quarta-feira, 26 de julho de 2017

SEM NADA A TEMER

Acho que na história da política mundial, nunca se viu um presidente tão impopular. É o que revela pesquisa feita pela Ipsos Public Affairs, que acaba de sair do forno. O índice de reprovação dos brasileiros ao presidente Michel Temer atingiu o número recorde de 94%. A rejeição é de um ponto porcentual a mais que na pesquisa realizada um mês antes. Segundo o estudo publicado esta semana, Temer consegue ser mais impopular que o deputado cassado e preso Eduardo Cunha, do PMDB-RJ (93%); do que o senador do PSDB-MG Aécio Neves (90%); do que o senador do PMDB-AL Renan Calheiros e do que a ex-presidente Dilma Roussef (empatados com 80%). Na lanterninha dos impopulares vem o senador do PSDB-SP José Serra (75%). O levantamento foi feito na primeira quinzena de julho – com 1.200 entrevistas presenciais em 72 municípios brasileiros – e ocorreu antes do pra lá de impopular aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis. “Identificamos que os efeitos da crise política e da delação premiada de Joesley Batista ainda se mantêm. Esse quadro tende a permanecer nos próximos meses com a pauta do aumento de impostos e do que pode vir por aí”. Num país sério, é, parafraseando Raul Gil, pegar o banquinho e sair de fininho. Resta saber se 'a cúpula' vai deixar.

PANORAMA

INTENÇÃO DE VOTO

Outro dia, falamos, especificamente, das últimas pesquisas Datafolha para as eleições  presidenciais que ocorrem nos dias 02/10 e 30/10 (primeiro e segundo turnos) do ano que vem. E citamos, apenas, os três primeiros colocados, o que deixou alguns um pouco contrariados uma vez que não veem Lula, Bolsonaro e Marina como seus pré-candidatos. Como nos esforçamos para ser os mais justos possível, informamos que no cenário em que os candidatos tucanos são o governador Geraldo Alckimin ou o prefeito João Dória, de São Paulo, o PSDB fica em quarto lugar com 8%. Receberam votos, ainda, Ciro Gomes (5%); Luciana Genro (PSol), Alvaro Dias/Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM) todos com 2% das intenções. Na mesma pesquisa, numa simulação com outros cenários, também aparecem o juiz Sérgio Moro, o ex-ministro, Joaquim Barbosa e o ex-prefeito, Fernando Haddad.

REJEIÇÃO

Já que a justiça é o nosso foco e informar com precisão o nosso dever, devemos fazer outras revelações importantes como, por exemplo, mostrar o aspecto rejeição (aquele em quem não se vota nem amarrado), no primeiro turno, apontado nas pesquisas: Lula, com 46%; Alckimin, 34%; Bolsonaro, 30%; Haddad, 28%; Ciro, 26%; Marina, 25%; Luciana Genro, 24%; Caiado, 23%; Moro, 22%; Eduardo Jorge, 21%; Joaquim Barbosa, 16%. Lembrando que o instituto ouviu 2.771 pessoas nos dias 21 e 23 de junho, estes números são uma amostragem e, principalmente, faltam 14 meses para o dia D quando cerca de 145 milhões de eleitores (53 % mulheres e 47% homens) estarão aptos a participar do processo, votando para presidente, governador, senador (2) e deputados (estadual e federal).

CITY TOUR

Sabe aqueles ônibus que se a gente utiliza no exterior para conhecer as cidades? Geralmente, vermelhos que param em alguns pontos específicos para descer/subir passageiros, permanecendo por lá alguns minutos? Pois é, em Niterói tem uma linha destas, na mesma cor, só que, ao invés de turistas com tempo sobrando, recebem passageiros, em horários de rush, muitas vezes cansados e doidos para chegar em casa, obrigados a ficar esperando os fiscais os liberarem, as lanchas derramarem gente, coisas do tipo. Pior, isto acontece, muitas vezes, em pontos bem próximos uns dos outros, como em frente ao Baymarket e às Barcas.Um doce para quem adivinhar que viação é esta!

PDV

O governo desesperado de Michel Temer - aquele que luta para continuar de pé até o fim do ano que vem - e do cara de paisagem, Henrique Meirelles (sem falar da legião de investigados pela Justiça ao seu lado), após mais uma das muitas covardias, no caso o quase 'libera geral' dos preços com o aumento dos combustíveis, acaba de divulgar outra. Trata-se do Plano de Demissão Voluntária (PDV), que o governo vai continuar incentivando com o propósito de reduzir gastos no serviço público. Algo em torno de R$1 bi por ano a partir de 2018. Num momento de crise como este, qualquer esforço no sentido de diminuir o grande rombo existente seria válido. Isto se o governo não fosse tão perdulário, não distribuísse tantas emendas para comprar parlamentares (segundo a ONG Contas Abertas só em junho foram liberados R$134 milhões para deputados que votaram a favor de Temer na CCJ, podendo chegar a R$1,75 bi), não contratasse tantos apadrinhados no lugar dos que devem aderir ao programa (uma prática comum em todas as esferas), enfim, não alimentasse tanto a corrupção como fazem para ganhar sobrevida. 
Em tempo: É necessário que o trabalhador faça uma análise criteriosa das vantagens e desvantagens do programa oferecido para evitar futuros prejuízos.


JUSTIÇA

Além de reza, no caso do Brasil, muita e muita reza dirigida a todas as matrizes religiosas, nos resta (boa) parte da Justiça para diminuir as muitas desigualdades que vêm sendo cometidas pelos governos e nela nunca devemos deixar de depositar as esperanças. A atuação do juiz Sérgio Moro e tantos outros que procuram seguir seus passos no caminho de amenizar o sofrimento de um povo que, em sua maioria, procura viver dignamente, tem se refletido em várias instâncias. De norte a sul do País. Neste diapasão, o juiz de Brasília, Renato Borelli, determinou que suspendessem o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis - aquele que permitiu um reajuste de R$0,40 no litro - uma vez que em sua ótica o governo não respeitou a noventena (espera de 90 dias para subir impostos), nem editou um projeto de lei considerado ser o instrumento adequado. Sabemos que o peso da máquina é muito grande e a liminar deve ser revertida. No entanto, a atitude do juiz serviu para mostrar que o Estado deve respeitar e ficar atento aos preceitos relacionados aos Direitos Fundamentais inseridos no texto constitucional. Em outras palavras, os contribuintes precisam ser mais respeitados quando são chamados a pagar a conta.

