terça-feira, 31 de janeiro de 2012
REFORMAS POLÍTICAS
Alguns têm mania de falar em reforma política como se isto fosse fácil e, na maioria das vezes, possível de acontecer. Peguemos o governo federal, por exemplo, onde a presidente Dilma Rousseff diz estar fazendo 'uma grande faxina' e que nos próximos dias deve apresentar novos nomes de sua preferência para compor os ministérios, principalmente os que atravessaram - e atravessam - forte turbulência após inúmeras denúncias de corrupção, como aconteceu com sete ministros e, agora, com Mário Negromonte, das Cidades. Todos sabem que a tal da governabilidade é quem manda e o loteamento dos escalões mais importantes existe. É o famoso QI. A base aliada, com todos os seus interesses, sede e fome insaciáveis, é quem aponta as bolas da vez. Não adianta nossa brava presidente ter, apenas, boa intenção, querer as reformas. No final, o círculo vicioso prevalece, manda quem pode, obedece quem tem juízo e indica quem tem algo a oferecer. Qualquer coisa diferente é mera especulação. É jogar para a plateia ou trocar seis por meia dúzia.
ISTO É POLÍTICA
Nada de mais na aproximação política entre Garotinho e César Maia. Primeiro, por eles serem duas reconhecidas e expressivas lideranças estaduais, com notoriedade, inclusive, a nível nacional, pelo que fizeram no campo político. E bons de voto. Depois, por estarem seguindo o que determina a própria política quando diz ser a arte ou ciência da organização, direção e administração da nação, estado e cidade e, venhamos, estes estão um pouco desorganizados e precisam de pessoas que se posicionem contra. Finalmente, os dois não estão fazendo nada diferente de qualquer político, ou seja, mudar de opinião quando veem algo errado ou têm algum outro interesse em jogo. Quem não se lembra, por exemplo, de Eduardo Paes, quando deputado do PSDB, portanto, na oposição, se insurgir contra o governo federal? Hoje, seu amor incondicional a este mesmo governo chega a ser ridículo. E de Sérgio Cabral, quando presidente da Alerj, das duras palavras contra o PT, partido este ao qual jura eterno amor? Isto sem falar de um amor recente aos mesmos Garotinho e César Maia, quando governador e prefeito? Se eles têm conversado, deve ser porque estão em jogo disputas eleitorais e, isto, na política é salutar e faz parte. Mas quase sempre incomoda e contraria alguém.
SABER ESPERAR
Janeiro é, para mim, um mês propício à reflexão. À meditação sobre alguns destinos a serem seguidos e posturas a serem adotadas durante os próximos. Principalmente, por ser este um ano de eleições municipais quando, queiramos ou não, estamos bem mais próximos daqueles que vão administrar a cidade e temos de tomar uma decisão muito importante. Procurei pensar sobre qual caminho a ser seguido, sempre procurando agir com a prudência como prova máxima da sabedoria. Pelo menos do ponto de vista teórico, pois a batalha interna de egos quase sempre nos conduz para o lado em que um (ego) vitorioso indica. E isto pode ser bom ou não. Trazer dissabores ou alegrias. Portanto, para aprender a dominar mais os instintos e a fazer prevalecer a prudência, fiz de alguns pensamentos de Baltasar Gracián (jesuíta espanhol que se aproxima de Maquiavel) leitura obrigatória neste período pré-eleitoral. Alguns propõem, por exemplo, que na grande maioria dos casos, saber esperar é uma virtude adquirida pelo exercício da disciplina. É uma virtude que não é inata, que se adquire pelo autocontrole. Ensina nas suas máximas as lições para o sucesso na vida real: "Domine a si mesmo que você dominará os outros" e "Caminhe pelos espaços abertos do tempo, em direção ao centro, onde se encontra a oportunidade". É, pois, prudente, adquirir a virtude da paciência, a arte de esperar, o hábito de escolher o melhor momento para agir. Nunca parta para a ação se não estiver racionalmente convencido de que é prudente agir. Se você tem dúvidas sobre o sucesso de sua ação, sua dúvida é uma certeza para quem observa. Decisões tomadas no calor da emoção costumam deixá-lo mal quando a situação se acalma e volta ao normal. Em situações de dúvida sobre a propriedade e acerto da ação é melhor não agir. Espere o momento em que as dúvidas sejam superadas pelas certezas. Para Gracian, é preciso muito pouco para turvar a água de um córrego, mas não há nada que se possa fazer para deixá-la novamente límpida, a não ser deixando-a quieta". Portanto, tentarei pensar em tudo isto. Pelo menos, do ponto de vista teórico.
