domingo, 31 de maio de 2009

O DIA - 31-05-2009








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NÃO SABIA

Suponhamos que uma pessoa entre em um supermercado, pegue uma maçã e a coloque em uma bolsa. Na saída, ao ser abordada por seguranças, responda que a pegou por engano. Certamente, haverá truculência, a polícia será acionada, a pessoa conduzida à delegacia, poderá responder a um processo e até ser presa. Agora pensemos no presidente Sarney, que recebeu R$40 mil referentes ao auxílio-moradia, mesmo já possuindo residência em Brasília. Primeiro disse que não sabia de nada, pediu desculpas à população e "mandou" devolver tudo aos cofres públicos. Só faltou chorar. Enquanto houver esse estado de coisas no Brasil, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo, ficaremos à mercê de uma espécie bem longe da extinção: a dos políticos corruptos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

FIM DE SEMANA

"O homem cria a ferramenta. A ferramenta recria o homem."

Marshall McLuhan

JB - 29-05-2009









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CÂMARA COM REDE SOCIAL NA INTERNET

A Câmara dos Deputados anunciou que lançará, na próxima quarta-feira (3), a rede social e-democracia. O objetivo é a ampliação do debate sobre projetos de lei. O site terá perfil de políticos, e permitirá que os cidadãos sugiram e participem, virtualmente, do trâmite legislativo da Casa. Segundo o gerente de projetos Cristiano Ferri, a ideia surgiu a partir de "algumas demandas sociais e de parlamentares para que haja maior abertura dos canais de discussão sobre os projetos de lei na Casa, em uma perspectiva de web 2.0, a fim de elaboração legislativa".

Da Folha Online

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ô, RAÇA!

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu que recebia auxílio-moradia, apesar de ter residência própria em Brasília. Sarney pediu desculpas por ter informado equivocadamente que não recebia o auxílio-moradia. Ele afirmou desconhecer o benefício e nunca tê-lo solicitado:
- Peço desculpas pela informação errada que dei. Eu nunca pedi auxílio-moradia e, por um equívoco, a partir de 2008, segundo me informaram, realmente estavam depositando na minha conta auxílio-moradia. Mas eu já mandei dizer que retirassem, porque eu nunca requeri isso e tinha a impressão de que não estava recebendo esse auxilio. Portanto, dei uma informação errada e peço desculpas - disse Sarney, ao chegar ao Congresso.

FORNO ACESO

Quando tentam impedir que seja instalada a CPI da Petrobras, é como se fosse um fósforo a acender o forno onde será colocada mais uma pizza. Com o comprometimento de oito dos onze senadores escalados para investigar supostos desvios de verba e de conduta na empresa, a maioria por processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF), fica a certeza que a massa e todos os seus "ingredientes" estão prontinhos e que ela, a pizza, será empurrada, mais uma vez, goela abaixo da sociedade brasileira. Para se ter ideia, o famoso "pizzaiolo", senador Romero Jucá (PMDB-RR), provável relator da CPI da Petrobras, teve quase metade de sua campanha (R$ 200 mil) para o Senado, em 2002, bancada pela OPP, empresa petroquímica que foi incorporada à Braskem, da qual a Petrobras é sócia. Além disso, "Jucá é acusado pelo Ministério Público Federal, com base em investigações da Polícia Federal, de compra de voto e desvio de recursos federais para obras", de acordo com o site Congresso em Foco. Haja estômago.

O DIA - 28-05-2009









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UMA BOA PIZZA

O JB interativo desta semana pergunta se a CPI da Petrobras vai acabar em pizza. A porcentagem, até agora, não podia ser outra: 84 % dizendo que sim e 14 % que não. O universo dos que votaram deve ser constituido, em sua maioria, de leitores - e eleitores - esclarecidos cuja expectativa é de que se repitam as tradicionais cenas cinematográficas, com objetivos eleitoreiros e atenção dos membros da comissão mais voltada às urnas, aos holofotes e microfones. Sem querer desreispeitar os que acreditam em uma apuração rigorosa, acredito que a subserviência do PT, aliada aos pés do PMDB (um em cada canoa), "engolirão" quaisquer pretensões que objetivem produzir provas, denunciar irregularidades e punir possíveis criminosos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

COLABORAÇÃO - JB - 27-05-2009








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SETORES QUE PREOCUPAM

As duas principais receitas do Estado do Rio são royalties do petróleo e ICMS. O acumulado dos royalties de janeiro a abril de 2009 foi de 581 milhões de reais. Em 2008 neste período, com repasses, havia sido de 822 milhões. O ICMS, incluindo a dívida ativa, juros e mora, mas excluindo desta um pagamento contábil da Cedae ao Estado que em abril foi de 310 milhões de reais, alcançou 6,19 bilhões de reais, que somados aos royalties de 581 milhões temos 6,77 bilhões. Em 2008 foram 5,62 bilhões de ICMS, mais os royalties de 822 milhões, são 6,44 bilhões. Assim, entre 2008 e 2009 o crescimento nominal foi de 5,1%, ou crescimento real zero. No ICMS a receita da indústria teve queda real de 8,69%, passando de 1,989 milhões em 2008 para 1,938 em 2009. Outros resultados preocupantes foram indústria de bebidas menos 1,32%, eletroeletrônico menos 29,53%, metalurgia/siderurgia menos 38,41%, transporte viário menos 9,16%, serviços de comunicação menos 2,7%.