DUPLA INFERNAL

No quadro agonizante que vive o atual governo, onde os índices são cada vez mais baixos (já se aproximam do negativo após o aumento dos combustíveis), temos de reconhecer que Temer-Meirelles vêm se destacando no cenário internacional como a Dupla Infernal. O desemprego não diminui, de fato; a economia continua fria; quase ninguém considera as reformas como sérias; a relação entre a Receita e os contribuintes é conflituosa; o contribuinte é maltratado justamente quando pretende cumprir suas obrigações; se economiza uns tostões e joga-se muito dinheiro pelo ralo, até na burra dos congressistas; existe inflação, basta andar por aí; os escândalos de corrupção não param de surgir; a credibilidade está por um fio, etc. Então podemos dizer que o Brasil vive um de seus maiores infernos. Mas o que esperar de um presidente de um PMDB acostumado a derrubar a tudo e a todos para alcançar o poder e de um ministro da Fazenda que foi presidente dos grupos J&F e JBS, dos irmãos Batista, investigados pela Lava Jato?

GASOLINA BATIZADA

Logo assim que surgiram os primeiros rumores sobre aumento dos combustíveis, a rapaziada de Niterói, que não é boba nem nada, também começou a correr até postos mais atraentes para fazer uma das únicas coisas que pode quando uma nova crise se avizinha: arranjar grana, encher o tanque - ou quase - e sair dali feliz por ter economizado algum. Só que muitos, certamente, nem se lembraram das inspeções feitas pela ANP que, de janeiro a julho, realizou 117 ações de fiscalização gerando 14 autuações, sendo sete por falta de qualidade e três interdições, o que deveria tê-los obrigado a recorrer a estabelecimentos, digamos, mais confiáveis (se bem que a bandeira hoje seja sinal de confiabilidade). Coincidência ou não, do corre-corre desmedido, mais uma vez causado por governos ilegítimos, é que tem sido frequente motoristas chegarem às oficinas com problemas no motor, defeitos nos cabeçotes, válvulas de ignição e nos sensores que indicam problemas na injeção do veículo. Um novo prejuízo somado aos muitos provocados pelos governos e seus corruptos representantes cujo slogan tem sido 'meu pirão primeiro' e 'dane-se o carro, só ando em oficial...'

VAI TRABALHAR

O governo trapalhão - e mais enrolado da história da república (caixa alta só quando proclamada de verdade) - de Temer e seus muitos asseclas (lembrem-se de que no dia dois são necessários 342 votos para se aprovar a acusação contra o presidente), para não dizer que nunca fez nada pelo trabalhador honesto deste País, está prestes a acabar com a contribuição sindical. Aquela que desconta, em tese, um dia de trabalho, é obrigatório e vale tanto para os empregados sindicalizados quanto para os que não são associados às entidades de classe (é preciso se auditar conselhos também). O País tem 17.082 sindicatos (a Argentina, que não é nenhuma Brastemp, tem 100) e há uma montanha de R$3,6 bilhões destinados aos sindicatos sem fiscalização do TCU. Entre as muitas aberrações, quando o assunto é o aumento da pelegada e seus muitos benefícios, existe um da indústria naval no Amapá e lá nem mar tem. Existe até um sindicato dos representantes sindicais. Verdadeiros pixulecos, protegidos desde sempre por petistas e por parasitas, um acinte à capacidade que ainda temos de reagir a absurdos como estes. Dirigente sindical deveria ser cargo de desprendimento pessoal e o custeio do dirigente ficar por conta do sindicato e da contribuição livre de associados que recebessem algum tipo de contrapartida.

FIM DE LULA

Embora algumas pesquisas de opinião apontem para uma provável vitória do ex-presidente Lula, nas eleições do ano que vem - e num segundo turno, contra Bolsonaro, Marina, Alckmin (ou será Dória Trump?) Ciro, Moro, Joaquim Barbosa, Álvaro Dias (ou Eduardo Jorge?) ou contra o número de indecisos ou de votos brancos nulos ou abstenções como se prevê baseados nos últimos resultados - a verdade verdadeira, não aquela do pretenso e corrupto candidato corrupto, menos ainda da galera do esperneio leviano do Congresso Nacional, é que o mentiroso, dono do tríplex, de um fortuna até o momento incalculável (e "pegável'" pela Justiça) tem poucas chances de passar pelo crivo isento e não corporativista do Ficha Limpa e chegar lá. Por mais que gritem Gleise, Lindbergh, Vanessa e Bezerra, aliás, bom cabrito não berra, "o cara", capaz até de jogar a culpa na falecida se preciso for, muito dificilmente será candidato ou, vencedor, empossado por um TSE que, para desgraça de uma maioria que, como nós, não concorda com alguns de seus métodos de trabalho e de interpretação, ainda terá Gilmar Mendes à frente (o impoluto fica até fevereiro de 2018). Mas poderá não ser a Justiça, em sua plenitude e prerrogativa, a determinar, simplesmente, sua derrota e posterior impossibilidade de voltar a ocupar o cargo mais importante do País, e sim uma voz uníssona das ruas, a pressão das redes sociais e, quem sabe, das redações de jornais ainda livres, alguns nem TANTO, a dizer que lugar de ladrão é na cadeia, claro, depois de ter direitos políticos cassados e o dinheiro roubado, se for o caso (e acreditamos que tenham sido muitos milhões de reais). Mesmo, sem ajudinhas externas de gente com rabo preso. Especulação, madame Kissalah, búzios, cartomancia, previsões astrológicas, torcida por este ou aquele partido, ciência política daquelas encomendadas, experts parlapatões? Nada disso! O fato é que o Partido dos Trabalhadores (PT) tá mais sujo que pau de galinheiro e Lula, podemos dizer, é o próprio galinheiro onde a sujeira deixada por eles só pode ser limpa - e retirada debaixo dos muitos tapetes - a partir de 2018 por eleitores que queiram um País mais justo e para todos. De verdade.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

"Disseram que ele não vinha, olha ele aí"...

FOME ZERO

Um absurdo o que o juiz Sérgio Moro fez com o ex-presidente Lula, bloqueando 'seus' 606 mil reais da conta-corrente. Se levarmos em consideração que quase todo mundo tem isto nos bancos, pois vive-se num país rico e justo, principalmente depois das gestões do PT, Moro pratica uma arbitrariedade contra o "Pai dos Pobres" que, agora, deve viver à mingua sem seu rico dinheirinho. Por isto, para que o juiz repare o erro que cometeu, seria mais prudente mandar o chefe da organização criminosa logo pra prisão para que, pelo menos, não passe fome nem tenha as demais preocupações da maioria do povo como pagar impostos (aluguel, comida, modelo precário que temos nos transportes, saúde, segurança, educação), o que ele não poderá fazer já que o juiz vem lhe congelando todas as contas, inclusive  pagamentos de previdência como o BrasilPrev, do Banco do Brasil, num total de R$ 9 milhões: R$ 7,19 milhões do plano empresarial de previdência privada da empresa de palestras de Lula, a LILS, e mais R$ 1,84 milhões do plano individual do líder petista. O que, certamente, vem lhe tirando o sono e o sonho de 2018.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

