituto que leva seu nome, de um imóvel vizinho ao seu apartamento e outros bens - sujos de sangue de milhões de brasileiros e brasileiras - que fazem parte das investigações ainda em curso. Já tem gente chamando de Barganha Palocciana a delação que deve retirar, de vez, Lula do páreo nas eleições do ano que vem e aliviar um pouco a barra do denunciante que já se tornou persona non grata do PT e inimigo número um de muita gente por aí envolvida na roubalheira. Aliás, uma ladroagem que parece não ter fim, nem pactos que a esconda para sempre dos que começaram a vir pegar 'suas almas' de volta.





sábado, 16 de setembro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Se para guardar R$ 51 milhões, Geddel precisou de um apartamento de dois quartos, agora entendo porque Lula 'adquiriu' um tríplex.

PANORAMA

MULAMBAGEM EXISTENCIAL

O depoimento de Lula, na quarta-feira, ao juiz Sérgio Moro, não deixa mais dúvida: o ex-presidente é o Rei dos Mulambos da política nacional. Além de ter praticado todos os crimes que diz não ter praticado, elle insistiu em acusar a mulher, dona Marisa, falecida recentemente, confirmando que ela é quem tomava conta dos negócios da família; tratou várias autoridades do tribunal com intimidade (chamou uma das procuradoras de 'querida' várias vezes); delatou alguns 'companheiros', direta e diretamente, e ainda alegava não ser dedo-duro; tentou bater boca com o juiz, dirigindo-lhe afirmações caluniosas como a de que o magistrado era parcial e refém da imprensa, etc. Enfim, como é de seu caráter e perfil, Lula, novamente, foi nojento, brigão, feio, de trajes inadequados, pois não merece nem usar gravata com as cores da bandeira e propagador do mal.  Um farrapo que, portanto, merece o título de Rei dos Mulambos.

TEMER NA FILA

Outro que também, em pouco tempo, vai entrar na lista dos mulambos (espera-se, dos condenados e punidos), ao lado de tantos que engrossam a fila de pessoas cujo objetivo maior é roubar dinheiro da população brasileira, desviando recursos, principalmente, da saúde, da educação, da segurança, dos transportes e das aposentadorias, é o presidente Michel Temer. Basta ver as coisas sujas que este pérfido senhor fez e, não se enganem, continua fazendo, entre elas a de distribuir milhões de reais, através de emendas parlamentares, a deputados para barrar denúncias contra ele; comprar senadores;  vender decreto presidencial; chefiar uma máfia para assaltar o Estado; comandar a gestão do núcleo político da quadrilha que tinha Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e Henrique Alves  - todos presos e sem a tal da tornozeleira - e receber algo em torno de R$ 31,5 milhões em propinas como aponta um organograma da Polícia Federal que o chama de chefe da máfia do "quadrilhão do PMDB". Aliás, o que levou o ainda ACUSADO a querer desqualificar a PF dizendo, entre outros impropérios, comuns aos desesperados, que "o Estado democrático de direito existe para preservar a integridade do cidadão, para coibir a barbárie da punição sem provas e para evitar toda forma de injustiça". É muita cara de pau. Troféu Mulambo pra Temer também.

MÁCULA NOS BOMBEIROS

Definitivamente, não restou nenhuma instituição que não tenha sido cooptada pelos braços fortes da corrupção. Uma de suas maiores 'conquistas', para desespero ainda maior de uma sociedade refém das mais temidas formas de crime organizado, foi o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, mais precisamente na Baixada Fluminense onde existia um esquema de corrupção relacionado à liberação de estabelecimentos comerciais. As possíveis fraudes na liberação do funcionamento de locais de diversão que reúnem grande público, como parques, boites e até estádios de futebol, levou à prisão de altas patentes da corporação que vinham negociando propina com os empresários. Já se foi o tempo em que a maioria da garotada de nossa geração respondia que queria ser um bravo bombeiro militar quando crescesse para dar sua vida pelo próximo e as pesquisas de opinião consideravam a instituição acima de qualquer suspeita. A instituição séria e necessária e os valorosos profissionais continuam existindo e predominando, mas é preciso se retirar as laranjas podres 'pra ontem', acabando com os maus exemplos e punindo os malandros que pensam que vão acabar com os sonhos de meninos e meninas e com a certeza de que os bombeiros darão sua vida se necessário for.



IRMÃOS "SAFADÕES"

Depois de prender, preventivamente, o mais verdadeiro Wesley "Safadão" do País, o Batista, agora foi a vez de seu irmão, o Joesley, por manipulação do mercado financeiro, com o uso de informações privilegiadas. É lógico que estas fazem parte de muitas outras 'safadezas' praticadas por eles e a compra de dólares às vésperas da divulgação da delação premiada dos executivos da J&F é apenas mais uma para a coleção dos dois que não terão outra opção diferente a de entregar toda a camarilha governamental, os mais altos lavradazes da república chefiados por Temer e seus aliados de primeira ordem como Eliseu, Moreira, Jucá, Cunha (ou alguém acredita que ele não tem mais cartas na manga?) Meirelles e cia ltda. No popular, a casa caiu e os 'mano' devem dar aquilo que a Justiça quer, ou seja, informações, degravações, gravações, rascunhos e tudo mais que comprove a existência da quadrilha hoje chefiada por Temer e pelos antecessores Lula e Dilma até pouco tempo. E à população, a certeza de que o crime já não compensa e, claro, a devolução do dinheiro retirado do BNDES e de outros bancos públicos que devem atuar para trazer o desenvolvimento do público e não do privado, tampouco subsidiar orgias, trapalhadas, negociatas, rapinagem de governos.



AUMENTO DA GASOSA

O aumento do preço dos combustíveis, notadamente, da gasolina, parece querer acompanhar o número de ladrões da república pegos todos os dias com a mão na botija e com os apartamentos e malas cheios de grana. Aliás, muita grana. É que o preço médio cobrado pelo litro da gasolina subiu 1,91 % em uma semana, enquanto o etanol caiu 0,11 %. O valor do litro da gasolina bateu novo recorde no ano uma vez que até o dia quatro havia acumulado alta de mais de 11% nas refinarias da Petrobras. As informações são de levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e se referem aos preços praticados nos postos, lembrando que os preços nas bombas refletem os reajustes feitos pela estatal nas refinarias, mas a decisão de repassar ou não o valor para o consumidor é dos postos de combustíveis. Então tá...