sábado, 28 de janeiro de 2012
IPVA - SERVIÇO INDISPONÍVEL
A transição atabalhoada de um banco para o outro, no que se refere aos pagamentos de taxas do Detran-RJ, já está começando a produzir frutos. Estragados. Com a total falta de sintonia entre o Bradesco, secretaria de Fazenda e o próprio Detran, mais uma vez quem sai penalizado somos nós, os 'mariscos' da história. Até para se fazer um simples serviço está difícil. Pedem coisas que nem eles têm, ou sabem como fazer. Como foi o caso de uma transferência de propriedade, que tentei realizar, ontem, no Posto do Fonseca e não consegui sob argumento do próprio Detran que seria cômico se não fosse trágico. Após cumprir todas as exigências, as atendentes, gentis mas perdidas como cegas em tiroteio, solicitaram o pagamento integral do IPVA 2012. Como o carro é final 0, lembrei a elas que o calendário havia sido prorrogado e mesmo que quizesse não tinha como pagá-lo, pois estava INDISPONÍVEL on line, off line, nas agências bancárias, na secretaria de fazenda e onde mais pudéssemos. Mesmo admitindo o desencontro, o máximo que consegui foi cair na exigência de pagar, de uma só vez, e em até cinco dias, o tal do imposto, imposto mesmo (caso já esteja liberado), para, talvez, finalmente, conseguir andar na lei. Este é mais um triste exemplo de bagunça, mais um episódio do caos em que usuários e contribuintes fluminenses se encontram.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
EDUCAÇÃO COM CARA NOVA
Não acredito (mas torço) que o ministro Aloízio Mercadante consiga mudar os rumos da educação brasileira que vão de mal a pior. Principalmente para quem está entre as maiores economias do planeta e ainda possui índices comparáveis a Botsuana e Moçambique. E como economista, isto ele bem sabe. No entanto, sua visão muito mais de político profissional (embora também seja professor universitário) não será suficiente para acabar com os principais - e mais imediatos - problemas em nossa educação, entre os quais estão, por exemplo, as avaliações externas contaminadas por desvios, com resultados pífios como no ENEM e na Prova Brasil; a política salarial e de valorização, com os baixos salários, descaso, desrespeito e imposição de políticas pedagógicas; além dos estruturais, sociais e culturais, que vão desde os modelos arquitetônicos prisionais das escolas, passando pelas contradições da sociedade, onde sua base geralmente é constituída por pobreza, fome, falta de trabalho e de perspectiva, até a falta de cobrança à própria escola. Nas públicas, raramente existem colegiados, conselhos, grêmios escolares. O mesmo acontece com a reciprocidade entre pais e educadores. As desvalorizações por parte da sociedade brasileira, em relação ao saber e ao conhecimento, têm reflexos em toda estrutura educacional. Resta saber se Mercadante conseguirá pensar no problema da educação fora do âmbito do microcosmo da escola e do esforço individual de cada um, sem reduzí-lo em termos operacionais. Os problemas educacionais não podem ser resolvidos apenas no âmbito do indivíduo, da comunidade e do esforço pessoal do professor. O problema da educação é mais que político. É social.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
FAÇAM SEMPRE 'DIREITO'!