PARTIDO DE GALLO

Gostem ou não alguns, aceitem ou não outros, mas a verdade é que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal segunda-feira (17) para prestigiar a entrada do vereador licenciado, Gallo de Freitas (hoje à frente da Secretaria de Esporte e Lazer) no Partido Popular Socialista (PPS). O que, por si só, gerou um grande acontecimento na política local, porque sua vasta experiência parlamentar (são sete mandatos e ninguém que não seja bom dura tanto) e até como gestor, - já que ocupou outros cargos em administrações anteriores - só engrandece o partido e, consequentemente, pode trazer ainda mais benefícios para Niterói sem falar que o PPS é presidido por outro filho da terra, o deputado e vice-prefeito, Comte Bittencourt, companheiro desde os tempos do Colégio Plínio Leite e de Câmara Municipal onde estudaram e atuaram e que, aliás, pode ter contribuído para selar a união das 'velhas raposas'. Se vem mais coisa por aí, além do fortalecimento do PPS e dos dois como legítimos representantes da política local e estadual, só o tempo vai revelar. Quem sabe ano que vem? Quem sabe?

OS PRÍNCIPES

Maquiavel, entre outras coisas, ensina que na política vale tudo para O Príncipe. Conspiração, traição, roubo, mentira, negociata, etc. Tudo, mesmo. No caso do Brasil, onde tem-se dois príncipes, de fato e de direito, e milhares de ladrões, a maioria ainda solta e 'mandando por aí', é público e notório que a luta de um é para não sair e do outro para entrar. Almoços, jantares e outros encontros à parte, tudo indica que o presidente da República, Michel Temer e o da Câmara, Rodrigo Maia - que assume caso a pule de dez e a maioria das previsões se confirmem, levando as denúncias do Procurador Geral, Rodrigo Janot, ao STF e ao posterior afastamento -vêm se digladiando às claras ( basta ficar perto dele para ouvir) e muito mais às escondidas como é praxe na política tupiniquim. E como Brasília não para, nem durante o recesso parlamentar, é só aguardar mais um pouco para que mais sujeiras apareçam encima e em cima dos tapetes e o dia D chegue para que o Brasil pare de sangrar.

INJUSTIÇAS

Parte da Imprensa e da população impiedosa e revoltada pelas muitas injustiças praticadas pela classe desclassificada de políticos, vem caindo de pau em dois políticos de peso do Estado do Rio de Janeiro (Cabral é hors concours e, preso, ninguém, por enquanto, teme - eu falei, TEME e não TEMER). A primeira a apanhar foi Rosinha Garotinho, ex-governadora, por estar vendendo produtos de beleza no seu Facebook (entre as pechinchas há desde redutor de gordura localizada até perfumes variados). O segundo foi o governador licenciado Pezão, flagrado num refinadíssimo Spa em Penedo, distrito localizado no sul fluminense. Sem entrar no mérito, se as atitudes fazem parte de caôs ou não, o que acontece é que os servidores e a população do Estado vêm sofrendo as agruras de governos desastrosos que roubaram muito, muito mais do que realizaram como melhorias na qualidade de vida do cidadão fluminense. Sendo assim, doenças, necessidades financeiras ou quaisquer outros motivos para os dois fazerem o que estão fazendo, não justificam injustiças maiores praticadas por eles e outros que são eleitos para cumprir promessas e, ao contrário, permitem a quebradeira que, hoje, todos vivemos.

SOS NITERÓI

Sem trocadilho, mesmo porque com coisa séria não se brinca, mas a criminalidade vem 'roubando' a tranquilidade de todos nós. A coisa tá tão feia, tão calamitosa na terra do bravo Arariboia (aquele que expulsou os inimigos) que não se tem mais nem hora, nem local para se tentar sair de casa sem ser invadido pelo medo, pela insegurança e ter pertences levados, quiçá a própria vida. A política de segurança pública, aquela que deveria nos defender, não tem dado muito certo no País como um todo e, em particular, no Rio de Janeiro que vem registrando um número recorde de, por exemplo, homicídios até de policiais, exatamente, os responsáveis diretos da segurança de todos. Aí, já viu, né...se estão conseguindo romper a malha protetora das sociedade, o que dirá de nós, desarmados e reféns de um criminalidade sem precedentes na história do Rio?

PAÍS DAS REFORMAS ERRADAS

Enquanto não se sanciona a lei que muda parte da CLT e outras reformas não vêm, como a mais injusta delas, a Previdenciária que vai, sim, retirar direitos adquiridos pelos trabalhadores, ficamos no aguardo da Reforma Política que pode(ria) acabar com mais uma daquelas formas vis de se conseguir um intento - geralmente imoral - através do Congresso Nacional: as emendas parlamentares e os demais benefícios oferecidos através dos "pacotes de bondades". É que a forma como são distribuídos, geralmente para beneficiar quem interessa aos governos, em todas as instâncias (vereadores, deputados e senadores já se acostumaram ao toma lá dá cá), faz parte das discussões sobre o que pode(ria) mudar para dar mais transparência à política. Se bem que, em muitos aspectos, vive-se no Mundo de Bobby onde a realidade é bem diferente do que quer o atual corporativismo que defende, por exemplo, a lista fechada para 2018. E o jogo duplo das ameaças, do pé em cada canoa e os muitos benefícios para quem foi eleito e se acha no direito de se considerar acima do bem e do mal. Pior, patrões do eleitor, do contribuinte, do cidadão que pode(ria) dar o troco ano que vem.

DURO COMO PEDRA

Quando se pensa em roubo, mentiras, decisões judiciais e até eleições, logo nos vem à cabeça as figuras do bandido e do mocinho, no caso, Lula e Sérgio Moro. Isto porque o juiz paranaense e sua valorosa equipe na Lava Jato (pelo menos aquela que ainda deve sobreviver até a chegada da nova chefe da PGR) acabam de condenar o ex-presidente Lula a nove anos e meio pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao tríplex do balneário de Guarujá. Mas e aí, ele poderá ou não ser candidato? Se depender do juiz paranaense, NÃO. IPIS LITTERIS da sentença: “Em decorrência da condenação pelo crime de lavagem, decreto, com base no art. 7º, II, da Lei nº 9.613/1998, a interdição de José Adelmário Pinheiro Filho e Luiz Inácio Lula da Silva, para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade.”

NO MEIO DO CAMINHO

Em por falar em pesquisas para presidência da República 2018, como aquelas que apontam Lula em primeiro (na do Datafolha ele aparece com 30% das intenções de voto, seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 16%, e Marina Silva (Rede-AC), com 15%), não se pode esquecer que o País vive um verdadeiro caos político, repleto de indefinições e que, portanto, muita água ainda vai rolar por baixo da ponte. Nem do que escreveu Drummond de Andrade:
"No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra...