                                                                                                                                                         

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

HORA DO BRASIL

Dia desses, durante um percurso razoável de automóvel, onde o pen drive emperrou e o cansaço começava a apresentar um de seus mais perigosos sinais, apertei a tecla radio pretendendo seguir viagem alerta, bem informado, ouvindo as principais notícias ou até uma boa música dentre as muitas opções existentes hoje no dial (só para lembrar dos velhos tempos onde a sintonia era encontrada pelo ponteiro indicador). Mas, para infelicidade dos ouvidos e, principalmente, do cérebro, como eram 19 horas e nem o programa "Você Sabia?", da Rádio Relógio, existe mais, deixei o aparelho ligado e segui a vida tentando escutar a "Hora do Brasil" (A Voz do Brasil), aquele programa apelidado de "o fala sozinho" que, desde 1938, ocupa um horário nobre passando informações na maioria chapa branca - com feitos do governo, muitas vezes mentirosos  e sem credibilidade- discursos e entrevistas com o que tem de pior, atualmente, isto é, o conteúdo e personagens oriundos da política nacional. Uma chatice só, com audiência pífia, sem falar no aspecto borolento do programa que continua imposto e com moldes só encontrados em países de regimes fechados e ditatoriais como China, Cuba e Coreia do Norte. Sua existência, para muitos, é necessária - e imposta - pois abrange todo o território e a rádio ainda é um veículo popular onde todos, de alguma forma, recebem informações sobre o que de mais 'relevante' acontece. Só que não é bem assim pois a 'relevância' diz respeito a eles, ao grupo político que precisa mostrar serviço e quem ouve aquilo, de segunda a sexta, das 19 as 20 horas, de norte a sul, chova ou faça sol, faz parte de sua clientela. A tal da conveniência. O Brasil, que vem sofrendo vários abalos em sua saúde financeira (só o governo insiste em negar), inclusive pelas emissoras de rádio, não deve insistir em anacronismos como a transmissão de programas como estes que fazem a audiência despencar e o mercado publicitário investir em televisão, publicações impressas, internet, etc., provocando mais prejuízos e causando estragos no restante da programação. Sem falar que contraria a liberdade de imprensa assegurada pela Constituição de 1988. Existem vários projetos tramitando na Câmara sobre mudanças na lei que obriga a transmissão, entre eles um que permite escolher o horário mais conveniente, entre 19 horas e meia-noite, para iniciar a veiculação do programa (desde já, sugiro que o transmitam de meia noite a uma da manhã). Poderia ser uma maneira de enquadrar A voz do Brasil à realidade das emissoras. Obrigar uma rádio a usar seu horário nobre para transmití-lo é complicado pois muitas delas apresentam programas de notícia, falam sobre o trânsito, transmitem jogos de futebol, divulgam eventos locais e humorísticos bem melhores. É importante dar flexibilidade para que as rádios possam preparar suas programações. A lei atual é tão engessada que não prevê que se possa suspender ou adiar o programa nem sequer em casos de calamidades públicas. Aí, durante viagens ou não, continuamos a 'dar carona' àquilo que não queremos e a conviver com as trapalhadas, mentiras, propaganda enganosa e outras formas de nos encher o saco.



MANTO PROTETOR

Mais uma vez, estamos nas mãos daqueles legisladores que, dificilmente,  defendem os interesses da maioria. Já não bastam aqueles milhares de criminosos que, todos os dias,  matam, estupram, roubam e, ao serem pegos, se protegem com o manto  da Justiça que os considera 'menores, portanto, inimputáveis, daqui a pouco será votada a proposta de redução da maioridade penal e, se prevalecer a falta de bom senso que impera no Congresso Nacional, ela não será aprovada pois quem tem menos de 18 anos, para a grande maioria que rouba, mata e estupra milhões de brasileiros através da corrupção que protege, é " um ser inocente que por não saber o que faz não pode se misturar com criminosos  condenados". Novamente, pode se confirmar o corporativismo no Legislativo nacional e a máxima de que o crime compensa.

domingo, 10 de setembro de 2017

PANORAMA

INDEPENDÊNCIA
Quinta -feira, comemorou-se mais um ano de independência pois, no dia 7 de Setembro de 1822, o Brasil assegurou a emancipação da ex-colônia portuguesa. Foram várias as causas, uma vez que no início do século XIX a situação do Brasil, do ponto de vista político, continuava a mesma do século anterior. Entre as mais importantes estão a vontade de grande parte da elite política brasileira em conquistar sua autonomia e o desgaste do sistema de controle econômico, com restrições e altos impostos, exercido pela Coroa Portuguesa. Passado tanto tempo, várias foram as conquistas no campo econômico e o Brasil, definitivamente, alcançou reconhecimento mundial neste setor. Mas e a autonomia política tanto almejada? Será que tem contribuído para a verdadeira independência de seu povo? Ou será que, hoje, o Brasil 'independente' se deixou levar pela mais perigosa forma de colonizá-lo e escravizá-lo que é a corrupção?
BARBÁRIE
Sem ser puritano, tampouco defensor de radicalismos nos moldes bolsomíticos, está cada vez mais difícil assistir TV com a família sem se envergonhar (se bem que às vezes dá vergonha de ser brasileiro). Já não bastam algumas novelas, filmes, programas jornalísticos e de variedades com conteúdo selvagem, cruel, desumano e grosseiro - sem falar nos temas de sexualidade simplesmente jogados no ar - e agora deram para infestá-la com gravações feitas por criminosos cujo conteúdo é de retirar qualquer um da sala. Os áudios de Michel Temer, Lula, Dilma, Aécio Neves, Romero Jucá, Renan Calheiros, só para citar alguns dos mais altos figurões da república, definitivamente, deram vez aos pornográficos de Joesley "Safadão" Batista que, além de assassinar o idioma, usam de extrema violência, agressividade, ironia e até de cenas de sexo explícito ao se referir aos poderes constituídos de uma republiqueta.
 REPUBLIQUETA
E por falar em republiqueta, com tudo que o povo e a Justiça têm em mãos, não se sabe o porquê de ainda não ter caído. Os escândalos são cada vez maiores e as provas incontestes de uma corrupção institucionalizada deveriam - caso fôssemos um País sério e não estarem todos comprometidos de alguma maneira - fazer com que o Brasil decretasse de vez a verdadeira independência e proclamasse uma República voltada para defender os interesses de uma população cada vez mais fragilizada e intimidada pela força do poder econômico usada, exatamente, ao contrário. Fica a vontade de, num futuro próximo, quem sabe, termos uma data para comemorar com toda a pompa decretando-a como a dia da "Queda da Corrupção", como fizeram, por exemplo, a França com a Queda da Bastilha, os EUA, com  a Guerra Revolucionária e tantos outros países que não aguentavam mais formas de opressão, negociatas e roubos praticados por uma minoria desqualificada em todos os níveis contra uma grande maioria, como vem acontecendo a 207 milhões de brasileiros e brasileiras.
LOCUPLETAÇÃO
Com a onda de corrupção que tomou conta do País, tema frequente de todos os noticiários, principalmente, em tempos de operações como a Lava Jato, muito tem se falado sobre sua origem, sobre o toma lá dá cá enraizado na cultura do brasileiro cada vez mais acostumado com a prática de levar vantagem, seja ao tentar impedir uma simples infração de trânsito (a famosa cervejinha pro guarda) ou uma multa do fiscal daquela prefeiturazinha do interior, seja tentando liberar produtos, geralmente, ilegais em portos ou aeroportos ou até em tempos de campanha eleitoral, quando grandes empresas fazem grandes negócios por "amor à causa, ideologia e mesmo patriotismo" pois não é raro tal alegação de empresários ao serem presos. Alguns historiadores afirmam ter chegado no dia em que Dom João desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808, e recebeu 'de presente', de um traficante de escravos, a melhor casa da cidade, a Quinta da Boa Vista e depois, como recompensa, passou a gozar dos privilégios da Corte por ser 'amigo do rei'. Dois séculos se passaram e as bacanais de hoje se sofisticaram e são muito, muito maiores dentro e fora do governo. Basta ver o que acontece nos legislativos e executivos (estes sem exceção) e no Judiciário (com algumas) onde fica comprovada a orgia com o dinheiro público, resultando na crise de todos os setores e na máxima que os generaliza como farinha do mesmo saco.
DÚVIDA ATROZ 
Existe coisa mais atroz, horrível de suportar, do que ver e ouvir pessoas que cometeram, por exemplo, estupro coletivo, como o médico Roger Abdelmassih e centenas de lavradazes da política nacional negando a participação em crimes e até serem donos de alguma coisa que é óbvio lhe pertencerem pois há provas suficientes para condená-los? Atrocidade maior só ver o que parte da Justiça faz ao defendê-los com unhas e dentes, concedendo-lhes habeas corpus, a torto e a direito, mesmo com todo aquele batom na cueca. E, claro, por que tem bilhões e bilhões de reais do povo brasileiro a sustentar o esquema.