Bem que meu pai tentou me alertar várias vezes: -Filho, Jornalismo e Psicologia não dão camisa a ninguém". Agora vejo que ele tinha certa razão. Pelo menos no aspecto financeiro. Pra se ter ideia, a Justiça nesse país deve estar pagando os maiores salários. Juízes e desembargadores do Rio e de São Paulo chegam a receber, em média, de R$40 mil a R$150 mil por mês, segundo a folha de pagamentos que os próprios TJs divulgaram em obediência à norma que impõe transparência aos tribunais. Segundo o Estado de S. Paulo, a remuneração “oficial” de R$24.117,62 é inflada por “vantagens eventuais”, o que permite que alguns desembargadores ganhem, ao longo de apenas um ano, cerca de R$ 400 mil cada, somente em “benefícios”. No total, 72 desembargadores receberam mais de R$100 mil em um mês, inclusive seis que tiveram rendimentos superiores a R$200 mil. Em dezembro de 2010, o mais abastado dos desembargadores recebeu R$ 511.739,23. Por que não fiz Direito? Ora, questão de perfil, inclinação, teimosia, talvez. Mas, passados tantos anos, posso dizer que fiz - e faço - direito, sim.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
CRESCIMENTO DA INTERNET NA PUBLICIDADE
Segundo dados do Monitor Evolution, do Ibope, os gastos com publicidade no Brasil, em 2011, alcançaram R$ 88,3 bilhões. A TV aberta abocanhou 53% do bolo publicitário, os jornais ficaram com 20% das receitas, as TVs por assinatura 8,3% e as revistas com 8,1%. A surpresa ficou por conta da Internet que atingiu os 6%.
SERIEDADE NOS CONCURSOS

Aproximadamente, 10 milhões de brasileiros prestam concursos públicos todos os anos, comparados a uma 'aventura', a um 'samba do crioulo doido'. O que deveria gerar uma boa expectativa para quem está desempregado, ou pretende seguir uma carreira no serviço público, muitas vezes se torna uma dor de cabeça a mais. A falta de uma lei específica permite que União, estados e municípios criem as suas, com valores de taxas de inscrição diferenciados - e absurdos -; prazos entre o edital e aplicação das provas muito longos, como, também, são longos e absurdos os períodos para convocação e o número de convocados. É comum um edital prever a contratação, por exemplo, de x servidores aprovados, em tantos meses e depois revelar números bem diferentes dos propostos, o que possibilita, por exemplo, proteger outras formas de admissão, como processos seletivos, renovações e contratações 'temporárias' ou de 'caráter emergencial' e outras. Mas estas práticas podem estar com os dias contados, pois tramita no Senado projeto sobre concursos para cargos e empregos públicos, estabelecendo prazo entre a publicação do edital e a aplicação das provas de 90 dias, no mínimo, e 120, no máximo e taxa de inscrição não maior do que 1% do valor da remuneração inicial prevista para o cargo objeto do concurso. Por ele, também fica vedada a realização de concurso só para a formação de cadastro de reserva, mais uma das 'manias nacionais' e, o melhor, será garantida a nomeação do candidato que passar dentro do número de vagas previsto no edital. A partir de sua aprovação, o que este grande segmento da sociedade anseia é vê-lo, na prática, permitindo o ingresso no serviço público pela porta da frente e não pela costumeira janela ou pelas mãos de 'generosos' políticos.