342, AGORA

Embora não seja artista, tampouco um pretenso intelectual, também fiz questão de gravar um videozinho sobre o 342, Agora! o qual fiz questão de enviar, via whatsapp, para os amigos mais chegados nos diversos grupos. Fi-lo por que qui-lo, diria o moribundo presidente Temer, por entender que a hora é essa para se fazer pressão sobre o mínimo de deputados federais necessários que devem votar a favor da denúncia contra o presidente para que ele seja afastado e o processo encaminhado ao STF o que pode acontecer já no próximo dia dois (após uma das merecidas férias que mais nenhum 'trabalhador brasileiro tem). E uma das formas é no site 342agora.org.br que, além do placar virtual das intenções de voto, há uma sessão com os contatos dos parlamentares para que o cidadão e a cidadã possam fazê-lo. Nada mais justo e participativo, haja vista estarmos tentando virar (rasgar, impossível) as páginas mais tristes da história nacional e dar a cara do presidente pra bater é uma delas. Afinal, quem não deve não Temer.


ROUBA MAS FAZ

Embora esteja associado ao ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf - o mesmo que a Justiça francesa quer ver atrás das grades por lavagem de dinheiro -, o bordão vem da década de 50 do século passado quando cabos eleitorais de Adhemar de Barros o repetiam para neutralizar adversários que o acusavam de ladrão. Mas parece que continua vivo até hoje em se tratando de política nacional, pois o ex-presidente Lula continua liderando as intenções de voto para as eleições do ano que vem numa demonstração que, mesmo tendo implantado o maior projeto criminoso de poder e de desvio de recursos públicos, ele, se depender da maioria dos entrevistados, pode ter mais uma chance para mentir, fantasiar, ajudar os 'cumpanhero" e, principalmente, aumentar seu patrimônio e o de sua família.

ESPERANÇA: A ÚLTIMA QUE MORRE

São tantos os problemas advindos da velha politica nacional, aquela que se lixa para os trabalhadores, fazendo reformas vis e injustas para tungar os direitos e "os dinheiros' de todos nós, que não sei nem por onde começar, no artigo de hoje, para esculhambar com essa tchurma de aproveitadores. E de ladrões. Mas vamos por partes, diria um velho e experiente médico legista, que bem poderia ser chamado para  fazer um procedimento que consiste em examinar um cadáver para determinar a causa e modo de morte e avaliar qualquer doença ou ferimento que possa estar presente. No caso, Temer, seu governo e toda a corrupção que nos circunda, a todo momento e nas mais variadas correntes de opinião pública, tal qual um carcinoma destruindo todas as células da sociedade brasileira e faz sangrar nossa economia, nossa esperança e nossa qualidade de vida ( a propósito, sua vida melhorou? os produtos estão mais baratos? quantas pessoas você conhece que (re)ingressaram no mercado de trabalho?) Basta se olhar para o cenário do Brasil, aquele de dois presidentes, um que luta para ficar e um que luta para entrar; aquele que diz ter realizado pesquisas de opinião - no caso o Datafolha -  para as eleições presidenciais do ano que vem onde  Lula aparece com 30%, Bolsonaro com 16% e Marina com 15%, só para citar os três primeiros; aquele ( ou aquilo?) como o Congresso Nacional ávido por emendas ou votações que possam representar a continuidade do processo de denúncias contra Michel Temer, pela Procuradoria Geral da República (vulgo PGR e prestes a se tornar engavetador por alguém escolhido por ele mesmo tendo ficado em segundo); da compra de votos na Comissão de Constituição e Justiça(CCJ) da Câmara para barrar a abertura da investigação contra o presidente (foram, e continuam sendo repassados, bilhões de reais a título de liberação de verbas a parlamentares 'aliados'); das muitas reformas feitas, às carreiras, para, pretensamente, melhorar a vida de milhões de brasileiros e brasileiras, para se comprovar que estamos no fundo do poço. Que estamos mergulhados numa crise, sem precedentes, provocada, principalmente, pelo projeto do Partido dos Trabalhadores (PT), com o apoio incondicional, até certo ponto, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do PC do B (quem diria, hein?) e outros puxadinhos que, agora, não aceitam ser chamados assim mas que tanto mal fizeram ao País, E que, claro, precisamos, urgentemente, aniquilar a sub-raça chamada maioria política, apoiar a chamada minoria política que ainda tem coragem e virar as páginas tristes escritas por gente cujo propósito principal é a lei de Gérson (leve vantagem em tudo você também, certo!), libertando a esperança, única coisa boa que resta na Caixa de Pandora e que continua refém dos ladrões da república. Mas para isto, precisamos ficar vigilantes, nas urnas,nas ruas e em movimentos como o 342, agora!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

OLHO VIVO SEMPRE

O Banco Bradesco pode, até, cobrar altas taxas pelos serviços prestados - bons ou maus -, mas nunca ia enviar emails, principalmente, assim (tem muita gente que ainda cai):
Olá cliente,
B r a d e s c oObrigado por usar o Bradesco. Sinto informa que sua conta corrente/ poupança sera suspensa por não cumprir com nosso termos e condições.
Os motivos são: dados cadastrais desatualizados, cartão de segurança online fora de sincronia com o banco.

Para evita esta suspensão será necessário atualiza seus dados, Por favor faça a atualização de dados através do endereço baixo.
Atenciosamente,
Banco BRADESCO. 




Atualiza dados agora <<<<<<<<<<<<<

Vem acompanhado de código de barras e um link que te leva ao inferno se você clicar (página fake do banco)


PRA COMEÇAR A SEMANA

"O homem que nunca muda de opinião é como as águas estagnadas, e gera répteis mentais.”
(William Blake)
Mas também não é preciso se mudar tão rápido 'de lado' de quatro em quatro anos...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