LUZ NO TÚNEL

Para não dizer que não se faz nada que preste no Brasil, notadamente, pelos poderes da república de bananas - para não chamá-la de republiqueta a toda hora -, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, dia desses, determinou que todos os tribunais publicassem dados sobre estrutura e remuneração de seus magistrados, enviando cópias das folhas de pagamento para controle orçamentário e financeiro mostrando, assim, transparência aos cidadãos e órgãos competentes. Isto aconteceu porque parte da população vem se manifestando, através das redes sociais e das ruas e após ter conhecimento (santa inocência?) dos salários mensais de 84 magistrados do Mato Grosso do Sul que recebiam (em) até R$ 95 mil mensais, ultrapassando o teto constitucional de R$ 33.700 (risos, não me contive). Outra boa coisa, que veio no bojo da solicitação da ministra, foi conhecer o resultado da pesquisa do CNJ que apontou para outras safadezas, digo, mordomias do poder judiciário: R$ 84,8 bilhões ou R$ 47,7 mil pagos a cada magistrado por mês. De qualquer maneira, uma boa atitude de V. Exa., que esperamos traga mais moralização e economia para os cofres públicos que poderia, assim, parar de esbanjar o dinheiro da saúde, da educação, dos transportes, da segurança, do INSS, enfim, do povo que não aguenta mais tanto desperdício e roubalheira.

AGORA VAI

A grande bomba da semana não vem da Coreia do Norte de Kim Jong-un. Nem da Câmara Federal de Fufuca, muito menos do Palácio comandado por Rodrigo Maia que ficou no lugar de Michel Temer que foi fazer figuração na China. Também não é parte de nenhum episódio do Chaves estrelado por eles. Vem da Bahia de Geddel Vieira Lima, homem forte nos últimos governos e da aliança PT-PMDB, que a Polícia Federal encontrou em um suposto bunker onde o ex-ministro, aliadíssimo e, talvez, sócio do presidente, armazenaria recursos ilícitos para serem distribuídos, certamente, para altos comissionados governamentais. A contagem final somou espantosos R$ 51.030.866,40, segundo o balanço definitivo da PF, que precisou de sete máquinas para contar os milhares de notas. Além de reais, nessa quantidade também se contabilizaram dólares, US$ 2,688 milhões (R$ 8,387 milhões). A montanha de dinheiro encheu ao menos dois porta-malas de camionetes usadas no cumprimento do mandado judicial e tem sido apontada como uma das maiores apreensões do tipo em todo mundo e em todos os tempos. Resta saber se o excelente trabalho realizado pela Justiça vai resultar em desmanche de novas quadrilhas e prisões de personagens que todos sabemos estar por trás da corrupção e da máquina carcomida chamada Brasil.


RUMO A 2018

E enquanto a bola não rola rumo à Copa da Rússia e, muito mais importante, àquela que vai definir nossos destinos para os próximos quatro anos, qual seja, a eleição para presidente em outubro de 2018 (atenção Justiça Eleitoral, Caravanas caracterizam extemporaneidade, hein), começam a ganhar corpo e alma algumas tentativas de se lançar nomes para a disputa que inicia daqui a nove meses. Em campo, elle, sempre elle, Lulla da Silva, Bolsonaro, alguém do PSDB (não se sabe ainda se Alckimin ou Dória), Ciro, Marina e outros que optaram por ficar no banco aguardando instruções e acontecimentos que podem incluir até cassações de registros. É aguardar pra ver se surge coisa melhor!

PILHAGEM TOTAL

A cada dia que passa fica mais óbvio porque querem tanto fazer reformas. A cada apreensão de montanhas de dinheiro sem origem, com as digitais de ex ou atuais membros do governo, torna-se mais clara a grande roubalheira aos cofres públicos, de uma forma ou de outra, e é preciso se economizar através de mais impostos, redução ou mesmo fim de direitos adquiridos. Pagar a conta e arcar com o desperdício ou roubo de dinheiro retirado, covarde e criminosamente, da população, parece que está mesmo longe de acabar enquanto lavradazes com imunidade, impunidade e privilégios continuarem mandando no país. De cabo a rabo. É só olhar pra cima, pra baixo e pros lados que você vai ver gente assim.

PRA COMEÇAR A SEMANA

O filme Lava Jato prende o espectador atá o fim, mas o Gilmar Mendes solta.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

FAXINA DE FACHIN

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou a ação da Associação dos Magistrados do Brasil (AMF) que queria reajustar o salário dos juízes  porque está defasado desde 2015. Os magistrados queriam 16,7% com base na inflação dos últimos anos. Um juiz do tribunal ganha hoje R$33.700 o que, para classe, deve ser muito pouco, mesmo somados às muitas vantagens que fazem com que muitos juízes ganhem salários, verdadeiramente, astronômicos (nos últimos dias têm surgido casos de juízes que ganharam até R$500 mil por mês) se comparados com a grande maioria de um servidor público ou da iniciativa privada. Sem falar nas aposentadorias e pensões a quem, em tese, deu muito mais sangue e suor pela Nação sob condições muito mais adversas mas que não tem um corporativismo a lhes defender e aumentar os salários. Se Fachin vai conseguir segurar a voracidade da classe por algum tempo não se sabe. Mas o gesto serve para mostrar que a população tem de continuar exigindo uma grande faxina - sem trocadilho- em todos os poderes para que o Brasil seja para todos e não para os tolos.

