domingo, 30 de janeiro de 2011

NA POLÍTICA, NADA SE CRIA


Em segundo lugar no ranking - o primeiríssimo isolado é a corrupção -, o grande problema na política nacional é o continuísmo, o processo de acomodação, o famoso "tá dando certo, pra quê mudar?". Quando alguns pensam que vem algo novo, como no caso da escolha de uma mulher para ocupar a presidência, o que se começa a perceber é a mesma subserviência a grupos e o predomínio de alguns poucos sobre a maioria. São partidos da chamada base aliada a dar governabilidade, tudo em nome de uma velha e já manjada manobra para permitir que o PT e o PMDB (não necessariamente nesta ordem) ditem regras para que o país continue em suas mãos, geralmente maiores que o olho e a cara. A disputa pela presidência do Congresso é prova inconteste do ardil a que estamos, todos, submetidos. Tendo o senador José Sarney a encabeçá-la, com outros ilustres caciques a reboque, apoiando-o 'incondicionalmente', salvo uma enorme zebra, a Câmara alta continuará sob seus auspícios e influenciando nos destinos da outra Casa. Com o eterno discurso de continuar servindo à nação, o quase caudilho tupiniquim deverá abrir os salões do Congresso para boas conversas ao pé do ouvido e outras negociações que visem resguardar interesses.