VOTO DE ALERTA

Ao acompanhar alguns resultados de pesquisas com intenção de voto para presidente, fica claro que a maioria da população quer, sim, partir pra "porrada, pra bomba, pro tiro". Ir pra guerra, mesmo, pois não aguenta mais os discursos ideológicos, o politicamente correto, os mimimis que só fazem aumentar a violência, proteger os direitos de quem não é humano e os corruptos que tanto mal vêm fazendo a Nação sem punições compatíveis que incluam prisões e penas severas e duradouras . Por isto, em várias delas, o deputado federal Jair Bolsonaro, o 'capitão nióbio, o bronco, homofóbico, ditador (algumas das tentativas de esquerdopatas, da esquerda caviar, dos intelectuais, dos artistas moderninhos que usam as redes e da pseudosocial democracia brasileira - parte do PSDB, inclusive, que, a exemplo do PMDB, aprendeu a ficar no muro - para desqualificar quem fala a linguagem popular de maneira objetiva e sem rodeios) tem aparecido em primeiro lugar com relativa vantagem, (o agora condenado, Lula da Silva, vem em segundo), mostrando, entre outras coisas, que é preciso se fazer algo radical no combate à criminalidade e na melhora da economia pois como dizem alguns experts uma não existe sem a outra. Se Bolsonaro terá o apoio necessário para chegar ao menos no segundo turno (no Brasil vive-se sob a influência partidária e de outras máfias para ser candidato de fato) não sabemos. Mas de uma coisa temos convicção: a população não quer mais desarmamento do cidadão de bem enquanto o bandido mata com armas cada vez mais poderosas crianças até no útero materno; políticos que roubam pra todo mundo ver cumprindo suas penas em casa até sem tornozeleiras eletrônicas; facções criminosas fazendo grandes fusões "empresariais" do tipo o PCC larga o CV para se aliar ao ADA enquanto as Forças Armadas  têm seus recursos reduzidos; regalias cada vez maiores para quem mata em casa, no trânsito, no comércio, nos hospitais, nas empresas, nas escolas, nas ruas, etc. E, pela tendência deste eleitorado, que Bolsonaro tem munição e voto para brigar em 2018 com qualquer um (inclusive criminosos que se apresentem) isto tá cada vez mais flagrante.


LULA FICHA SUJA

Após as primeiras condenações de Lula, a Justiça, agora, tem de frear a possibilidade, por mais remota que seja, dele poder se candidatar ano que vem. Senão, o Brasil vai continuar sendo ridicularizado, confirmando para o mundo a máxima de não ser mesmo um país sério pois não teria cabimento alguém fazer, durante o exercício do mais alto cargo da República, durante oito anos,  fazer o que ele fez e ter nova chance. Caso isso aconteça, com os processos não avançando por todas as instâncias, pelo menos que fique claro que ele, além de ser corrupto, mentiroso, cara de pau e antipatriota é Ficha Suja e não merece nem mais participar de um processo eleitoral que começa a mostrar uma pequena reação favorável que retire direitos de políticos como ele que expressa a o perfil da grande maioria dos deputados e senadores brasileiros. 

UM BRASIL DIFERENTE EM 2018. SERÁ?

Dependendo do que ocorra nos próximos dias, onde deputados e senadores poderão definir se o presidente Michel Temer sai, continua no Palácio, praticando seus suntuosos crimes à luz do dia e, secretamente no Torto, à noite, recebendo 'amigos e sócios' para discutir valores (não éticos, tampouco morais como deveria ser obrigação de todo homem e mulher de vida pública), o STF o puna de maneira mais severa - o que no íntimo eu e a torcida do Flamengo duvidamos - ou se proíbe a assunção de outros envolvidos na Lava Jato, como os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Eunício de Oliveira, fazendo com que a presidente daquela Corte, Carmem Lúcia, assuma, interinamente, até novas eleições serem realizadas, de maneira indireta, por deputados - outra aberração deste nosso Código Eleitoral cheio de vícios, dispositivos ultrapassados e prejudiciais à democracia - ou mesmo boa parte da voz rouca das ruas  e advinda das redes seja atendida, mudando a Constituição de forma a permitir eleições gerais - o que eu e a torcida do Corínthians também duvidamos -, a rejeição popular pela classe política pode ou não aumentar. Estamos há 15 meses do próximo pleito que, se tudo continuar como dantes - com ou sem quarteis, como o de Abrantes, que fique claro- irá definir quem serão os próximos a se beneficiar da boa fé do povo brasileiro e se apropriar de tudo que um presidente, um vice (nunca esta figura valeu tanto), um governador, um senador, um deputado estadual e um deputado federal têm "direito", isto é, a fazer muito pouco para que o País seja mais justo e a política não seja instrumento para apropriações indébitas, não cumprimento de promessas de campanha e, principalmente, um meio de se roubar a esperança e o sonho de milhões de pessoas. Entretanto, independente do que vão fazer, nos próximos dias, os deputados federais (Temer precisa de 172 votos para barrar a denúncia da PGR), os movimentos voltados para mostrar contrariedade, principalmente, às práticas dos congressistas e suas muitas benesses, incompatíveis com a realidade brasileira, têm de continuar, bem como as operações que pretendem impedir a continuidade de uma justiça que contemple, muito mais, quem é branco, rico, 'intelectual' ou amigo de políticos corporativistas, com foros privilegiados ou que, ano que vem, pertençam a listas fechadas e continuem a fazer tanto mal a Nação. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

O país da ingovernabilidade total, em pouco tempo, vai gritar: FORA, MAIA!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

UM PAÍS CHAMADO BRASIL

Pense num país que tem um médico condenado a 181 anos de prisão, por 48 estupros de 37 pacientes, com o direito de cumprir prisão num prédio de luxo em São Paulo porque uma juíza considerou que as condições de saúde dele pioraram e o sistema prisional não teria condições de oferecer tratamento adequado (o sistema brasileiro conta hoje com aproximadamente 720 mil detentos, sendo muitos com doenças graves tendo que se submeter ao tratamento nas próprias instituições). Pense num senador, suspeito de cometer vários crimes, além de flagrante falta de decoro parlamentar por pedir dinheiro 'emprestado' a empresário criminoso e a falar, até, na morte de parente caso o delatasse, voltando a exercer atividades de seu mandato e ter restabelecidos todos os direitos, pois um ministro do Supremo Tribunal Federal considerou que a defesa tem razão a dizer que ele foi vítima de trama ardilosa e que a medida anterior proferida por um outro ministro, do mesmo tribunal que havia determinado afastamento e prisão do senador, "criaria uma perigosíssima jurisprudência e afetaria o equilíbrio e a independência entre os Três Poderes". E por falar em STF, pense num guardião da Constituição, cujos ministros são nomeados por presidentes da República, julgando estes próprios presidentes e cometendo tantos 'equívocos' como os dos últimos meses. E num Tribunal Superior Eleitoral que, mesmo com provas de incontestes de abuso de poder político e econômico, absolve a chapa que elegeu uma presidente, já afastada definitivamente por impeachment e um atual mandatário que, agora, comete outros muitos abusos e continua no poder. Pense, também, num país cuja Justiça é dividida a ponto de quase sempre favorecer e proteger o criminoso, mandando uma polícia prender e um alvará soltar. E por falar em polícia, pense numa corporação que tem profissionais entregando os próprios colegas para os marginais, matando, roubando e misturando droga apreendida, para fazê-la circular. Pense numa carga tributária, considerada das mais altas do planeta, sendo revertida para a corrupção de políticos e empresários, ao invés de melhorar a educação, a saúde, os transportes, os salários e a segurança de sua gente. Pense em verbas públicas destinadas à merenda (muitas vezes de péssima qualidade) e transportes escolares , à compra de medicamentos para doentes terminais ou que necessitam de tratamento específico, como recém-nascidos com doenças raras e à infraestrutura que inclui estradas, hospitais e escolas, todas sendo desviadas para alimentar a fome insaciável de seres cujo objetivo é um poder vindo do sofrimento de mais de 200 milhões de pessoas. Finalmente, pense numa república que tem como fundamentos a cidadania, a soberania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político e como objetivos principais construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação permitindo que um Congresso, constituído por 'representantes do povo', desempenhe papel contrário e continue impune, imune e, ainda, com foro privilegiado. Pois, é. Este país existe, com muito mais problemas, equívocos, injustiças e dinheiro roubado. Este país tem nome. Este país chama-se Brasil.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Cheira a novo golpe dizer que a Justiça, principalmente, a Lava Jato, que vem atrapalhando a economia. O problema está na corrupção, nos políticos.