LOCUPLETAÇÃO

Com a onda de corrupção que tomou conta do País, tema frequente de todos os noticiários, principalmente, em tempos de operações como a Lava Jato, muito tem se falado sobre sua origem, sobre o toma lá dá cá enraizado na cultura do brasileiro cada vez mais acostumado com a prática de levar vantagem, seja ao tentar impedir uma simples infração de trânsito (a famosa cervejinha pro guarda) ou uma multa do fiscal daquela prefeiturazinha do interior, seja tentando liberar produtos, geralmente, ilegais em portos ou aeroportos ou até em tempos de campanha eleitoral, quando grandes empresas fazem grandes negócios por "amor à causa, ideologia e mesmo patriotismo" pois não é raro tal alegação de empresários ao serem presos. Alguns historiadores afirmam ter chegado no dia em que Dom João desembarcou no Rio de Janeiro, em 1808, e recebeu 'de presente', de um traficante de escravos chamado Elias Antônio Lopes, a melhor casa da cidade, a Quinta da Boa Vista e depois, como recompensa, passou a gozar dos privilégios da Corte por ser 'amigo do rei'. É incontestável que estas e outras centenas de páginas tristes de nossa história, com seus muitos episódios de malfeitos (incomparáveis com os realizados ultimamente por políticos, seus malditos partidos, pelos corruptos e corruptores e até membros do Judiciário), vêm desde a chegada das primeiras caravelas, cuja herança trouxe um Estado centralizado, burocratizado e clientelista onde o locupletemo-nos todos parece ser a palavra de ordem. Dois séculos se passaram desde as últimas bacanais praticadas nos brasis colônia e imperial e, agora, ao sermos considerados republicanos (será que foi mesmo proclamada?) e com a vigilância constante dos meios de comunicação, a orgia com a coisa pública tá muito mais aparente e  perigosa já que é, justamente, dentro dos poderes constituídos que ela se intensifica mostrando sua força e quem são os 'amigos dos reis', no caso do Executivo, Legislativo e Judiciário. A cada dia fica mais evidente que muitas das engrenagens destas máquinas - as quais deveriam funcionar para defender somente os interesses da população -  estão desgastadas, muitas completamente imprestáveis, uma vez que vêm 'trabalhando' para a troca de favores, beneficiamento e manutenção de interesses corporativos e, claro, para o enriquecimento pessoal haja vista tantas malas de dinheiro, tanta joia, tantos habeas corpus, tanta bandalheira. Portanto, se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, deveriam ser apreendidas e destruídas - claro, seus operadores presos - o quanto antes sob pena de a locupletação, o salve-se quem puder e o dane-se aumentarem, prejudicando as futuras gerações ainda mais. Se é que isto é possível.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Votei no Aécio, sim. Errei, como tantos outros milhões de eleitores e me arrependo por isto. Agora, vamos ver o que acontece em 2018.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PAGANDO O PATO

O Brasil tem as maiores cargas tributárias do planeta e ninguém pode contestar isto. Tampouco que a corrupção atinge índices recordes levando a população a ter de arcar com os prejuízos advindos da roubalheira praticada pelos sucessivos governos. Vejam só o que acontece com nossos combustíveis, considerados altíssimos para quem diz ter petróleo nas camadas pré-sal, pós-sal, no diabo a quatro mas que na hora de determinar os preços perde disparado até para os argentinos. Basta ir a um posto no lindo "fim do mundo", na Patagônia (Bariloche ou Ushuaia), para constatar que há, ainda, apesar dos esforços da Operação Lava Jato, que enjaulou dezenas de beneficiados pelo Petrolão, muita coisa levando o Brasil a ter combustíveis e postos de qualidade, no mínimo, duvidosa. No vídeo abaixo, feito pelo blogueiro João Célio Direnna, do www.voualifora.com.br , um exemplo de mais uma derrota vexaminosa para los hermanos:






 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

RABO ABANANDO CACHORRO

O Brasil vem subvertendo todas as ordens e não é de hoje. Vivemos uma autêntica inversão, sobretudo de valores, onde a lógica do cachorro abanar o rabo tem sido deixada de lado quando a arrogância, o corporativismo, a impunidade, a imunidade e os muitos privilégios e demais interesses de uma minoria prevalecem, ou seja, a coisa é o exato oposto de como deveria ser. Do que espera a maioria que exige um mínimo de zelo com o dinheiro público, bem como transparência e vergonha na cara, diferente da 'surubacracia' praticada por gente que conseguiu institucionalizar a corrupção em todos os níveis, instâncias e em todos os lugares. O provérbio ganhou força e notoriedade nos últimos dias quando o ministro do STF, Gilmar Mendes, também conhecido por seus pares na mais alta corte do País como "O Poderoso", ironizou o juiz federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, por decisões referentes à nova prisão do empresário de ônibus, Jacob Barata Filho, o qual ele havia concedido habeas corpus. Sem querer entrar só no mérito da relação estreita entre o ministro e os acusados, já que Gilmar Mendes - também conhecido nas ruas como "Beicinho", "Padrinho", etc-, foi, com sua esposa Guiomar Mendes (nada menos que tia do noivo e advogada no escritório que defende os investigados pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio), padrinho de casamento da filha de Barata, o que, por si só, deveria ser motivo de ser considerado suspeito de julgar e interferir no caso, a maneira como Gilmar Mendes vem procedendo neste e em tantos outros fatos ligados à escala desenfreada de corrupção e de 'rabos abanando cachorros como, por exemplo, os políticos Michel Temer, Aécio Neves e o ex-governador do Mato Grosso, Sinval Barbosa, empresário Eike Batista, banqueiro Daniel Dantas, médico estuprador Roger Abdelmassih e tantos outros que Gilmar Mendes, de uma forma ou e outra, com ou sem erro de avaliação, má fé deliberada ou coisa que o valha, libertou, mostra que algo já deveria ter sido feito para moralizar todos os poderes. A começar pelo próprio Judiciário, acatando o impeachment de quem comete supressão de instância, atropela julgamento, protege ricos e poderosos, concede habeas corpus a torto e a direito e ainda ri na cara da opinião pública. Como fazem pessoas que ainda acreditam numa Justiça para Tolos.

DEPUTADO DO PSOL MOSTRA A CARA



Teve gente que não gostou de nossa posição ao defender aquelas cidadãs que queriam algumas informações sobre a Fazenda Modelo e foram agredidas pelo deputado Paulo Ramos, do PSol. Esse mesmo tipo de 'gente', (teve uma que até usou a ferramenta daqueles que não têm argumento e nos excluiu de um grupo de whatsapp) -, certamente, o fez por defender um corporativismo praticado pela classe política que costuma ser protagonista de cenas de um circo onde os palhaços somos nós que pagamos toda a orgia praticada com o dinheiro público e que, de alguma forma, costuma lhes favorecer. Mas a verdade é que o deputado em questão está com os nervos a flor da pele porque ano que vem tem eleição e a repulsa do povo por pessoas como ele - que se acham deuses, acima do bem e do mal - é muito grande e seus dias podem estar contados pois o vídeo acima, que viralizou na internet, mostra o fim de uma classe que nem classe, nem educação, menos ainda respeito, tem por quem vota e tem de ser eterno dono de um mandato.   

domingo, 27 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento". (Philip Chesterfield)

BARATA VOA

O ministro do STF, Gilmar Mendes, há muito tempo vem fazendo "barata voa" com o Brasil. Suas muitas interpretações, em relação a decisões que vêm libertando criminosos mais do que enrolados, mostram que ele não se preocupa mesmo com a opinião pública. Nem com provas incontestes, delações, denúncias sérias, menos ainda com batom na cueca que mostram o quão complicados estão os acusados que ele manda pra casa. Pior, prova que ele deve estar sofrendo de alguma doença relacionada à pensar que é um deus e pode tudo. A soltura do empresário Jacob Barata e de outros cúmplices acusados pelo envolvimento em esquema de corrupção, evasão de divisas, participação em organização criminosa, etc, deixa claro que ele não pensa mais que é. Ele tem certeza que é o criador.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

