Quando um pequenino município do interior do norte fluminense incendeia ônibus, como forma de protesto pelo aumento das passagens, é sinal de que a coisa tá mesmo muito feia. E foi, exatamente, o que fizeram moradores de Carapebus, por não aguentarem mais passagens caras em total desacordo com o padrão dos veículos. Não que concordemos com o método, mas algo deve ser feito já. Nem que seja nas urnas.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
DO DESTERRO
Hoje se comemora o dia da padroeira de Quissamã (RJ), Nossa Senhora do Desterro. Que ela nos dê a proteção e a luz que todos necessitamos. Alguns menos, outros mais. Muito mais.
SEM APOIO
Quando conheci o então jovem advogado Roberto Jefferson, no saudoso Povo na TV, do saudoso Wilton Franco, era capaz de participar de qualquer 'vaquinha' feita para contribuir para qualquer uma de suas causas, políticas ou sociais. Entretanto, com as voltas que o mundo dá, hoje, além de repudiar suas atitudes, tenho pena (não que concorde com elas) de vê-lo naquela situação, sem militância capaz de sequer abrir um site para angariar fundos e pagar a multa avaliada em R$ 720 mil. Capaz de realizar as proezas que filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm conseguido nas doações aos líderes presos pelo mensalão.
COISA DO BICHO
Essa campanha de governador do Rio, cheia de políticos bem 'adultinhos', de dinheiro e influência vinda de Brasília, vai colocar macacos e macacas em seus galhos. Para se ter uma pequena ideia, tem político que, antes, comia sardinha e arrotava caviar achando que a brincadeira era de 'garotinhos' mas agora tá vendo a situação ficar difícil. Cansei de ver até vereadorzinho do interior botando banca com prefeito achando que ia deitar e rolar. Mas que começa a enxergar ser uma eleição 'coisa do capeta'.
METENDO O PEZÃO NA PORTA
A entrada de Pezão na campanha eleitoral, apertando prefeitos de todos os rincões, está provocando um reboliço geral independente de partido. Tem até secretários municipais do PT renunciando aos próprios cargos, não querendo bater de frente com o governo do Estado e com o PMDB, como acaba de acontecer em Niterói. Mas também tem vereadores, dos mais variados partidos, apavorados com o que vem por aí e as ameaças de todos os lados insinuando tirar-lhes as 'boquinhas'. Tinha gente achando que ia ser fácil mas, agora, mal consegue dormir tamanho o medo de bater de frente com alcaides e deputados 'antigos aliados'.
DUREZA AOS 16
Esta semana o Senado, que tem andado meio inerte em termos de autonomia e clamor popular, pode voltar a dar uma grande contribuição ao País. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) incluiu na pauta a votação da redução da maioridade penal propondo a mudança da maioridade para 16 anos em casos específicos. Poderão responder criminalmente, como adultos, adolescentes que tenham praticado delitos inafiançáveis, como crime hediondo, tráfico de drogas, tortura e terrorismo, ou que sejam reincidentes em lesões corporais ou roubo qualificado. Hoje, independentemente do crime cometido, o menor de 18 anos pode ficar detido por até três anos, o que é um escárnio com o bom senso e com as famílias que tiveram seus entes queridos assassinados por crápulas e desumanos autodenominados 'dimenor' e protegidos pela lei e pelos direitos humanos feitos para humanos que não são direitos.
AMIGOS PARA SIEMPRE
Os governantes têm de selecionar melhor seus amigos e aliados. O Brasil, por exemplo, o fez de maneira errada quando escolheu a Venezuela recém-quebrada, Cuba quebrada há meio século e a Argentina quebrando. Os três muy amigos podem ajudar a quebrar nosso país. Quem
tem amigos como esses não precisa de inimigos.
SE A MODA PEGA
Engraçado esse negócio de ajudar a pagar a multa e ficar livre dela. Como acabaram de fazer os admiradores dos mensaleiros. Se a moda pega, o cara entra num banco, rouba milhões (que não são achados), é preso e condenado. No dia seguinte, criam um site para arrecadar a quantia que é imediatamente devolvida à instituição. Pronto, ninguém deve mais nada. Mas não para por aí. O cara mata e é condenado a 30 anos, ou seja, 10.950 dias. A família arranja muitos amigos que passarão dias na cadeia como forma de diminuir sua pena.
UMA MÃO LAVA A OUTRA
Sugiro que se crie, imediatamente, uma espécie de dosimetria para a pena
de todos os condenados pelo mensalão como forma de reconhecimento. Se os
'colaboradores' deram dinheiro para pagar as multas que, agora, passem
um ou mais dias na prisão com os 'companheiros'. Seria algo assim:
quem deu mais dinheiro, ficaria mais dias. O que ia ter de gente grande, solidária à causa, mofando nas celas...
MAMANDO NAS TETAS
O ministro do STF, Gilmar Mendes, acertou ao dizer que o país tem de conhecer os colaboradores das 'vaquinhas' feitas para pagar as multas dos mensaleiros. Por mais bem intencionados que sejam os admiradores de quem desviou milhões dos cofres públicos, não é justo ficarem protegidos sob o manto do anonimato. Se as operações financeiras de qualquer mortal são devidamente identificadas, sejam através de cheques nominais ou da declaração ao leão, isto quando não aparece uma tal de CPMF, por que não se conhecer os - de alguma forma - apoiadores da falta de leitos, remédios e médicos nos hospitais, das baixas aposentadorias, dos salários de fome, do caos nos transportes e da falta de segurança?
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
POR TRÁS DAS CÂMERAS
A Justiça tem de ir fundo nas investigações sobre a morte do cinegrafista da Band. Um dos acusados tem declarado o envolvimento de grupos políticos - e até partidos -, que podem estar financiando a violência. Se há alguma verdade nisto- e acho que sim - a polícia deve agir bem rápido, prendendo os criminosos, a Justiça aplicar a lei e os tribunais eleitorais retirarem de circulação gente assim. Para sempre.
NAU SEM RUMO
Quando se vê muita gente 'abandonar o barco' é sinal que há algo, no mínimo, estranho. É o caso do programa Mais Médicos que, até agora, perdeu 24 cubanos e outros três que ainda não apareceram para trabalhar e também não foram localizados pelo governo brasileiro.
JORNALISTAS MORTOS
Um relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras revelou que o Brasil é o País com o maior número de jornalistas mortos nas Américas. Ainda de acordo com o relatório, foram cinco só no ano passado. Já em relação ao número de profissionais feridos, a organização estima em 114 no Brasil desde os protestos que tomaram as ruas a partir de junho do ano passado. E para aumentar a triste estatística, mais dois acabam de ser mortos: o cinegrafista Santiago Andrade, semana passada e Pedro Palma, dono do jornal Panorama Regional, de Miguel Pereira, ontem a noite. Enquanto nenhuma medida efetiva for tomada, a morte de jornalistas continuará a estampar as primeiras páginas.
VOTO ABERTO E PRISÃO FECHADA
A cassação do mandato de Natan Donadon só aconteceu por causa do voto aberto. Mas não apenas por isto. As manifestações, reflexo da indignação popular e a marcação cerrada da Imprensa, até com perda de vidas, além da proximidade das eleições, foi a fórmula para que deputados tivessem mais vergonha na cara se redimindo da bobagem de meses atrás quando o 'ex-colega', mesmo não tendo sido cassado na ocasião, saiu do Congresso algemado para a Penitenciária da Papuda. Local que já deveria ser ampliado para abrigar outros políticos ladrões desse imenso País. Talvez não caiba tanta gente lá, mas que se construa outros. Espaço não falta.
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