sábado, 1 de julho de 2017

TEMER RENUNCIA


SEM DÚVIDA

Alguém pode acreditar numa Comissão de Ética que arquiva, sumária e arbitrariamente, um pedido de cassação de um senador denunciado por crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça que o país todo viu? Alguém, em sã consciência, pode engolir a justificativa de seu presidente que alega 'falta de elementos convincentes para se processar um senador, eleito por milhões de votos, injustiçado com uma grande armação'? Alguém, que não se deixe levar pela emoção dos interesses político-partidários - e outros também -, pode dizer que não está em curso um ACORDÃO para livrar a cara de envolvidos na Lava Jato, de quase todos os partidos, mais sujos do que todo um galinheiro? Alguém pode confiar numa Justiça que nomeia os julgadores de julgados indicados por eles? Finalmente, pode-se dormir tranquilo num país que, na maioria das vezes - quase sempre SÓ -, pune com muito mais rigor e rapidez pobres e negros? Será que alguém ainda tem esperança por dias melhores? Será?



TERROR EM NITERÓI

A marginalidade tem tomado conta das ruas de Niterói, como vêm mostrando os noticiários dos últimos dias. Os fora da lei, isto é, aqueles que alguns consideram à margem da sociedade, sem oportunidades e outros, na verdade uma maioria cada vez mais expressiva, chama de vagabundos, capazes de tudo e que, portanto, merecem penas, igualmente, expressivas, vêm levando terror aos moradores de todos os bairros, sem dó nem piedade, confirmando que estamos à mercê de todo tipo de crime e, pelas estatísticas apresentadas, com pouca proteção em se tratando da prevenção e ação rápida dos agentes da lei e da publicidade institucional que fala em câmeras e uma guarda municipal preparadas e espalhadas em quase todos os principais pontos de maior concentração. Como nas ruas Moreira César e  Mariz e Barros, em Icaraí, onde só esta semana foram pelo menos três episódios de pânico e covardia provocados por uma bandidagem cada vez mais certa de bons resultados - para ela - e de uma impunidade sem fim. O caso da jovem Mariana, baleada na noite desta quinta-feira, durante tentativa de assalto a uma mercearia, mostra que estamos todos encurralados e que o melhor a fazer é ficar 'preso' dentro de casa. 

SEM VERGONHA

A atitude de Marco Aurélio de Mello, ministro do STF, de  devolver ao senador Aécio Neves, com todas as suas - de ambos - prerrogativas, benesses e onis (presença, ciência e potência), depois das muitas provas incontestes de que havia, no mínimo, algo estranho e errado, aliás, muito estranho, só comprova que há, mesmo, um grande acordo em curso no País para se desmoralizar as tentativas de diminuir a corrupção institucionalizada, como a maior delas, a Lava Jato e, claro, proteger as muitas malas de dinheiro que circulam por aí para comprar mais poder, casas, apartamentos, joias, carros de luxo, moedas estrangeiras e ainda pagar escritórios renomados de advocacia, de advogados sem escrúpulos e dispostos a defender algo que, normalmente, seria pouco provável se não existisse, por trás, Tribunais Superiores a lhes dar guarida com teses cada vez mais absurdas, arrogantes e que, a cada dia, zombam de todos nós como se não pudéssemos discernir o que é propina, mesada e dinheiro pra pagar advogado do que é legal, direito e decoro parlamentar. Triste de um País que tem os representantes do povo a roubar e a trabalhar contra ele. Triste de um País, cujos guardiões da Constituição e da Democracia ainda protegem essa gente. Triste de um País chamado Brasil.

SEIS POR MAIA DÚZIA

Além da crise que é grave e todos querem saber quando - e se - passa, outra questão que não sai da cabeça de boa parte de brasileiros e brasileiras: e se o Temer cair? A possibilidade de o presidente, que assumiu após um impeachment muito mais político do que por problemas financeiros, por exemplo, (não que o País estivesse vivendo num mar de rosas, como num mosteiro beneditino e erros gravíssimos não tenham ocorrido, aos montes, provocados pelo projeto de poder), sofrer o mesmo destino de sua antecessora e ex-aliada é tão real e possível quanto a de que a corrupção não acabará nunca no Brasil e no mundo. Ela é inerente ao ser. Pelo menos à maioria constituída de pessoas sem escrúpulos e, principalmente, contaminadas que se deixam levar, desde seu surgimento, pelos pecados originais, que explicam a origem das imperfeição humana e pelos capitais como a soberba, a avareza, a soberba, a avareza, a luxúria, a inveja a gula, a ira, a preguiça, a heresia e a mentira que, aliás, e por isto, costumam infestar os meios políticos do Brasil. Mas, vamos aos fatos. Segundo a Constituição Federal, com a queda do peemedebista, quem assumirá(ia) o cargo interinamente será(ia) o presidente da Câmara dos Deputados (se a Lava Jato não atrapalhar seus planos), Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ou seja, uma autêntica mudança de seis por MAIA dúzia, mesmo que durante pouco tempo pois o 'cara' representa o mesmo, as velhas práticas de salvar o que interessa, o corporativismo, deixando o público desculpem o termo, na privada. Como o "Brasil não pode parar', dizem os experts em economiques - e politicagem, o então 'presidente' terá(ia) até 30 dias para desorganizar as Casas, ops, promover eleições no balcão, digo, no Congresso Nacional para presidente e vice onde os 'eleitores' serão(iam) os 513 deputados e 81 senadores, ou seja, grande parte da escória que provocou a derrocada do País e a possível derrubada de Dilma e Temer. Detalhe: se nada mudar - sabe como é, eles costumam mudar tudo a seu bel-prazer - só poderá (ia) participar da armação, ato falho de novo, do pleito, brasileiros com mais de 35 anos, filiados a partidos políticos e que não estejam enquadrados em qualquer uma das restrições da Lei de Ficha Limpa. Há, ainda, a alternativa de a presidência da República provisória, até a escolha de alguém para ficar até o fim da atual gestão, cair nas mãos da ministra Cármem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), caso Rodrigo Maia, primeiro na linha sucessória e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), segundo na mesma linha - torta, é bem verdade - sejam (fossem) impedidos de assumir o cargo. Finalmente, no dia 02/10/2018, vislumbrar-se-á um mundo lindo e maravilhoso com gente nova, sangue novo e uma forma de fazer política bem diferente de hoje (claro, se a população para de sonhar e de querer levar vantagem em tudo, certo?). Como se vê, é o mais puro samba do afrodescendente com problemas mentais. Se ficar o bicho pega...Faltando pouco para alguns dos desfechos imaginados, inclusive pela Justiça e por anarquistas, graças ao seus muitos deuses, nós, os simples mortais, que pagamos a mais alta taxa tributária - talvez, desigual - do planeta e votamos em urnas eletrônicas abominadas por outros tantos, ficamos na expectativa de ver, quem sabe um dia, mudanças que permitam dias melhores e um Brasil verdadeiramente de todos.