MENTIRAS DO PT

A não ser que a Justiça prevaleça e mostre, rapidamente, quem, o que é e tudo que fez, de fato e de direito, Lulla da Silva, o autor de um dos maiores projetos criminosos de poder vai para o segundo turno em 2018, podendo voltar à cena política com mandato e levar o Brasil a se tornar, por um longo período, mais um dos bolivarianos do cone sul e a conquistar novos e mais escandalosos recordes de corrupção. E isto poderá acontecer, primeiramente, graças àqueles que ainda acreditam que o ex-presidente representa a volta da gastança desenfreada, à 'boa vida', com aumento dos benefícios sociais e da geração de empregos através do reaquecimento das indústrias naval e petrolífera e, claro, pelas mãos dos simpatizantes, cúmplices e apaniguados - também conhecidos como puxadinhos - do Partido dos Trabalhadores (PT). Algo em torno de 30 %, dizem algumas das últimas pesquisas divulgadas. Isto somado a outro dado curioso e mais falso que uma nota de três reais, provavelmente, lançado pelos maiores interessados pela volta de Lulla  e que já vem viralizando nas redes sociais. Trata-se do instituto das abstenções e do voto branco ou nulo como demonstração de repúdio à classe política brasileira, aquele que "pode provocar uma nova eleição, com novos candidatos" (as mesmas pesquisas falam em cerca de 33 %) mas que só beneficiaria a quem estiver na frente - no caso Lulla. Pra começar, não existe este negócio de 'nova eleição', neste caso (nulidade só decorrente de sentença judicial) pois a legislação só considera votos válidos, ou seja, não votar, votar em branco ou anular é tudo a mesma coisa. Sendo assim, é simples entender a matemática da gallera do PT: como, no Brasil, o sistema utilizado nas eleições para os cargos de presidente da República, governador de Estado e do Distrito Federal, senador e prefeito é o majoritário, será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos. Então, se tudo correr bem pra elles, somando-se os supostos 30 % com os supostos 33 % , lembrem-se que não servem pra nada em termos de cálculo, o resultado são supostos - e perigosíssimos - 63 % o que levaria o País a um novo caos e o então suposto presidente empossado a falar que 'os cumpanheiro, os idiotas e a falta de informação lhe deram cheques em branco e a caneta presidencial para cometer, novamente, supostos crimes de lesa-pátria e a roubar e deixar roubar. Portanto, para que não nos arrependamos depois, ajudando a escolher quem não queremos de jeito nenhum (não se pode esquecer que, segundo todas as pesquisas feitas até o momento, Lulla tem a maior rejeição), devemos votar em Bolsonaro, Ciro, Marina, Aécio, Dória, Pastor Everardo, Álvaro Dias, Eduardo Jorge, Alckimin (no 'capeta', não) ou qualquer outro que possa surgir num cenário, devendo-se reconhecer, cada vez menos acreditado, mas que não pode ser vencido pela ideia de que votar branco, anular ou não comparecer é o melhor que se tem, nem por quem não representa a vontade da maioria.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Ao se confirmarem algumas pesquisas de intenção de voto e o que se ouve nas conversas entre pessoas em lugares públicos, ano que vem haverá segundo turno para escolha de presidente. Poderemos assistir uma grande e acirrada disputa entre um candidato prometendo fazer o brasileiro voltar a sonhar, principalmente, com uma economia estável, empregos,  poder de compra e a elevação da autoestima contra alguém que pretende mostrar quem manda, acabando com tanta insegurança e fazendo voltar os bons costumes, mesmo que de maneira radical. De um lado, Lula, representando a velha política, onde vale mentir, roubar e fazer tudo para conquistar o voto daqueles desassistidos que um dia acreditaram que tinham algo de bom nas mãos, estando até dispostos a perdoar os 13 anos do projeto criminoso de poder. Do outro, Bolsonaro, cujo radicalismo e as promessas de um país voltado para a moralidade e o cumprimento da ordem institucional, a qualquer preço, também deverá atrair milhões de eleitores para marchar com ele. Como se vê, 2018 poderá nos levar a ficar entre a cruz e a espada, isto é, a escolher se perdoamos a quem tanto errou ou nos submetemos à volta da força para impor limites, colocando, por exemplo, criminosos onde têm de estar e libertando as pessoas de bem. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Nada é tão ruim que não possa piorar. O sistema eleitoral brasileiro, por exemplo, já injusto, tende a ficar pior com algumas das reformas propostas pelo Congresso.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

POLITEIA ÀS AVESSAS

Ninguém mais duvida: o Brasil tem um dos Congressos mais inchados, corporativos, cheios de privilégios, incompatíveis com nossa realidade e corruptos do mundo. E algo tem de ser feito, urgentemente, para acabar com tal imoralidade (reformas politiqueiras e falsas mudanças nos códigos não valem), sob o risco de as futuras gerações acharem que aquilo, feito por aquela classe de desqualificados, é o modelo certo de se lidar com a coisa pública. São 513 deputados e 81 senadores (sem falar nos demais ditos representantes que costumam seguir o mesmo descaminho), todos, devidamente, cercados de um grande aparato, a produzir pouquíssimo, ou quase nada, para a população e muito, muitíssimo, geralmente, só, para si próprios. Sem falar dos vários processos na Justiça motivados por variados motivos. Vão da compra de votos (algo quase normal, dizem eles, na luta pela "conquista do eleitor") e enriquecimento ilícito, passando por agressões, estelionatos, até denúncias de assassinatos, corrupção ativa, passiva que só podem ser julgadas pelo Supremo porque deputados federais e senadores, bem como, ministros de Estado, presidente e vice-presidente, possuem "foro especial por prerrogativa de função", o chamado foro privilegiado, também conhecido como aberração, injustiça, anormalidade, etc. O quadro é uma vitrine do esfacelamento da classe política brasileira, mais evidente e transparente, agora, com as revelações da Operação Lava Jato, investigação sobre o amplo esquema de corrupção que perdurou no país por décadas, desde a redemocratização, envolvendo entes privados e o poder público e a vigília feita pelos veículos de comunicação, com a devida divulgação nas redes sociais, ambas contribuindo para que se exija uma mudança radical na forma de conduzirem os destinos da população. E um dos caminhos, até que aconteça uma verdadeira reforma - no sentido de renovação, mudança, até regeneração-, é o eleitor continuar se manifestando através do aumento crescente de abstenções, votos nulos e brancos, não aconselhável se vivêssemos numa democracia ampla e gozando de plenos direitos, ou escolhendo melhor quem possa representá-los de verdade. Sem mentir, roubar, corromper, ser corrompido, se cumpliciar com quem destrói a educação, segurança, saúde, previdência e o sonho de ter um país mais justo.




domingo, 13 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

É só fechar as torneiras da corrupção que o dinheiro dá!

sábado, 12 de agosto de 2017

REFORMA POLITIQUEIRA

O Brasil tem um dos Congressos mais inchados e corruptos do mundo. São 513 deputados e 81 senadores a produzir muito pouco para a população e muito para si próprios. Sem falar que a maioria tem, pelo menos, um processo na Justiça motivado pelos mais variados motivos. Indo da compra de votos, passando por agressões à mulher, estelionato, até denúncias de assassinatos, de compra de votos, corrupção ativa, passiva e por aí vai. Sendo assim, corporativistas e capazes de qualquer negócio para se manter com algum mandato, fica a pergunta curta e grossa: essa gente vai aprovar algum tipo de reforma política que beneficie e moralize o País e possa prejudicar sua escalada aos incontáveis privilégios?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

PANORAMA

PAGANDO O PATO
Depois de todas as bobagens feitas e dos crimes praticados pelos últimos governos, incluindo grandes assaltos aos cofres, gastança desenfreada e estelionatos eleitorais, o Brasil acumulou um rombo histórico. Quase impagável. Histórico porque, desde a colonização até a chegada da republiqueta, nunca se roubou tanto. E quase impagável porque, se não fosse o brasileiro tão passivo, pacífico e inocente, a dívida jamais seria paga com sangue, suor e através de alternativas que incluem novos impostos, confirmando que nós sempre pagamos o pato. E as contas, 'para não ficar com o nome sujo na praça'. Afinal, o brasileiro é tão 'bonzinho'.

