sexta-feira, 24 de julho de 2026
CENTROS DE MALANDRAGEM
O Brasil não avança por motivos óbvios. A insegurança jurídica, a instabilidade na economia que afasta investidores, a corrupção e até por causa do tal 'Centrão", quando se trata do ponto de vista político. Aliás, o principal elemento para a desgraça nacional pois quase não se faz nada se políticos não "derem um jeitinho". Há pouco mais de dois meses para o primeiro turno das eleições - outro mal que assola o País -, os governos começam a ficar reféns, principalmente , do Congresso e das assembleias legislativas, cujos representantes, os atuais e os futuros, dão início às negociatas para fortalecer seus partidos, coalizar e, claro, encher cofres. E neste particular, o tal "Centrão, ou os tais Centrões, seja de Brasília , de São Paulo e do pequenino município de Quissamã, têm um papel importante na missão de pressionar o presidente da República, governadores e prefeitos, estes, geralmente, cabos-eleitorais de deputados e senadores. Na prática, o que acontece neste período de eleições que se avizinham? Candidatos iniciam tratativas para, se eleitos, comporem bases de apoio para o presidente e governadores, impacto que poderia ser minimizado, por exemplo, se primeiro elegêssemos os chefes do Executivo e duas semanas depois deputados e senadores. Mas não só. Que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) puna com mais rigor - e celeridade - quaisquer crimes praticados. Antes, durante e depois das eleições e das práticas malandras de Centrões.