domingo, 25 de junho de 2017

INIMIGO DO PÚBLICO

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., - que deve ter sido colocado lá por políticos corruptos e safados -  chamou os funcionários da estatal de “vagabundos”, de acordo com um áudio vazado (atenção você aí que faz coisa errada pois as gravações e delações estão na moda) de uma reunião da companhia. “São 40% de cara que é inútil [sic], não serve para nada, ganhando uma gratificação, um telefone, uma vaga de garagem, uma secretária. Vocês me perdoem. A sociedade não pode pagar por vagabundo, em particular, no serviço público”, diz Ferreira no áudio. Palmas pra ele se todo seu entorno, ou seja, aquele em que ele está inserido, predominassem a ética, a transparência, a lisura e a defesa do interesse público. Mas, não, pelo contrário. Em nome do objetivo de se realizar um plano de reestruturação que visa cortar custos, reduzindo o quadro de funcionários, vantagens e outras despesas para se atingir uma economia, essa gente, detentora de algum poder, elimina, sim, pessoas que não lhe interessam e colocam outros, geralmente, apaniguados e corruptos, em seus lugares para 'mamar', se dar bem, empinar os narizes e, claro, salvar o seu pirão. Aliás, como acontece em, praticamente, todo o serviço público instalado por aí... 


PRA COMEÇAR A SEMANA

Alguém pode acreditar numa Comissão de Ética que arquiva, sumária e arbitrariamente, um pedido de cassação de um senador denunciado por crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça que o país todo viu? Alguém, em sã consciência, pode engolir a justificativa de seu presidente que alega 'falta de elementos convincentes para se processar um senador, eleito por milhões de votos, injustiçado com uma grande armação'? Alguém, que não se deixe levar pela emoção dos interesses político-partidários - e outros também -, pode dizer que não está em curso um ACORDÃO para livrar a cara de envolvidos na Lava Jato, de quase todos os partidos, mais sujos do que todo um galinheiro?

EM QUISSAMÃ

Ninguém me falou, não. Eu ouvi, na sessão da última terça-feira (20), o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) dizer que visitou vários municípios produtores de petróleo, na Bacia de Campos, que estão atravessando 'uma situação muito difícil por causa da queda de arrecadação de royalties'. Em sua fala, citou Quissamã que 'acaba de perder R$80 milhões, pois dos R240 mi vai ficar com apenas R$160 milhões'. Lopes falou. Eu ouvi.

UMA MÃO (SUJA) LAVA A OUTRA

Tem gente que nega, mas a verdade é que o Brasil começa a viver sua mais terrível crise institucional. Os defensores dos poderes da República, que adoram dizer que as instituições funcionam, plenamente, deveriam rever seus discursos - cada vez mais vazios e injustificáveis- e reconhecer que Executivo, Legislativo e Judiciário viraram uma Torre de Babel, onde cada um fala o que quer e, pior, uma autêntica casa da mãe Joana, onde cada um faz o que quer. Muito mais perigoso, ainda, é que os únicos a sofrerem com a balbúrdia instalada em Brasília continuam sendo a verdadeira razão para a existência de mecanismos ou estruturas de ordem social, isto é, os mais de 200 milhões de infelizes brasileiros e brasileiras obrigados a cumprir inúmeras leis (de fato, somos o País das leis feitas para não serem cumpridas e da lei de Gérson), pagar a mais alta carga tributária do planeta, assistir a farra com o dinheiro público, inclusive a sustentar as caríssimas instituições "republicanas', e não verem, sequer, luz no fim do túnel uma vez que elas que deveriam dar o exemplo, fazendo valer suas prerrogativas - e obrigações -, não o fazem pois uma parece estar se lixando pra outra e que só serve para alimentar vaidades. Sem falar nas gargalhadas de um Gilmar Mendes, nos deboches de Lula e Temer em relação à Lava Jato e nas engasgadas e cara de bolacha de Rodrigo Maia, todas a sentenciar que a Justiça não é pra todos. Para dar alguns exemplos recentes de que o presidente francês Charles de Gaulle – 1959 a 1969 – tinha razão quando disse le Brésil n’est pas un pays serieux – O Brasil não é um país sério, é que medidas cautelares expedidas pelo STF têm sido descumpridas. Como duas que determinavam o afastamento do senador Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional, em dezembro do ano passado e, agora, de Aécio Neves das atividades parlamentares, ambas ignoradas. Sem falar nas 80 e tantas perguntas relacionadas ao inquérito que trata das delações premiadas feitas por executivos da empresa JBS, encaminhadas pela PF ao presidente Michel Temer, as quais mandou dizer que não responderia nenhuma e as decisões do MPF, de Rodrigo Janot que podem seguir o mesmo caminho. Como sou do tempo em que deixar de cumprir uma decisão judicial ERA crime de desobediência ou golpe de Estado, fico imaginando o que mais falta para que a assintonia e de independência entre os poderes se torne mais corriqueira e oficialize, de vez, o você manda e eu desobedeço. Caso isto aconteça (cesse) poderá(ria) chegar o dia em que a bandeira nacional será(ria) queimada na Praça dos Três Poderes e o hino substituído pela música de Cazuza, "O Tempo Não Para" que diz: “A tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos… eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não para, não para, não para não”. Ainda bem que na Caixa de Pandora, chamada poderes da república (caixa alta só quando ela for proclamada), ainda resta a esperança, última a morrer.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