sábado, 21 de janeiro de 2012
BURROCRACIA NA SAÚDE
A morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, está causando o maior ti-ti-ti em Brasília. Até a presidente Dilma Rousseff entrou na história, pedindo a intervenção imediata - e pessoal - do próprio ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vai exigir explicações das instituições acusadas de não querer atendê-lo por razões meramente burocráticas, já que os hospitais exigiram um cheque caução, mas como ele estava sem cheque, o atendimento foi recusado. Enquanto isso, ele voltou a infartar. E morreu. É muita hipocrisia. Digna das mais puras intenções petistas. Ora, presidente, todos os dias acontece isto com milhares de brasileiros, independente de terem ou não planos de saúde, caução ou qualquer condição para um atendimento. Digno ou não. Todos os dias, milhares de cidadãos são humilhados, eles e sua dor, com suas famílias, nas portas dos hospitais, nos corredores e nas macas (quando têm sorte) e a senhora sabe muito bem disso. Aliás, a senhora, seu antecessor, que dizia acreditar no SUS, caso ficasse doente, mas, hoje, trata de um câncer num grande hospital particular e toda a torcida de seu time de futebol. Tentam acobertar a doença na Saúde brasileira, justiça seja feita, desde o descobrimento, quando se trazia para cá as maiores moléstias, mas o que querem fazer, agora, no caso deste secretário, é demais. A cortina, dando conta de um possível racismo, é o mesmo que fazem quando deixam passar o cachorro e pegam as pulgas. Enquanto não se fizer uma 'faxina' na estrutura, mudar a mentalidade e o pseudosacerdócio de uma grande parte que atua na área médica, não só os da ponta, mas os da burocracia que tentam justificar os 'investimentos', teremos pessoas sendo tratadas como simples mercadoria e encaminhadas para os braços de um papa-defunto.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
SARNEY É O GRANDE VENCEDOR DO 'ALGEMAS'
O presidente do Senado, José Sarney, foi o vencedor do concurso "Algemas de Ouro', proposto pelo Movimento Anticorrupção 31 de Julho para lidar de maneira divertida com a impunidade no cenário político brasileiro. Ele obteve quase sete mil votos, que representam 59,5% e não deve ter gostado nem um pouco da colocação, acima de José Dirceu e Jaqueline Roriz, que ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, e vão levar as Algemas de Prata e Bronze. Completavam, ainda, a 'nominata da eleição', os seis ministros que deixaram o governo da presidente Dilma Rousseff sob suspeitas de irregularidades: Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva e Carlos Lupi. O “prêmio” será entregue amanhã (19), em meio ao baile de carnaval com o sugestivo nome de Pega Ladrão. Ele não vai inibir os malfeitos do poder, tampouco a corrupção que já se tornou uma marca da maioria das instituições brasileiras, incorporada no cotidiano das pessoas que a vêem em quase tudo. Mas é uma forma de chamar atenção para a importância de se aderir a movimentos populares como estes, desde que apartidários e sem outro fim que não seja tornar melhor a vida de todos.
À LUZ DA PSICO
PSICODIAGNÓSTICO
É muito comum, haverem dúvidas, até entre profissionais de áreas afins à psicologia, sobre seu verdadeiro papel e eficácia. Gosto muito - e adoto com frequência - a simples definição de que o objetivo de um diagnóstico psicológico refere-se ao conhecimento do indivíduo através da percepção dos dispositivos pelos quais ele interage com seu mundo interno e com o mundo externo. O uso do seu potencial, mecanismos de defesa, estrutura e dinâmica de sua personalidade. Quanto às etapas e os recursos utilizados, são a entrevista inicial com a família ou o sujeito, testes de acordo com a demanda e a devolução e orientação cabíveis. Os resultados obtidos são traçar um prognóstico de vida, aguardar situações de crise, programar um processo de adaptação com o meio, traçar uma perspectiva de um processo terapêutico, reeducação de capacidades inibidas ou prejudicadas. Apesar de demorado e dispendioso, é necessário muito estudo, com a prática pode-se abrir mão de determinados instrumentos, porque a visão clínica já embasa suficientemente para o programa de orientação.
É muito comum, haverem dúvidas, até entre profissionais de áreas afins à psicologia, sobre seu verdadeiro papel e eficácia. Gosto muito - e adoto com frequência - a simples definição de que o objetivo de um diagnóstico psicológico refere-se ao conhecimento do indivíduo através da percepção dos dispositivos pelos quais ele interage com seu mundo interno e com o mundo externo. O uso do seu potencial, mecanismos de defesa, estrutura e dinâmica de sua personalidade. Quanto às etapas e os recursos utilizados, são a entrevista inicial com a família ou o sujeito, testes de acordo com a demanda e a devolução e orientação cabíveis. Os resultados obtidos são traçar um prognóstico de vida, aguardar situações de crise, programar um processo de adaptação com o meio, traçar uma perspectiva de um processo terapêutico, reeducação de capacidades inibidas ou prejudicadas. Apesar de demorado e dispendioso, é necessário muito estudo, com a prática pode-se abrir mão de determinados instrumentos, porque a visão clínica já embasa suficientemente para o programa de orientação.