HAJA IMPOSTO
Embora alguns neguem, temos uma das mais altas cargas tributárias do planeta. E desproporcionais, já que a relação custo-benefício, ou seja, o dever cívico de pagar impostos gerando serviços de igual qualidade, fica muito aquém do que a população precisa e muito além das expectativas dos corruptos brasileiros. Que me perdoem os afegãos, mas no Brasil quase se paga impostos suecos por serviços oferecidos naquele sofrido país. Pesquisa recente mostra que dentre os 30 países com a maior carga tributária, o Brasil é o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol da sociedade. Ainda assim, o governo federal estuda aumentar os impostos para reduzir o rombo das contas públicas. Se tudo der certo para Temer e seus comparsas, isto é, a maioria do Congresso continuar lhes dizendo amém e entregando cheques em branco, novos itens virão para aumentar a carga tributária brasileira. 

SINDIGATOS
Falo MAL dos sindicatos com certa frequência. Mas apenas dos MAUS, que são muitos, é bem verdade. Sempre que tenho oportunidade, procuro descrever, principalmente, a pouca contrapartida dada ao sindicalizado e a quase nenhuma visibilidade quando se trata de prestar contas sobre o dinheiro gasto, sendo esta a maior falha pois ninguém (com exceção de diretores e seus mais chegados) fiscaliza o montante que chega a ser milionário muitas vezes, já que existem categorias com milhares de trabalhadores, todos a contribuir com desconto de um dia de trabalho. Daí já sabe, né...muita grana faz aflorar a tentação do bicho homem cujo resultado são as festas, viagens, compras', status, chamego com a classe política e o famoso etc=roubalheira. 

SINDIGATOS 2
A propósito da gatunagem existente nos sindicatos (apenas naqueles onde a carapuça possa vestir) como vão ficar as mordomias e os demais desvios quando entrar em prática o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical aprovada na reforma trabalhista? Com a palavra, os interessados em disputar eleições, muitas já em curso por aí, que devem ter em mente estrategias e criatividade para 'exercer a filantrópica e heroica missão de lutar por sua categoria, sem nada receber' (apenas aqueles bem-intencionados e bem-aventurados onde a carapuça não entre) e com parcos recursos.

ELEIÇÕES 2018
Ano que vem, a se confirmar o calendário do TSE, teremos eleições para escolha de um novo presidente da República (o velho Temer deverá estar fora de qualquer maneira), acompanhado do respectivo vice - cargo tão pleiteado quanto - governador, dois senadores e deputados estadual e federal. Há menos de um ano para o início das campanhas e toda armação do picadeiro, muitos pré-candidatos começam a se alvoraçar, se alvoroçar, pendurar uma melancia no pescoço para aparecer e, quem sabe, tornar-se O NOME do partido.
Entre os mais 'saidinhos', já que no momento tudo são apenas especulações e nada é oficial, mesmo porque a Justiça impede a extemporaneidade (fora do prazo), vêm surgindo no túnel (não necessariamente iluminado) os nomes de Lula, Bolsonaro, Ciro, Dória/Alckmin/Aécio, Álvaro e Maia. Mais um deles vem chamando muita atenção: o do ministro da Fazenda, Meirelles, que, pelo espaço na mídia, parece ser mesmo um dos preferidos da cúpula do PMDB para entrar na 'festa' em 2018. Como cabeça de chapa ou vice, já que esta é uma das maiores especialidades do partido.

JÁ GANHOU
E por falar nas eleições quase gerais (prefeitos e vereadores só em 2020), um grupo pode se consagrar ano que vem podendo até vencê-las já no primeiro turno. Trata-se da soma de abstenções, brancos e nulos que vem batendo recordes sucessivos provocados, principalmente, pela ineficiência da classe política e, claro, pela ladroagem quase institucionalizada, principais motivos para que a população demonstre seu repúdio pelo processo carcomido e que de democrático tem muito pouco. Como aconteceu no último domingo, no estado do Amazonas, obrigado a realizar novo pleito após o afastamento do governador e o vice - só para variar, por compra de votos - onde mais de 40 % dos eleitores se recusaram a votar naquilo que lhes foi apresentado como opção para melhorar a vida de todos os cidadãos. Mesmo assim, também só pra variar, foram pro segundo turno dois políticos de peso e de muitos recursos financeiros. E ainda tem gente que acredita numa verdadeira reforma política.

URNAS EM XEQUE 
Utilizada pela primeira vez em 1996, a urna eletrônica só foi submetida a testes públicos 13 anos depois, em 2009. Na ocasião, vários peritos em informática conseguiram violá-la utilizando modestos equipamentos, entre eles um
radinho AM/FM capaz de quebrar o sigilo dos votos ao detectar o som que as teclas da urna emitiam. O tempo foi passando, eleição após eleição, com o TSE procurando aprimorar o sistema para impedir qualquer tipo de fraude. Vinte e um anos depois, a pergunta que todos se fazem é: as urnas eletrônicas são invioláveis? Claro que não, diriam, por exemplo, experts que na semana passada estiveram reunidos em Las Vegas, nos EUA, durante a maior conferência 'hacker' do planeta, a Defcon, onde foram apresentadas várias novidades e também pode ser testada a segurança nas urnas eletrônicas utilizadas em processos eleitorais. A conclusão é que os ciberataques internacionais estão se tornando cada vez mais comuns e, neste cenário, qualquer sistema digital pode ser vítima de manipulação e as urnas não são exceção. 

NADANDO EM DINHEIRO
Muitos municípios fluminenses, que recebem royalties advindos da exploração de petróleo vindos das águas profundas, estão chorando de barriga cheia. Para afastar indesejáveis reivindicações e, até cidadãos que, possivelmente, não pertencem ao seu grupo político, os administradores usam a eterna cantilena da crise, que não têm dinheiro, que a arrecadação caiu, blá blá blá. Mas a verdade é que os repasse daquela compensação vem aumentando consideravelmente nos últimos meses. É o caso de Niterói e Maricá cuja receita de royalties e participações especiais disparou. Para se ter ideia da grana 'federal', em maio, Maricá recebeu 49%, Niterói 43% e a cidade do Rio, 8% dos royalties vindos do Campo de Lula, na Bacia de Santos, o que representa muitos milhões de reais entrando nos cofres municipais para fazer a festa da classe politiqueira, digo, do povo que quer ver tais recursos sendo utilizados em prol da qualidade de vida de todos Já que Niterói e Maricá vêm se refestelando com a dinheirama vinda do 'ouro negro' (os dois estão no topo dos que mais recebem recursos do petróleo e ultrapassaram Campos e Macaé), que tal aproveitá-la para melhorar, por exemplo, serviços de segurança, limpeza, pavimentação de ruas e estradas, abastecimento de água, recuperação e proteção ao meio ambiente e saneamento básico, uma vez que estes serviços não vêm sendo executados a contento? Pelo visto, falta de verbas não é para se ver ruas tão esburacadas, tanta gente convivendo com esgoto a céu aberto, tantos assaltos e problemas que poderiam ser resolvidos, com certa facilidade, durante os quatro anos em que os gestores têm a caneta na mão. E o dinheiro na conta. 