Afinal: qual quadrilheiro tem mais razão?Michel Temer, Wesley Batista ou Lula da Silva?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TRIBUNAIS DISTINTOS

Pergunta curta e grossa: pode-se confiar, com os olhos fechados, num tribunal de justiça, composto por juízes nomeados por presidentes da República, que entre outras atribuições julga procedimentos praticados por uma classe de autoridades com foro privilegiado, inclusive pelos próprios presidentes que os indicou? Pode-se acreditar na total imparcialidade de uma corte guardiã da Constituição, no caso do STF e em um tribunal ao julgar recursos de instâncias inferiores e decidir casos que envolvam disputas nacionais, no caso do TSE, todos eles formados por, digamos, 'apadrinhados' políticos de deputados, senadores, governadores que 'sugerem' seus nomes aos mandatários máximos da nação? Pois é assim no Brasil, onde é impossível não haver ligação estreita entre as Cortes, o Poder Judiciário e os demais poderes, já que o sistema de nomeação é assim, permitindo o que pra muitos é uma forma equivocada, antidemocrática e que não homenageia o princípio da independência dos poderes. Pra outros, como eu, mais uma aberração que deveria se extinta pois não pode haver nem equívocos nem dúvidas em tribunais que devem, sim, guardados os devidos aspectos emocionais, cumprir o que determina a lei e a voz das ruas (né, juiz Gilmar Mendes?). Mas, tal qual uma Caixa de Pandora ( não que STF e TSE só pratiquem cobiça, vaidade, mentira, inveja, ódio, etc), que guarda todas as maldades do mundo, ainda há esperança, já que existem Propostas de Emenda à Constituição (PECs) tramitando no Senado sobre este sistema ainda legal e, reitero, imoral, por forçar possíveis reconhecimentos de possíveis ministros eivados de vaidades. Como a do senador Reguffe (sem partido/DF), que  determina que novos ministros dos principais tribunais superiores e conselheiros de tribunais de contas do Brasil sejam escolhidos por concurso público, com mandato de cinco anos. A proposta está na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda apreciação do relator. A mudança seria válida para novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal de Contas da União (TCU), bem como os conselheiros dos Tribunais de Contas dos Estados e dos Municípios. Esta pode ser mais uma boa oportunidade para se moralizar a Justiça como um todo, que vem se esforçando para punir a qualquer um que tenha praticado crimes, independente de sua posição na sociedade, raça, cor, credo ou qualquer outra. Sendo assim, faz-se necessário que no topo também haja completa independência com juízes imparciais que julguem sem nenhum tipo de laço que não seja com o notório saber jurídico, a vida ilibada e sua própria consciência capazes de regular o sistema legal e político do País e, principalmente, produzir uma vida mais justa para todos.


Quem nomeou quem?

O TSE é composto por sete ministros indicados por:
Gilmar Mendes - FHC; Luiz Fux - Dilma Rousseff; Rosa Weber - Dilma Rousseff; Herman Benjamin - Como corregedor-geral da Justiça Eleitoral, o ministro Herman Benjamin herdou a relatoria da ação contra a chapa Dilma-Temer após o fim do mandato no TSE da ministra Maria Thereza de Assis Moura, indicada por Lula;  Napoleão Maia Filho - Lula da Silva; Admar Gonzaga - Temer e
Tarcísio Vieira - Ministro substituto desde 2014, é o sucessor provável da ministra Luciana Lóssio, indicada por Dilma Rousseff.

STF
O STF é composto por 11 ministros. É a seguinte sua atual composição: 
Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia Antunes Rocha, atual presidente, nomeados por Lula; Celso de Melo, decano, nomeado por José Sarney; Marco Aurélio Mendes de Farias Mello, nomeado por Fernando Collor; Gilmar Mendes, nomeado por Fernando Henrique Cardoso; José Antônio Dias Toffoli, nomeado por Lula; Luiz Fux, nomeado por Dilma; Rosa Weber, nomeada por Dilma; Teori Albino Zavascki, nomeado por Dilma, faleceu e fou substituído por Alexandre de Moraes, indicado por Temer e Luis Roberto Barroso e Edson Facchin, nomeados por Dilma.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

PRA COMEÇAR A SEMANA

   O voto de Gilmar Mendes, que livrou a cara de Dilma e Temer, mostra que o Brasil é 'deles'

quarta-feira, 7 de junho de 2017

PSICOPATAS, SIM!

Dia destes, usei várias metáforas para classificar a corrupção quase institucionalizada no País. Que era um carcinoma que precisava ser extirpado o quanto antes, que Brasília (leia-se Praça dos Três Poderes) vinha sendo a principal responsável por uma 'quase pandemia', tamanho mal propagado por todos os lados e em todas as direções e, principalmente, que a maioria dos políticos sofria de um transtorno de personalidade chamado de psicopatia. Esta última, muito mais para uma verdade inconteste do que para uma figura de linguagem, causou um certo reboliço, haja vista um dos muitos feedbacks apontar numa outra direção tentando colocar no mesmo balaio (de ladrões) protagonistas como leis frágeis, o próprio cidadão/eleitor, etc. Mas o que vêm fazendo os 'legítimos representantes do povo' quando, eleitos, procuram todos os meios e maneiras para conquistar poder e dinheiro (não necessariamente nesta ordem? Quem são eles? Do que são capazes (bom tema para o Globo Repórter, não?). Peguemos a definição do psiquiatra americano Hervey Cleckley: psicopatia "é um conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadores à primeira vista, os psicopatas, geralmente, causam boa impressão e são tidos como 'normais' pelos que os conhecem superficialmente. No entanto, costumam ser egocêntricos, desonestos e indignos de confiança. Com frequência, adotam comportamentos irresponsáveis pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio, não sentem culpa, sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas e, raramente, aprendem com seus erros ou conseguem frear seus impulsos, ..." E a mitomania, que merece um capítulo à parte? E as respostas às 82 perguntas feitas pela Polícia Federal ao presidente posto, quase deposto, Michel Temer, mais um escárnio previsto - e protegido - pela Constituição? Quem tem um cenário como o caos vivido por milhões de brasileiros e brasileiras, uma crise política como a atual e personagens que se encaixam, perfeitamente, no perfil acima não tem dúvida: além de ladrões, sem qualquer escrúpulo, ética, moral ou preocupação com o País, os políticos, com as raras e devidas exceções, são, sim, doentes mentais que precisam ser tratados com aplicação de drogas fortes (como a cassação), internados em instituições sérias (prisões de segurança máxima), sob a prática terapêutica que os faça revelar o que sabem (delações, depoimentos e grampos telefônicos e imagens), a devolver o produto subtraído (dinheiro público) e tendo alta só depois de dignos de alguma confiança (inelegíveis).