MEXENDO NO BOLSO
Até que enfim, resolveram diminuir o pouco caso com o dinheiro público no que diz respeito às eleições. A partir de agora, políticos condenados não perderão, apenas, o mandato. Eles terão de arcar com todas as despesas no caso de um novo pleito. Acordo neste sentido foi assinado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) que, se não começar a ser descumprido pela própria Justiça, através de seus infindáveis 'recursos', poderá ser um motivo a mais para que os políticos, principalmente os mais viciados, ardilosos e articulados por máquinas públicas, pensem melhor antes de fazer das suas. A sociedade, que vem se decepcionando com o Ficha Limpa por não conseguir afastar gente assim, espera atitudes ainda mais severas no sentido de moralizar aquele que deveria ser o melhor método para escolher pessoas as quais se entregam as chaves do cofre de cidades, estados e do país. Isto ainda não é o ideal. A maturidade de uma democracia, no sentido mais amplo, só começará a ser atingida quando o eleitor fizer a sua parte a não permitir, sequer, abuso de poder econômico, político ou compra de votos. Aí, sim, os corruptos, dos dois lados, deixarão de representar uma ameaça que signifique a ruptura de todos os princípios.
domingo, 15 de janeiro de 2012
CAOS NO TRÂNSITO
Ninguém entendeu por quê, repentinamente e sem muita explicação, os serviços referentes aos impostos do Detran mudaram de banco, passando do Itaú para o Bradesco? Pelo menos a maioria da população que, muitas vezes, não vê relações existentes entre Capital e Poder. As filas enormes formadas nas agências do Bradesco (que parece deter a exclusividade deste serviço) para se consultar valores de IPVA e multas, ou retirar guias de pagamento e o pessoal do outro lado do balcão sem muito preparo, mostram que a coisa foi feita meio ‘às pressas’, sem a devida organização, na marra, aliás, uma das marcas do governo do Estado do Rio de Janeiro, cujo caos instalado vêm anunciando tragédias como, por exemplo, as da região serrana, nos transportes, nas áreas de segurança e de saúde, onde vidas têm sido perdidas, justamente, por causa da falta de planejamento.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
'CULPAS' DO PEZÃO
A região serrana do Rio de Janeiro parece que está preparada para enfrentar os problemas causados pelas chuvas na mesma proporção que o vice-governador Pezão. Durante todas as entrevistas, confuso, ele tenta atribuir culpas à falta de geólogos e engenheiros, às leis que impedem ações mais rápidas no uso dos recursos, à longa falta de um prefeito em Teresópolis (o eleito, foi cassado, o vice, faleceu, assumindo o presidente da Câmara), enfim, à mais uma 'urucubaca'. Se esquece que ele e o governador Sérgio Cabral são os principais responsáveis, inclusive pela tragedia naquela região, a mais anunciada de todas. Há um ano, o mundo assistiu centenas de pessoas sendo retiradas mortas dos escombros e agora isto só não se repetiu graças a própria natureza que foi menos impiedosa, pois a depender do que o governo do estado fez, ou melhor, não fez, a população teria o mesmo destino. Chama atenção, numa hora como estas, os políticos não se lembrarem que o Estado do Rio de Janeiro recebe bilhões de reais dos royalties do petróleo e, mesmo assim, seus filhos continuam morrendo pelo pouco caso das autoridades que pouco fazem para resolver o problema, como interceder mais diretamente junto às prefeituras, por exemplo, dando efetivo apoio na desocupação das encostas com realocação das famílias em novas moradias, maior fiscalização em rios, morros, estradas e pontes, reaparelhamento de bombeiros e da defesa civil destas áreas, aliás, coisas simples para quem tem tanto dinheiro. Não basta ficarem falando das casas populares, certamente mais um daqueles 'muquifos', que Cabral e Pezão irão entregar com toda a pompa. Pois se nada de muito sério for feito, elas também poderão ser arrastadas ou inundadas pela força da natureza.
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