Blog do César Maia

terça-feira, 26 de maio de 2009

A PETROBRAS NÃO É VOSSA

O ministro da Justiça, Tarso Genro, considera a CPI da Petrobras "um desserviço ao país e que a investigação só serve para antecipar a disputa eleitoral de 2010". Mesmo conhecendo muito bem as prerrogativas parlamentares, notadamente em relação às comissões, nosso ministro finge ignorá-las por determinação de "seu chefe" que prefere atacar a oposição. O poder de investigar está assegurado aos senadores e deputados na própria constituição federal, sempre que houver qualquer indício de irregularidade, como suspeitam a PF e o TCU. Antes de se transformar em questão política para petistas e pessebistas, a CPI da Petrobras tem de ser encarada como uma medida de proteção a um de nossos maiores patrimônios e isto é uma atitude mais do que justa (sem trocadilho) e necessária.

PREÇO DO PETRÓLEO AVANÇA

Os participantes nos mercados de petróleo estão no aguardo da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que ocorrerá nesta semana em Viena, e seguem o movimento nas praças acionárias internacionais. Os participantes da Opep irão colocar em discussão na quinta-feira a situação do mercado de petróleo e se o grupo deve alterar suas cotas de produção. O ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, avaliou como improvável um acordo referente a uma nova rodada de redução na produção da Opep no encontro desta semana. Na visão dele, a organização irá "manter o curso" e conservar os níveis atuais de produção.

Do Valor Online

SEM EQUÍVOCOS

Acabo de receber, por e-mail, convite para um evento denominado “de oposição”. Sabendo distinguir bem as coisas, primeiro agradeço lisonjeado a lembrança e, depois, aproveito o tema para refletir um pouco mais sobre os equívocos que ocorrem no Brasil em se tratando de ideologia, regimes políticos e meu próprio posicionamento em relação a tudo isto. Aparentemente tão triviais, oposição, situação, esquerda e direita ainda geram conceitos muito polêmicos e, como falei, podem suscitar equívocos, principalmente quando há intenção deliberada. Fazendo um estudo mais profundo sobre o tema, percebo um óbvio não tão óbvio; e o trivial não tão trivial. Concluo que se até intelectuais fazem confusão — propositadamente ou não — com a definição desses termos, imaginem no seio das camadas populares, geralmente pouco afeitas a digressões teóricas. Iniciemos, então, pela definição dos conceitos. Oposição não é sinônimo de esquerda e nem tampouco situação é sinônimo de direita. Oposição e situação são posicionamentos políticos em relação a uma situação concreta, enquanto que esquerda e direita são posicionamentos ideológicos, em torno de ideias, programa e plataforma. A plataforma histórica da esquerda tem por base mudanças de caráter progressista (reforma agrária, saúde e educação pública, melhor distribuição de renda, emprego, redução da jornada de trabalho, habitação popular e combate à corrupção, dentre outras), enquanto que a plataforma da direita tem cunho conservador, reacionário, e se orienta por um programa oposto a esse enunciado da esquerda. Assim, quem está no governo, dirigindo um sindicato ou um clube de futebol, está politicamente na situação. Ideologicamente pode ser de esquerda ou de direita. Aqueles que, por razões distintas, não integram e nem apóiam esse "establishment", estão politicamente na oposição, que igualmente pode ser de esquerda ou de direita. Se a situação for de esquerda, a sua oposição será invariavelmente de direita, salvo situações específicas. A motivação para fazer oposição, por conseguinte, pode ser de natureza política ou ideológica. A oposição política é motivada por interesses políticos imediatos (desgastar o governo ou pressioná-lo ,por exemplo, para viabilizar interesses do grupo contrariado) e não significa que esses "opositores" discordem, necessariamente, do programa ideológico do governo ou do grupo contra o qual movem a oposição. A oposição ideológica é aquela motivada por divergências com o programa, com as idéias fundamentais de um determinado governo ou grupo. Sendo assim, a despeito de qualquer conotação que se possa dar ao referido encontro – do qual, infelizmente, não participarei – considero que o mesmo deva ser uma boa oportunidade para reflexão e amadurecimento de ações, com os quais vou concordar, sempre, aguardando, ansioso, outro convite para que possa manter o direito de expressar minha opinião.

O DIA - 26-05-2009










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