SE SAFA(N)DO
Não é que o presidente Temer se safou da primeira denúncia de corrupção com alguma facilidade. Mas isto já era esperado, uma vez que todos conhecemos as qualidades, os méritos e a independência dos representantes do Congresso Nacional (pelo menos a maioria como se vê), colocados a prova, o tempo todo, toda vez que o País precisa deles. E, como sempre acontece, as consequências virão com muito mais força, o que representa mais rombo nas contas públicas e o consequente aumento de impostos. Basta ver os balões de ensaio lançados pelo governo nos últimos dias, entre eles a possibilidade de aumentar a alíquota de imposto de renda - imediatamente negada - que não deixa dúvidas de que há, sim, um pacote de maldades a caminho.

VELHOS DISCURSOS

Apesar de a Justiça considerar extemporânea a propaganda e as campanhas eleitorais fora do prazo legal, os chamados pré-candidatos já estão 'com os pés na estrada' (nos jatinhos, nos palácios, no Congresso, nas prefeituras, nas câmaras ou qualquer outros espaços que sugiram apoios e negociatas também). E com todas as vênias e melancias penduradas no pescoço, ocupando, sempre que podem, a mídia, as redes sociais, todos os demais espaços disponibilizados com ou sem o consentimento da lei. É o caso de Lula da Silva Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin, João Dória( en dónde estás, Aécio Neves?), Rodrigo Maia e outros mais discretos à procura de um lugar no cada vez mais seleto mundo partidário (que ninguém se esqueça das reformas políticas que incluem a lista fechada) e à caça de futuros cabos eleitorais que os ajudem a chegar lá, num segundo turno ou a qualquer outro lugar que renda bons frutos. Muitos consideram as pré-candidaturas precipitadas, uma vez que vive-se um período de muitas indefinições e estamos há quase um ano do início das campanhas, podendo ser muito cedo para se começar a gastar munição. Só que vivemos num País de eleições de dois em dois anos, cuja política se faz já no dia seguinte ao anúncio dos resultados e há uma forte rejeição pela classe política motivada pela onda de corrupção o que pode estar provocando tantos nomes sendo lançados tão cedo no grande balão de ensaio dos principais partidos políticos para ver o que decola ou não. No caso, se seus candidatos colam e conseguem alcançar lugar de destaque num cenário onde tem sido cada vez maior o número de manifestações de repúdio com destaque para as abstenções e os votos brancos e nulos. Mesmo assim, parecendo pouco se importar com o que prevê a legislação eleitoral ao proibir, por exemplo, vídeos que façam menção expressa a eventuais candidaturas, por causar desequilíbrio na campanha e ferir a igualdade de oportunidade dos candidatos, Lula e Bolsonaro estão entre os mais 'saidinhos' uma vez que tem se tornado comum ver os dois serem postados como pule de dez em 2018 e os "melhores nomes para acabar com a corrupção e com o desperdício, derrubar as taxas de juros, aumentar os empregos, melhorar os serviços públicos, diminuir a carga tributária, elevar o moral do povo", enfim, "realizar o sonho de todos os brasileiros, de norte a sul, que não aguentam tanto sofrimento". Pelo menos nos discursos e nas promessas que ambos sabem serem impossíveis de alcançar pois o Brasil, a depender da política e da corrupção praticadas pela maioria, está bem longe de se assemelhar a um admirável mundo novo.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Escolas não são igrejas nem templos. Mas nunca deveriam deixar de ser considerados lugares sagrados.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DE CARNE E OSSO

Vivemos num mundo 'moderninho pra caramba', principalmente, em termos de comunicação. Mas não há como negar a importância das novas tecnologias. Em uma sociedade globalizada, em que tudo exige rapidez e deve ser feito em uma velocidade em que o agora se torna passado - e ultrapassado - em segundos, a internet tem o papel de suprir a distância, otimizar o tempo e diminuir as barreiras socioeconômicas, possibilitando uma maior democratização ao acesso à informação. E tudo isto é muito bom, haja vista os vários benefícios trazidos quando emissores e receptores se compreendem, por exemplo, através das mensagens trocadas via redes sociais (e-mails, face, whatsapp,orkut, twitter, msn), nos smartphones e nos velhos telefones, estes quase em desuso nos dias de hoje. Tudo numa velocidade imaginável em cabeças como a de Júlio Verne com seus mundos inimagináveis. Só que, em muitos aspectos, o modelo tradicional vem se perdendo e fazendo a cada dia mais e mais vítimas no que se refere à boa relação entre os indivíduos. Aquela do olho no olho, do cara a cara (se bem que os skypes vêm tentando aproximá-los à sua maneira), aquela que diz respeito aos amigos, à velha relação entre pais e filhos, à família e até à educação, tanto aquela do trato entre os seres, quanto a praticada dentro das escolas. E é neste ambiente, que deveria ser de  aprendizado, bem como do contato direto, vêm surgindo as maiores vítimas pois de um lado temos a escola a cobrar integração e responsabilidade dos alunos e dos pais perante as faltas e trabalhos de casa - se é que ainda existem -, do outro, (ir) responsáveis exigindo aprovação, independente da performance e do número de faltas durante o ano letivo e usuários (alunos) de um sistema que os torna dependentes e cada vez mais frios em se tratando de relações interpessoais. O resultado tem sido notas baixas, insubordinações, agressões e indiferença dos alunos, professores insatisfeitos e a confirmação de que vive-se quase um 'autismo eletrônico' tamanha a relação, a dependência entre o homem e a máquina e as dificuldades em entender as regras de convívio social, a comunicação não verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Assim, aquilo que poderia ser de grande valia (guardando-se as devidas proporções, nenhuma invenção poderia ser melhor que a internet), vem criando um mundo paralelo onde as chamadas redes sociais nem de longe pode-se chamar de existência. Quando aparatos tecnológicos tornam-se intermediários da vida real, trazendo inúmeras dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande fazendo com que o desenvolvimento do cérebro mantenha-se cada vez mais insuficiente para exercer as funções necessárias para a interação social. Aí, aquilo que poderia agregar, tem provocado um afastamento maior e mandado a vida para um outro lugar. Aí, tudo fica sem 'pegada'.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

- O presidente Temer vai mandar milhões de reais para socorrer as escolas do Rio.
- Oba! Tem gente preocupada com a Educação.

PANORAMA

INTENÇÃO DE VOTO

Em post anterior, mencionamos, especificamente, as últimas pesquisas Datafolha para as eleições presidenciais que ocorrem nos dias 02/10 e 30/10 (primeiro e segundo turnos) do ano que vem. E citamos, apenas, os três primeiros colocados, o que deixou alguns um pouco contrariados uma vez que não veem Lula, Bolsonaro e Marina como seus pré-candidatos. Como nos esforçamos para ser os mais justos possível, informamos que no cenário em que os candidatos tucanos são o governador Geraldo Alckimin ou o prefeito João Dória, de São Paulo, o PSDB fica em quarto lugar com 8%. Receberam votos, ainda, Ciro Gomes (5%); Luciana Genro (PSol), Alvaro Dias/Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM) todos com 2% das intenções. Na mesma pesquisa, numa simulação com outros cenários, também aparecem o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro, Joaquim Barbosa e o ex-prefeito, Fernando Haddad.

