Não sei porquê as palavras do ator Sylvester Stallone causaram tanta comoção. Por mais que tentemos, o "complexo de vira-lata" - expressão criada pelo dramaturgo Nélson Rodrigues sobre o sentimento de inferioridade dos brasileiros- ainda é uma triste realidade que pode ter levado os atores Stallone e Robin Williams e o personagem Simpson, só para citar alguns, a fazerem comentários infelizes questionando a seriedade de nosso país e sua auto-estima. O Brasil sempre aspirou ser levado a sério, mas ainda é visto mais por seu futebol, pela combinação sexo, drogas e rock'n roll, suas belezas naturais e, especialmente, pelo excesso de violência e corrupção. O brasileiro está muito longe de ser reconhecido como primeiro-mundo, pois contenta-se com pouco, senti-se satisfeito quando recebe alguma atenção por parte das autoridades e, em termos de "exportação", ainda é sinônimo de garçom, peão de construção civil ou jogador de futebol. Quanto aos escândalos políticos, cada vez mais frequentes, e os altos índices de criminalidade em todos os níveis, o mundo parece não levar muito a sério o esforço do governo e prefere atribuir à própria sociedade a culpa maior, por sua passividade em escolher maus candidatos os quais deverão manter o mais execrável motivo para a baixa auto-estima: a falta de capacidade de pensar, refletir e discutir ideias com outros dispostos a fazer isso. Enquanto isso, a satirização do cinema americano to be continued.
sábado, 24 de julho de 2010
JECA TATU
Não sei porquê as palavras do ator Sylvester Stallone causaram tanta comoção. Por mais que tentemos, o "complexo de vira-lata" - expressão criada pelo dramaturgo Nélson Rodrigues sobre o sentimento de inferioridade dos brasileiros- ainda é uma triste realidade que pode ter levado os atores Stallone e Robin Williams e o personagem Simpson, só para citar alguns, a fazerem comentários infelizes questionando a seriedade de nosso país e sua auto-estima. O Brasil sempre aspirou ser levado a sério, mas ainda é visto mais por seu futebol, pela combinação sexo, drogas e rock'n roll, suas belezas naturais e, especialmente, pelo excesso de violência e corrupção. O brasileiro está muito longe de ser reconhecido como primeiro-mundo, pois contenta-se com pouco, senti-se satisfeito quando recebe alguma atenção por parte das autoridades e, em termos de "exportação", ainda é sinônimo de garçom, peão de construção civil ou jogador de futebol. Quanto aos escândalos políticos, cada vez mais frequentes, e os altos índices de criminalidade em todos os níveis, o mundo parece não levar muito a sério o esforço do governo e prefere atribuir à própria sociedade a culpa maior, por sua passividade em escolher maus candidatos os quais deverão manter o mais execrável motivo para a baixa auto-estima: a falta de capacidade de pensar, refletir e discutir ideias com outros dispostos a fazer isso. Enquanto isso, a satirização do cinema americano to be continued.