REJEIÇÃO

Já que a justiça é o nosso foco e informar com precisão o nosso dever, devemos fazer outras revelações importantes como, por exemplo, mostrar o aspecto rejeição (aquele em quem não se vota nem amarrado), no primeiro turno, apontado nas pesquisas: Lula, com 46%; Alckimin, 34%; Bolsonaro, 30%; Haddad, 28%; Ciro, 26%; Marina, 25%; Luciana Genro, 24%; Caiado, 23%; Moro, 22%; Eduardo Jorge, 21%; Joaquim Barbosa, 16%. Lembrando que o instituto ouviu 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de junho, estes números são uma amostragem e, principalmente, faltam 14 meses para o dia D quando cerca de 145 milhões de eleitores (53 % mulheres e 47% homens) estarão aptos a participar do processo, votando para presidente, governador, senador (2) e deputados (estadual e federal).

CITY TOUR

Sabe aqueles ônibus que se a gente utiliza no exterior para conhecer as cidades? Geralmente, vermelhos que param em alguns pontos específicos para descer/subir passageiros, permanecendo por lá alguns minutos? Pois é, em Niterói tem uma linha destas, na mesma cor, só que, ao invés de turistas com tempo sobrando, recebem passageiros, em horários de rush, muitas vezes cansados e doidos para chegar em casa, obrigados a ficar esperando os fiscais os liberarem, as lanchas derramarem gente, coisas do tipo. Pior, isto acontece, muitas vezes, em pontos bem próximos uns dos outros, como em frente ao Baymarket e às Barcas.Um doce para quem adivinhar que viação é esta!

PDV

O governo desesperado de Michel Temer - aquele que luta para continuar de pé até o fim do ano que vem - e do cara de paisagem, Henrique Meirelles (sem falar da legião de investigados pela Justiça ao seu lado), após mais uma das muitas covardias, no caso o quase 'libera geral' dos preços com o aumento dos combustíveis, acaba de divulgar outra. Trata-se do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que o governo vai continuar incentivando com o propósito de reduzir gastos no serviço público. Algo em torno de R$1 bi por ano a partir de 2018. Num momento de crise como este, qualquer esforço no sentido de diminuir o grande rombo existente seria válido. Isto se o governo não fosse tão perdulário, não distribuísse tantas emendas para comprar parlamentares (segundo a ONG Contas Abertas só em junho foram liberados R$134 milhões para deputados que votaram a favor de Temer na CCJ, podendo chegar a R$1,75 bi), não contratasse tantos apadrinhados no lugar dos que devem aderir ao programa (uma prática comum em todas as esferas), enfim, não alimentasse tanto a corrupção como faz para ganhar sobrevida. 
Em tempo: É necessário que o trabalhador faça uma análise criteriosa das vantagens e desvantagens do programa oferecido para evitar futuros prejuízos.


JUSTIÇA

Além de reza, no caso do Brasil, muita e muita reza dirigida a todas as matrizes religiosas, nos resta (boa) parte da Justiça para diminuir as muitas desigualdades que vêm sendo cometidas pelos governos e nela nunca devemos deixar de depositar as esperanças. A atuação do juiz Sérgio Moro e tantos outros que procuram seguir seus passos no caminho de amenizar o sofrimento de um povo que, em sua maioria, procura viver dignamente, tem se refletido em várias instâncias. De norte a sul do País. Neste diapasão, o juiz de Brasília, Renato Borelli, determinou que suspendessem o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis - aquele que permitiu um reajuste de R$0,40 no litro - uma vez que em sua ótica o governo não respeitou a noventena (espera de 90 dias para subir impostos), nem editou um projeto de lei considerado ser o instrumento adequado. Sabemos que o peso da máquina é muito grande e a liminar foi revertida. No entanto, a atitude do juiz serviu para mostrar que o Estado deve respeitar e ficar atento aos preceitos relacionados aos Direitos Fundamentais inseridos no texto constitucional. Em outras palavras, os contribuintes precisam ser mais respeitados quando são chamados a pagar a conta.

DUPLA INFERNAL

No quadro agonizante que vive o atual governo, onde os índices são cada vez mais baixos (já se aproximam do negativo após o aumento dos combustíveis), temos de reconhecer que Temer-Meirelles vêm se destacando no cenário internacional como a Dupla Infernal. O desemprego não diminui, de fato; a economia continua fria; quase ninguém considera as reformas como sérias; a relação entre a Receita e os contribuintes é conflituosa; o contribuinte é maltratado justamente quando pretende cumprir suas obrigações; se economiza uns tostões e joga-se muito dinheiro pelo ralo, até na burra dos congressistas; existe inflação, basta andar por aí; os escândalos de corrupção não param de surgir; a credibilidade está por um fio, etc. Então podemos dizer que o Brasil vive um de seus maiores infernos. Mas o que esperar de um presidente de um PMDB acostumado a derrubar a tudo e a todos para alcançar o poder e de um ministro da Fazenda que foi presidente dos grupos J&F e JBS, dos irmãos Batista, investigados pela Lava Jato?

GASOLINA BATIZADA

Logo assim que surgiram os primeiros rumores sobre aumento dos combustíveis, a rapaziada de Niterói, que não é boba nem nada, também começou a correr até postos mais atraentes para fazer uma das únicas coisas que pode quando uma nova crise se avizinha: arranjar grana, encher o tanque - ou quase - e sair dali feliz por ter economizado algum. Só que muitos, certamente, nem se lembraram das inspeções feitas pela ANP que, de janeiro a julho, realizou 117 ações de fiscalização gerando 14 autuações, sendo sete por falta de qualidade e três interdições, o que deveria tê-los obrigado a recorrer a estabelecimentos, digamos, mais confiáveis (se bem que a bandeira hoje seja sinal de confiabilidade). Coincidência ou não, do corre-corre desmedido, mais uma vez causado por governos ilegítimos, é que tem sido frequente motoristas chegarem às oficinas com problemas no motor, defeitos nos cabeçotes, válvulas de ignição e nos sensores que indicam problemas na injeção do veículo. Um novo prejuízo somado aos muitos provocados pelos governos e seus corruptos representantes cujo slogan tem sido 'meu pirão primeiro' e 'dane-se o carro, só ando em oficial...'

VAI TRABALHAR

O governo trapalhão - e mais enrolado da história da república (caixa alta só quando proclamada de verdade) - de Temer e seus muitos asseclas (lembrem-se de que no dia dois são necessários 342 votos para se aprovar a acusação contra o presidente), para não dizer que nunca fez nada pelo trabalhador honesto deste País, está prestes a acabar com a contribuição sindical. Aquela que desconta, em tese, um dia de trabalho, é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para os que não são associados às entidades de classe (é preciso se auditar conselhos também). O País tem 17.082 sindicatos (a Argentina, que não é nenhuma Brastemp, tem 100) e há uma montanha de R$3,6 bilhões destinados aos sindicatos sem fiscalização do TCU. Entre as muitas aberrações, quando o assunto é o aumento da pelegada e seus muitos benefícios, existe um da indústria naval no Amapá e lá nem mar tem. Existe até um sindicato dos representantes sindicais. Verdadeiros pixulecos, protegidos desde sempre por petistas e por parasitas, um acinte à capacidade que ainda temos de reagir a absurdos como estes. Dirigente sindical deveria ser cargo de desprendimento pessoal e o custeio do dirigente ficar por conta do sindicato e da contribuição livre de associados que recebessem algum tipo de contrapartida.